sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Conversa de vovó


Na volta da escola, brincando no jardim.


Dizem que conversa de vovó só interessa à vovó e à mãe da criança. Acontece que "Blog da vovó" que se preze precisa sempre estar atualizado em relação à netinha, e acho que está na hora de fazer alguns registros.

Na última semana passei alguns dias em São Paulo, fazendo companhia para a Isadora, pois sua mamãe estava viajando a serviço.

Foi uma ótima oportunidade para observar mais uma vez, e bem de perto, seu desenvolvimento e sua rotina. Ela está cada vez mais graciosa, esperta e ... linda. Não dá trabalho. É claro que ocupa e, algumas vezes, cansa. Afinal, só tem 3 anos e 4 meses e tem comportamento adequado à idade. Vai bem para a escola, come bem, dorme bem, mas com um detalhe: só quando está quase caindo de sono. Eu preferiria que ela fosse dormir na hora por mim escolhida, mas não é bem assim.

Antes de dormir, sempre pede para que se conte histórias, que por ela seriam muitas. Eu dizia que contaria só duas, e nessas horas me surpreendia com suas colocações e vocabulário. Eu procurando contar a história com termos simples, levando em conta sua idade, e ela dizendo coisas desse tipo: “mas vovó, a Chapeuzinho deveria ter escolhido um caminho mais seguro para ir até a casa da vovozinha. Você não acha?”

Desse jeito mesmo: “deveria”. Aliás, desde pequenininha que ela conjuga os verbos com correção, e não erra nas concordâncias.

“Caminho mais seguro”. Para criancinhas eu falaria em caminho sem perigo, caminho bom, mas a danadinha usa “caminho mais seguro”. Tem um vocabulário rico.

É independente e teimosinha. Quer fazer valer sua vontade. Sou ultra-amorosa e carinhosa, mas não sou daquelas vovós que concordam com tudo. Não sou daquelas vovós que dizem que o papel dos avós é "estragar" os netos. É evidente que contorno as situações de teimosia com muito jeito, e tudo acaba dando certo.

Foi uma semana cheia e feliz. Ia levá-la e buscar na escola, e mais uma vez dormi no ponto e esqueci de andar com minha máquina para tirar fotos dela na classe, e com os amiguinhos. Mas também, não está fácil tirar fotos da menininha. Dificilmente ela quer posar, e é uma luta para se conseguir fotos boas. Só concordou em tirar uma foto com seu macaco de pelúcia, aliás macacão, porque eu disse que iria enviar a foto para o tio Gus.

No sábado fomos ao teatro infantil e à FNAC. Ela adora livrarias, onde fica folheando os livros e, no final, quase sempre acaba ganhando um para aumentar sua biblioteca.

Aqui cena da peça, e olhar atento da pequena espectadora.

Na FNAC aproveitou de uma "contação de histórias" e de brincadeiras com massinha.



Para terminar o programa do sábado, ganhou da vovó um DVD da Turma do Cocoricó, relativo ao Natal. E estava em casa assistindo o filme, quando sua mamãe chegou de viagem.
Com a volta da mamãe, a vovó encerrou seu período de ajuda e voltou para a rotina de Santos, já morrendo de saudades da netinha.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Criando delícia


Hoje o calor foi torturante e serviu de prévia do que provavelmente teremos no verão. Resolvi, então, pensar numa sobremesa refrescante, que não levasse leite condensado, nem creme de leite. A hora é de cortar calorias, porque logo, logo, estaremos nas festas de fim de ano.

Peguei uma garrafinha de leite de coco e resolvi criar a partir dela. O resultado foi ótimo, uma verdadeira delícia, como gosto de dizer. Só fiquei com dificuldades para dar um nome à receita. Ela ficou com a consistência da panna cotta, tem todo o jeito de panna cotta e é tão gostosa quanto uma boa panna cotta. Mas será que poderia lhe dar o nome de panna cotta de coco, se não foi feita com creme de leite? Seria uma gelatina? Um pudim?

Na verdade gostaria de chamá-la de "Panna Cotta à minha moda", ou "Panna Cotta da Helô", mas fico com receio de estar cometendo um sacrilégio culinário. Bom, o que importa é que a receita deu certo e foi servida com cubinhos da deliciosa manga Palmer. Encerrou uma refeição leve, própria para a época.

E aqui, a receita:

1 vidro de leite de coco

1 copo de leite desnatado (200 ml)

1 xícara de leite em pó desnatado

100 ml de água

1 envelope de gelatina em pó incolor

2 colheres (de chá) de baunilha.

Hidratar a gelatina em 5 colheres de água e levar ao fogo para derreter, sem deixar ferver.

Esperar esfriar e misturar aos outros ingredientes, batendo tudo muito bem no liquidificador.

Colocar em tacinhas e deixar gelar pelo menos por 6 horas. Desenformar e servir com calda de frutas, ou frutas frescas em pedacinhos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Surpresas

Nessa época de aniversário, em que recebi tantos cumprimentos e mimos, lembrei de presentes que me emocionaram, e de algumas ocasiões em que fui surpreendida com comemorações.

Nessas comemorações de surpresa, quase sempre havia o dedinho da minha filha. Aliás, a primeira festa surpresa que eu tive, aconteceu realmente graças ao seu dedinho, pois ela tinha uns 7 anos de idade. Ardilosamente, conseguiu me afastar de casa por algumas horas, para poder organizar uma festinha de aniversário.

Mas um presente que ganhei, e que muito me emocionou, foi num dia das mães há alguns anos.

Eu estava trabalhando por uma pequena temporada em Dourados, Mato Grosso do Sul, a mais de 1000km de distância da minha casa, longe de tudo e de todos. Para minorar a distância e a saudade, recebi visitas do marido e da filha, que enfrentaram horas de viagem em fins de semana alternados.

No fim de semana em que recebi a Priscila, mostrei para ela, numa vitrine de uma joalheria, uma jóia que eu estava “namorando”. Era um delicado brinco de ouro e pérolas, que podia ser usado de duas formas: com duas pérolas, ficando uma pendurada, ou com uma só pérola.

Passeamos bastante no fim de semana, e ela retornou para São Paulo e para seu trabalho.

A semana passou e o fim de semana estava se aproximando, sendo que, no domingo, seria comemorado o dia das mães. Eu estava longe dos filhos e da mãe e, talvez como compensação, resolvi ir até a joalheria para comprar o brinco que estava me tentando.

Vi que ele não estava mais na vitrine.

Perguntei por ele, dizendo que estava ali para comprá-lo.

A vendedora me disse que ele havia sido vendido, e que não tinham outro igual.

Minha decepção foi absoluta. Só consegui dizer que ela sabia do meu interesse pelo brinco, pois eu havia ido umas duas vezes até a joalheria e até já o havia experimentado.

Ela me disse que não havia o que fazer, e eu saí com minha decepção. 

Chegou o dia das mães, e logo cedo a portaria do hotel onde eu estava hospedada me avisou que havia uma encomenda para mim.

Recebi um pacote lindo, com um cartão ultra-carinhoso. Lá estava meu brinco, acompanhado por palavras afetuosas da minha querida filha. Lágrimas escorreram.

Então, pelo telefone (não havia a facilidade da internet) quis saber como ela conseguira fazer aquela proeza, pois o tempo que passara por lá ela ficara sempre comigo, e a loja estava fechada.

Simplesmente havia memorizado o nome da joalheria, descoberto o telefone e realizado a compra à distância, pedindo que entregassem a encomenda no dia certo.

E foi assim que, embora separadas por mais de 1000 quilômetros, com esse gesto tão lindo, pude sentir toda força do seu amor. E toda a vez que uso esse brinco, lembro dessa passagem tão feliz.

Foi um inesquecível dia das mães.

                            Ocasião importante, em que estou com meu brinco de pérolas.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ação de graças


Hoje é dia de agradecer, por estar ficando mais velha e mais experiente.

Hoje é dia de agradecer, por ter vivido mais um ano em companheirismo feliz com meu marido.

Hoje é dia de agradecer, por ter tido por mais um ano o afeto dos meus filhos.

Hoje é dia de agradecer, por ter acompanhado por mais um ano o crescimento da minha querida netinha, e ter recebido seu sorriso, sua alegria e amor.

Hoje é dia de agradecer, por ter tido a oportunidade de fazer e cultivar amizades durante o último ano.

Hoje é dia de agradecer a meus pais, por terem me dado a vida.

De agradecer a Deus, por estar viva!

E de festejar!


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Minha cidade


Está uma tarde linda, e tirei essa foto da minha janela. Hoje cedo aproveitei de perto essa beleza, caminhando pela beirada do mar. E pensei: quando estamos viajando, registramos em fotos tudo que achamos bonito. Quando estamos na nossa cidade, como temos sempre a beleza ao nosso dispor, deixamos de fazer registros. 
As belezas naturais permanecem, mas as obras construídas muitas vezes são desfiguradas, demolidas e ficamos sem a memória das mesmas. Preciso começar a fazer registros da minha cidade.
Por ora, só encontrei essas fotos. Preciso fazer outras da praia e seu jardim (que está no livro de recordes, como o maior do mundo, em extensão).








E aqui, minha lindinha num parquinho da praia.





E abaixo, alguns postais:










quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Cardápio novo

Almoço de domingo sempre tem um ar festivo, e quando temos companhia aproveito para experimentar alguma receita nova, ou para fazer algum prato maior, que ficaria sobrando caso estivéssemos sós. Esse meu prazer em experimentar receitas novas é bem antigo. Pesquiso, seleciono, adapto ao meu gosto. Sempre tive sorte com os resultados.

E nesse domingo experimentei dois pratos novos: o principal e a sobremesa.

Visitando a “Cozinha da Lu” fiquei entusiasmada com um risoto de camarão e limão siciliano, que ela fizera aproveitando receita da Iliane.

Como adoro camarão, assim como risoto, achei que seria um prato perfeito para o domingo.

E quando fui visitar a “Cozinha da Iliane” para copiar a receita do risoto, vi uma torta maravilhosa de coco. E foi assim que montei o cardápio, e o resultado foi muito bom. Fiz algumas  alterações nas receitas originais. Vale a pena deixar o registro:


Risoto de camarão e limão siciliano


1 quilo de camarão médio

1 litro de caldo de peixe (feito com tabletes “sapore dicucina”)

1/2 xícara (de chá) de suco de limão siciliano

1 colher (de sopa) da casca do limão ralada (só a parte amarela)

3 colheres (de sopa) de azeite

1 cebola média picada

2 xícaras de arroz arbóreo

1 xícara de vinho branco seco

2 colheres (de sopa) de manteiga

Pimenta do reino

 

Temperar o camarão com pimenta do reino e reservar.

Preparar o caldo de peixe. A receita original recomenda um caldo feito com as cascas do camarão, mas como não as tinha usei caldo de peixe. Manter o caldo aquecido.

Refogar bem a cebola no azeite, até que fique transparente. Juntar o arroz e refogar bem. Acrescentar o vinho e mexer até evaporar.

Ir colocando o caldo quente aos poucos, sempre mexendo, até o arroz ficar “al dente”. Quando estiver quase pronto, colocar o camarão e o suco do limão. Mexer por mais ou menos 4 minutos. Adicionar as raspas do limão e a manteiga. Provar o sal (não precisei usar. Bastou o do caldo de peixe.). Deixar a panela tampada por 2 ou 3 minutos e servir. É uma delícia.

(Esse foi o meu prato. É claro que repeti!)


E para terminar, a nova sobremesa. Para quem gosta de coco é um "prato cheio", pois a própria massa é puro coco ralado.

Torta com musse de coco


Massa:

2 pacotes de coco ralado (200 gramas)

1 ovo, mais uma clara

4 colheres (de sopa) de açúcar

3 colheres de água.

Misturar bem todos os ingredientes e forrar o fundo e as laterais de uma forma com fundo removível, com 22 cm de diâmetro, untada com manteiga. Pressionar bem, com os dedos, e assar em forno preaquecido, até dourar.

Deixar esfriar.

Recheio:

1 vidro de leite de coco (200 ml)

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite

100 gramas de coco ralado fresco

1 envelope de gelatina incolor, sem sabor

Dissolver a gelatina em 5 colheres de água, conforme instruções da embalagem. Deixar esfriar.

Bater todos os ingredientes no liquidificador e colocar na massa, que deverá estar fria. Levar à geladeira. Depois de firme, decorar com raspas de chocolate e um pouco do coco ralado fresco.

 

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quero minha máquina fotográfica!



Como estava em São Paulo no dia certo, aproveitei para ir assistir a aula de natação da Isadora, minha netinha.
Sim, ela já está dando os primeiros passos, ou melhor, as primeiras braçadas da natação, mas não está muito entusiasmada com a atividade. Por isso, para motivá-la, eu lhe disse que estaria lá para vê-la nadar.
Ela vai de perua escolar, junto com uma turminha da escola e, quando entrou na área da piscina, eu já estava na frente de um janelão de vidro, pronta para observá-la.
Coisa mais linda! Passou de maiozinho e touca, numa fila de mais 9 crianças graciosas. Depois do aquecimento, todos entraram na piscina, com a ajuda das professoras. 
E nessa hora é que começou a diferença. Não sei se as outras crianças estão há muito mais tempo na aula (essa era sua 3ª aula), mas o fato é que quase todos se jogaram na piscina, molhando a cabeça de uma vez, e ela, toda cuidadosa, preservando seu rosto.
E assim foi durante toda a aula. Minha menininha fazendo mil manobras, para evitar água na cabeça. Dei muita risada, e lastimei até o fim estar sem minha máquina fotogáfica. Perdi ótimas imagens.
No final, falei pelo telefone com a Priscila, minha filha, para contar sobre a aula:
- É Pri, infelizmente acho que ela puxou a vovó. Não gosta de molhar o rosto.
É verdade. Não gosto de molhar o rosto, no mar, ou na piscina. E acho que por esse motivo, não aprendi a nadar. 
Quando meus filhos eram pequenos, nunca demonstrei esse meu desprazer, para evitar qualquer influência. E desde cedo eles pareciam dois peixinhos.
Mas estou tranquila. Acho que, com o tempo, minha netinha vai superar essa aflição. 
No meu tempo de criança, não havia aula de natação, nem ninguém escalado para motivar e ensinar as crianças. Ou se aprendia, na tentativa, ou se ficava a “ver navios”.
Mas ela, junto com os coleguinhas, e incentivada pelas professoras, terá todas as condições de logo perceber a delícia que é mergulhar (na palavra dos outros) e nadar como uma “sereia”.
E eu, vou ter que voltar a São Paulo num outro dia de aula, para usar bastante minha máquina fotográfica.  

Foto tirada daqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

Memória fotográfica



Em viagem, fiquei espantada com o número enorme de pessoas tirando uma sequência de fotografias, ao mesmo tempo, de um mesmo lugar. Fiquei com a impressão de que o mundo inteiro está transformado em fotógrafo.

Embora com as máquinas analógicas (com filme) já houvesse um número expressivo de fotógrafos, com a máquina digital esse número teve um aumento impressionante.

E a quantidade de fotografias tiradas por uma mesma pessoa é absurdo. Como não há necessidade de revelação, são várias as fotos de uma mesma imagem, que ficam armazenadas “digitalmente”.

Bem diferente do tempo antigo, quando as fotos existiam em um número mínimo.  Muitas pessoas atravessavam a vida, e deixavam somente uma, ou duas fotos de sua imagem.

Mas como eram importantes essas fotos. Geralmente em papel cartão, ou papel de muito boa qualidade, elas ficavam totalmente vinculadas à pessoa, e atravessavam séculos guardadas por seus descendentes. Tinham, mesmo, um certo ar de herança.

É raro encontrar alguém que não tenha em seus guardados uma foto antiga de um avô, bisavô, trisavô ou até tataravô. E, caso não tenha essa foto, com certeza já a viu na casa de algum familiar e sabe perfeitamente quem é o retratado, que viveu há anos, e até há séculos atrás.

Acho difícil que essa situação se repita nos anos futuros. Hoje, são tantas as fotos de uma pessoa, que dificilmente haverá uma que atravesse os séculos, permitindo que os descendentes do retratado saibam exatamente de quem é aquela imagem.

E existe, ainda, outro problema: a falta de impressão. Será que os meios digitais conservarão nossas milhares de fotografias? Será que conseguiremos organizá-las de uma forma que nós mesmos consigamos localizá-las? Será que nossas fotos digitais terão a mesma permanência das fotos antigas?

Na foto do início, aparece minha mãe (Norma) com seus pais (nascidos no século XIX) ainda jovens e quando idosos (ao seu lado e acima), seus avós paternos e maternos. 

Abaixo, meu pai (nascido no início do século XX ) e seu pai. Não conheci pessoalmente meu avô paterno, falecido cedo, mas essa é a foto que o identifica. Toda vez que a vejo, lembro da relação familiar que nos une.


Meu pai


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pão quente





Minha “panificadora” começou a funcionar. Por enquanto, num ritmo lento, para evitar muita comilança.
Seguindo o conselho do manual de instruções, comecei pelo pão tradicional. Fiz um com 450 gramas, que ficou uma delícia. A grande diferença, para quem gosta de pão com manteiga, é poder comer essa iguaria quentinha, minutos após sair do “forno” (agora máquina). E é isso que essa panificadora permite.

Pronto o pão, estava cortando umas fatias para tirar uma foto quando minha netinha, que estava passando o fim de semana em Santos, e até já estava pronta para ir para a cama, chegou rapidinha e pegou a fatia da ponta, aquela bem crocante. E para comê-la, bem à vontade, escolheu a sala da vovó (que ficou cheia de migalhas).




O pão ficou, realmente, muito gostoso. No dia seguinte continuava bom, e serviu para o café da manhã.

Acho que vou me entender bem com essa minha nova auxiliar. Basta que eu lhe dê as coordenadas de uma forma correta, que ela fará sua parte com eficiência. Já estou até imaginando o panetone, que logo, logo, pedirei que ela me faça.


Em tempo: deixo anotado que o pão, cuja receita publiquei no post Delícia Caseira, fica mais saboroso com o recheio feiro com manteiga e açúcar. Sem o recheio, ele pede que se passe uma manteiga salgada, ou uma geleia de frutas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dia de Alegria


O médico, o porteiro do prédio, a fisioterapeuta, a gerente do banco, a dentista, a faxineira,o comerciante, minhas amigas ... Todos com quem ele cruza me dizem : ele é uma simpatia, é uma pessoa 100%, nota dez.

Ele é meu filho, e hoje é o dia do seu aniversário, data que, embora se repita todos os anos, sempre me traz a mesma lembrança: a da alegria de ser mãe.

Como é o primogênito, foi com ele que passei pela enorme transformação que a maternidade traz. Tornei-me responsável por uma vida, que no seu início dependia exclusivamente de mim. Cuidava dele em tempo integral, e seu primeiro ano me mostrou o quanto uma criança é amável. Amável por sua existência, por seu olhar, por seu sorriso.

Lembro bem que, quando estava chegando seu primeiro aniversário, eu sentia uma alegria enorme em comemorar a data. E percebia que estava festejando seu aniversário, mas também estava comemorando minha maternidade, e mostrando o quanto eu estava feliz por ter aquele nenê como meu filho.

O tempo foi passando, sua independência foi crescendo. No início ele bateu as asas por perto,depois foi batendo mais forte, até dar um vôo bem alto.

Destemido e senhor de si, fez com que eu aprendesse a viver o presente, mantendo meus valores, mas sempre me adaptando às novas realidades.

Já falei sobre isso, em “Aprendendo com os filhos” (25/09/2008), deixando anotado que " cedo, ele foi se mostrando independente e corajoso, e acho que isso foi fundamental para que eu também me tornasse uma mãe corajosa.”

É isso aí, querido filho, parabéns, muitas alegrias e muitas realizações!


domingo, 1 de novembro de 2009

Letra H




Tive a ventura de acompanhar todo o desenvolvimento da linguagem oral da minha netinha Isadora, desde seus primeiros sonzinhos de recém-nascida, até a formação de frases completas. Ela está com 3 anos e 3 meses, e a cada dia me surpreendo com seu vocabulário extenso e com a correção da sua fala : não comete qualquer deslize nas concordâncias verbais.

Outro dia achei maravilhoso ela estar conversando comigo sobre instrumentos: "sabe, vovó, eu queria tocar um instrumento de cordas." Nossa, eu nem sabia que ela já falava em instrumentos musicais, e muito menos que fosse capaz de classificá-los.

Agora, sinto que está começando uma nova fase, a da linguagem escrita, e ontem tive a oportunidade de ver seus primeiros passos nessa área. Com esse "tamanhinco", minha menininha começou a escrever sozinha a "minha letra".

Ela estava brincando com uns adesivos de letras e reconheceu sua letra (I) e a letra da mamãe (P). Daí me perguntou qual era a minha letra (H) e a do titio (G). Colou as letras e continuou brincando.

Eu saí de perto e, logo depois, fui chamada para ver o que ela havia escrito: a letra da vovó, com canetinha vermelha e letra bem firme. No meio escreveu sua letra (i), com a bolinha encima. Achei realmente incrível a facilidade com que ela memorizou e escreveu "a letra da vovó", e fiquei muito orgulhosa pelo fato da letra H ter sido uma das escolhidas para o início do seu caminho pelo mundo das letras.


Há algum tempo, falei aqui sobre o desenvolvimento da sua fala, colocando até um pequeno vídeo com seus "sonzinhos" de bebê.