Surpresa embaraçosa





Pelo interfone da entrada do prédio, me identifiquei ao porteiro, informando que iria ao apartamento da Dona Lourdinha.
Prontamente ele liberou o portão, e eu e minha irmã Lourdes entramos no prédio. O funcionário nos esperava, avisando que podíamos subir.
Perguntei: nono andar, não?
E ele: sétimo andar.
Comentei com minha irmã que sempre tinha um pouco de dúvida em relação ao andar.
Subimos, as portas do apartamento já estavam abertas. Estranhei uma escultura logo na parede da entrada (decoração nova?), mas havia uma moça nos esperando e nos encaminhou para a sala.
Ao entrar, não atinei para o local. Parece que havia me desligado de todo o entorno, enxergando somente um grupo de senhoras sentadas em sofás, num dos ambientes da ampla e linda sala.
Comentei com minha irmã: Será que a Dinha ia receber algumas amigas e nada me disse, quando avisei que iria visitá-la?
Bom, nessa altura, já havíamos dado alguns passos, e parado ao lado dos sofás. Olhei, e não reconheci ninguém.
Meio atônita, disse: procuro pela Dinha.
Mais de uma senhora apressou-se em falar: a Dinha ? Lurdinha? Está aqui. 
A Lurdinha, sentada no meio de um dos sofás, não era minha prima Lourdinha.
Minha irmã falou: parece que entramos num apartamento errado. 
Todas rimos muito.
Foi então que enxerguei a arrumação da sala, que percebi que a decoração era completamente diferente da sala da minha prima, que vi a enorme mesa arrumada para lanche, com um pão cheirando muito, parecendo ter saído do forno naquele momento.
A dona da casa, muito simpática, disse que tinha sido um prazer nos encontrar, e nos convidou para a reunião.
Embora a situação fosse bem constrangedora, as risadas e o clima agradável ajudaram a amenizar nosso vexame.
Despedimo-nos e fomos para o nono andar.
O ocorrido me lembrou de outra situação semelhante, vivida há muitos anos.
Meus filhos eram pequenos e, com frequência, passávamos os domingos na aprazível Ilha das Palmas, sede do Clube de Pesca de Santos.
O horário das barcas era rigoroso, e as crianças sempre atrasavam nossa saída de casa. Íamos apressados até o estacionamento do clube, na Ponta da Praia, onde deixávamos o carro, e rapidamente atravessávamos a avenida da praia em direção ao pontilhão das barcas.
Num determinado domingo, chegamos praticamente correndo ao pontilhão. A barca já estava saindo, mas conseguimos embarcar.
Foi o tempo de sentar, e começar a sentir o balanço do mar.
Logo em seguida, teve início um serviço de salgadinhos. Bandejas com canapés,  coxinhas, refrescos …
Gelei!
As barcas do clube eram somente para transporte. Não tinham qualquer tipo de serviço.
Foi então que percebi que estávamos num barco particular, bem diferente dos usuais, e indo não sei para onde.
Na correria, havíamos entrado num barco “errado”.
Procurei descobrir os donos do barco e da “festa”, e muito constrangida me expliquei e pedi desculpas.
E foi assim que, com meus filhos, cheguei de “carona" na Ilha das Palmas.


Essa foto, que mostra um lado da Ilha das Palmas, é do Pinterest.
A foto do início do post, que retrata o píer da Ilha, com um barco, foi tirada pela Isadora, minha neta. Foi nesse local que "desembarcamos" da carona.


Comentários

  1. Heloisa, tive que rir aqui...Isso já aconteceu com o KIKO que fez uma visita a um amigo num andar errado .

    Ainda bem que tudo acabou em risadas e alegria...Da outra vez serás convidada,rs... E essa da Ilha? Que legal! Imagino a tua cara! rs...Cada uma,né°
    Adorei! bjs, chica

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  2. adorei as histórias. nossa, e não provou o pãozinho quentinho?? e a barca? nossa, nunca passei por nada assim hahahahahahaha. beijos, pedrita

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    1. Pois, é, Pedrita, só faltou provar o pãozinho. Estava tentador.
      Histórias reais e muito cômicas.

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  3. Ninguém está livre de umas confusões dessas! E nessa hora contar com o senso de humor de quem está envolvido é fundamental para não virar trauma rs
    Essa ilha deve ser linda!!
    Abração!

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    1. Dalva, realmente é preciso levar na brincadeira.
      A Ilha das Palmas é linda e agradável. Faz tempo que não vou lá e, ao contar essa história, fiquei motivada a voltar.

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  4. Ri muito! Achei que essas coisas só acontecessem comigo e com minha filha, que certa vez só muito tarde percebeu estar no casamento errado.
    E me deu uma enorme vontade de comer um pãozinho quentinho e cheiroso.

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  5. Ai Helô!!! Não consegui conter a risada. Que situação!!!
    E a história da carona pra Ilha, foi a melhor !!!
    Mas, enfim, deu tudo certo e a mamãe, com certeza, amou a visita de vocês e, com certeza, deram boas risadas com o "pequeno engano".

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  6. Muito bom o relato.
    Situação embaraçosa mesmo, mas engraçada.

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  7. Olá Heloísa, td bem? São essas histórias engraçadas e até constrangedoras que ficam gravadas na mente e mais tarde nos trazem muitas saudades e boas risadas também.
    Um abraço carinhoso!

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  8. Ri muito! Texto gostoso! Acho q todo mundo já fez algo semelhante mas guarda em segredo! Eu já entrei em veículos estranhos umas 3 vezes, uma delas , defronte a um bar com mesas nas calçadas. Todos riram muito pq o dono do " carrão" estava numa das mesas. Só a cor batia com o meu carro basequinho. Em suas "experiências" sempre lanches gostosos, né?? Seu " anjo" é espertinho.

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  9. querida, vai ter uma mostra de cinema em cubatão https://revistarelevo.wordpress.com/2019/09/04/acesse-a-agenda-de-filmes-em-setembro-na-biblioteca-joao-rangel-simoes/

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