sábado, 4 de outubro de 2008

Doenças infantis

Há anos atrás, as doenças infantis eram bem definidas e apresentavam sintomas que permitiam um diagnóstico fácil. Algumas eram mais comuns, e muitas vezes as mães até incentivavam o contágio para que as crianças logo ficassem livres delas. Em certos casos, tendo uma vez a doença, ela não se repetiria. E, quanto mais cedo tivessem, melhor era, pois os riscos na adolescência, ou na idade adulta, seriam maiores.
Assim, nossos filhos tinham caxumba, coqueluche (ou tosse comprida), catapora e, às vezes, rubéola (era menos comum). Sabia-se exatamente quais eram os sintomas, qual era o tempo de incubação, e qual o tempo de duração da doença. Muito freqüentes, também, eram as amidalites, que causavam febre alta.
Com o tempo, quase todas essas doenças foram sumindo, graças ao desenvolvimento das vacinas.
E daí, houve a explosão das viroses sem nome (pelo menos para os leigos). Vírus de múltipas espécies, que passam a causar problemas para nossas crianças principalmente quando elas começam a freqüentar as escolinhas. Febre, mal-estar, às vezes diarréia, coriza etc. Tudo é virose.
O sumiço daquelas doenças infantis, graças às vacinas, foi maravilhoso. Mas confesso que sinto certa insegurança ao ver que hoje, todos os males são classificados como viroses. Que tipo de virose? Será uma simples virose? Apresenta riscos?
Quando será que essa massa enorme de viroses será classificada, e permitirá um melhor diagnóstico das doenças infantis?
Será que isso é possível, ou viável?
Talvez essa seja uma preocupação sem sentido, própria de uma avó que criou seus filhos numa época em que, até os vírus, eram mais controlados.

5 comentários:

  1. Oi vovó, a sua preocupação também é a minha, não fico despreocupada quando levo a Nathalia no médico e eles dizem que é virose, tenho medo que seja algo mais grave. Também me lembro de quando todo mal estar tinha um diagnóstico, e era mais fácil de tratar, mas agora, tudo é virose, toda diarréia, febre, vômito, tudo. Podiam criar uma vacina para virose né, daeh sim seria bom. Bjs!

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  2. Adorei sua passagem pelo meu blog, é uma honra recebe-la lá! Bjs!

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  3. Vovó Helô,

    A preocupação não é só sua não!!!!rsrsrs
    É péssimo levar o filho ao médico e este diagnosticar uma vaga "virose".
    Mas como??? Pega como??? Faz o que??? Normalmente espera uns dias... é a resposta.
    Como a Pri contou outro dia, que teve que esperar uns dias para saber do que se tratava uma febre da Isadora...
    É tudo tão vago, né?! Sem respostas para nossas dúvidas...
    E uma modernidade que lá em casa é terrível é o tal de ser alérgico. Mas não é alérgico a camarão, chocolate, perfume (coisas controláveis), mas sim a poeira, mudança de tempo (parte respiratória)... Não tenho como controlar isso!!!! Principalmente pq vivemos em cidades poluidas e o tempo está casa dia mais doido!!!! :-(

    Bjs,
    Paula

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  4. Essas viroses são a grande preocupação de todas as mamães modernas, né? Tb sofro com Laís que vive congestionada com alergias e febres, as vezes, mas nunca teve nenhuma doença de infância... Ainda!

    Hahahah, bjos!

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  5. Ai...
    Minha menina teve este fim de semana uma urticária fortíssima. Pior que não se sabe do quê! Ela nunca foi alérgica a nada!
    Ficou com o corpo tomado, dos pés à cabeça... E eu querendo o sofrimento dela para mim...

    beijo!

    http://meninadecachos.blogspot.com/

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