domingo, 29 de junho de 2008

Meus caipirinhas lindos

Adoro festa junina.
Ontem estive na casa de uma sobrinha, para participar de uma festa junina da família (do meu marido e, claro, minha também). O quintal estava todo enfeitado de bandeirinhas, balõezinhos, e até com uma fogueira artificial.
Havia um altar, para o casamento caipira, mesas de bebidas e doces típicos, caldo verde, cuscuz, pinhão, pipoca, enfim, tudo de bom dessa época. Tudo foi feito pelos participantes da festa, e o casamento foi muito bem representado com “padre”, pai da noiva severo, noiva linda e tímida, noivo inseguro, e uma jovem com três filhos, que apareceu para impedir o casamento, pois as crianças seriam filhos do noivo. Havia até um delegado para resolver o impasse. Tudo esclarecido, passou-se para a quadrilha.




Meu pensamento voltou um pouco para o passado e lembrei das festinhas em que ia, com 14/15 anos, vestida de caipira. Dando um salto, lembrei das festinhas em que meus filhos iam, também vestidos de caipirinhas. Houve um ano em que meu filho foi o noivo. Estava com um tipo de fraque listadinho, mas fraque de caipira, pois as listas eram coloridas. Ele estava com 6 anos, lindo, e eu achei a representação maravilhosa. E, sem precisar dar nenhum salto, vi na minha frente minha netinha, no seu primeiro ano de caipirinha, muito dengosinha, e grande comedora de pipoca.
Festa junina é uma delícia. É uma tradição que merece ser mantida. Viva Santo Antonio! Viva São João! Viva São Pedro!


Nas fotos acima meus filhos caipirinhas, e nessas duas, minha netinha.


sábado, 28 de junho de 2008

Emoção









Que emoção! Emoção dupla, por ter conseguido colocar um vídeo no meu blog, e porque esse vídeo é de uma interpretação da música "Quem sabe", do nosso compositor Carlos Gomes. Ao ouvi-la, é como se eu estivesse vendo uma foto de minha mãe,ou melhor, é como se ela estivesse ao meu lado cantando com sua linda voz.
Lembro de um dia em que ela embalava meu filho - que deveria estar com 2 anos - na cadeira de balanço, cantando essa música. Ele, que falou muito cedo, disse para ela: "que música linda, vovó. Quando eu crescer vou tocar para você no violão".
E esse dia chegou. Com seu violão (ou guitarra?), ele tocou e cantou "Quem sabe" para sua vovó Norma.
Essa música tem um significado enorme para mim, meus filhos, irmãos, sobrinhos, enfim para toda a família.Sempre que temos alguma reunião festiva cantamos e nos emocionamos com essa canção tão expressiva.
Na foto ao lado, minha mãe ladeada por duas bisnetas, cantando "Quem sabe" no seu aniversário de 90 anos.

No vídeo, interpretação de Cleidiane Santos, piano, Deyvson Miranda.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Chupeta, ou não?










Acompanho alguns blogs de jovens mamães, e um dos últimos assuntos discutidos foi “como retirar a chupeta das crianças”. Realmente, essa não é uma tarefa fácil, e muitos críticos perguntam : por que você deu chupeta?


Geralmente as mães dão a chupeta porque ela acalma o bebê. Mas há casos em que a chupeta é dada, porque o nenê, desde cedo, demonstra que tem uma grande necessidade de sugar alguma coisa. Se não tiver chupeta, chupará o dedo.


Foi o que aconteceu com minha netinha. Já saiu da maternidade colocando na boca não só um dedo, como tentando colocar toda a mão. Nesse dia, um dos meus irmãos, que é odontopediatra, falou: é melhor que ela chupe a chupeta do que o dedo, pois tirar o hábito da chupeta é mais fácil do que tirar o hábito de chupar o dedo.


E foi ele mesmo quem colocou, pela primeira vez, a chupeta na boquinha da Isadora.


Diante desse comentário lembrei, na hora, que havia tido há muitos anos, uma colega de classe no antigo curso ginasial que, aos 14 anos, ainda chupava o dedo para dormir.


Ôpa! Mamães que têm filhos que chupam o dedo, não se assustem, nem desanimem. Deve haver alguma forma de incentivá-los a deixar o hábito.
Nas fotos acima, a Isadora com três dias, quando chegou em casa e já ganhou sua chupeta. Na outra, uma demonstração das tentativas para colocar a mão inteira na boca.


Marca de família




Existem alguns objetos que têm enorme importância na nossa vida. Entre esses há alguns de um valor emotivo muito grande, que nos trazem lembranças da infância, da juventude e que, na verdade, fazem parte da nossa biografia. Melhor dizendo, não fazem parte só da nossa história de vida, mas da história da nossa família.
Acho que, se pedisse para meus irmãos uma lista com três itens (móveis ou objetos) que seriam quase que uma marca da nossa família, todos relacionariam os móveis-bufês da sala de jantar e a “velha e boa” cadeira de balanço. Lembro da cadeira de balanço da minha avó paterna. Aliás, acho que a lembrança mais forte que tenho da minha avó paterna é a dela sentada nessa cadeira. Lembro muito do meu pai, já doente e nos últimos anos de sua vida, sempre usufruindo do balançar da sua cadeira.
Na casa dos meus pais, a cadeira de balanço era de uma importância fundamental. Nela, eles embalaram seus nove filhos e alguns dos netos. Minha mãe exercia essa atividade não só à noite, como também durante o dia, para o soninho da tarde das crianças pequenas. Como nos primeiros filhos a diferença de idade, entre um e outro, era muito pequena, ela sentava-se na cadeira de balanço com o menorzinho no colo, ao lado do berço onde estava o outro um pouquinho mais velho. Balançava a cadeira, e cantava as canções de ninar tradicionais, e outras canções lindas, entre as quais “Quem sabe”, composição de Carlos Gomes e “Doce Mistério da Vida”. Meu pai, quando ninava algum filho, tinha um repertório mais reduzido. O interessante é que, para fazer o nenê dormir, cantava algumas músicas de carnaval, e outras da igreja. Lembro bem de ouvir “Meu periquitinho verde” , “Alá la ô, mas que calor” e “Aurora” (todas do carnaval), seguidas de “Coração Santo, tu reinarás” e outras que eram cantadas nas cerimônias da Igreja Católica.
Passada a fase dos filhos, vieram os netos, que quando ficavam na casa dos vovós também eram embalados na cadeira de balanço.
Quando nasceu meu primeiro filho, um dos conselhos que minha mãe me deu foi o de comprar uma cadeira de balanço, para amamentá-lo e niná-lo. Segui seu conselho, e a cadeira está comigo até hoje.
Quando nasceu minha netinha, também usei muito a cadeira de balanço. Cantei bastante para a Isadora, dei mamadeiras, balancei com ela no colo, e ainda balanço.
Ao levarmos a Isadora, pela primeira vez, na casa da sua bisa (minha mãe), ela ficou feliz ao ver sua nova bisnetinha, beijou-a e logo perguntou: aonde está minha cadeira de balanço?
A “velha e “boa” cadeira de balanço. Realmente, faz parte da história da minha família.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Amigas para sempre

Algumas se conhecem desde os 5 anos de idade; outras, desde os 10, 13, ou 15 anos de idade. Uma coisa é certa: todas nos conhecemos há mais de 55 anos.55 anos! Vocês podem imaginar uma coisa dessas?Fomos colegas numa escola tradicional de Santos, onde passamos bons anos da nossa infância e juventude. Casamos, tivemos nossos filhos e estivemos distantes durante muito tempo, cuidando da família e do trabalho.Há pouco mais de 20 anos, temos procurado nos reunir pelo menos uma vez por ano, para retomar e atualizar nossas conversas. É raro, nessas reuniões, não lembrarmos de algum fato curioso ocorrido no nosso tempo de escola, e rirmos com aquelas risadas gostosas, como se ainda fôssemos colegiais.Antes de ontem, estivemos reunidas em São Paulo, para comemorar os 70 anos da Ana Maria (nossa caçulinha), que estava cercada por seus familiares, amigas conquistadas em São Paulo, e 12 das amigas que cresceram juntas, num tempo que já vai longe, mas que ao mesmo tempo está tão perto. Tão perto, que ainda dá para escutar a canção de aniversário que cantávamos nas festinhas de nossos 15 anos, idade que era comemorada de uma forma muito especial, assim como estamos comemorando, agora, nossos 70.

A foto acima foi tirada em maio de 1951. Sou a primeira, do lado esquerdo, da 1ª fila superior.

E, aqui, fotos tiradas em dezembro de 1980 e outubro de 2005.
Na 1ª, de dezembro de 1980, tirada no pátio do colégio, também aparecem a Madre Madalena, nossa antiga professora de francês, e a Madre Loyola. Sou a 1ª, à esquerda.
As duas outras foram tiradas em outubro de 2005, uma na capela do Monte Serrat e outra no bondinho de Santos.



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terça-feira, 17 de junho de 2008

Festa infantil – II



Há itens que não podem faltar numa festa infantil, entre eles uma mesa de doces, e distrações para as crianças.
Nessas duas imagens, uma do passado, e outra do presente, eles estão representados: uma mesa coberta de docinhos, sendo observada pela aniversariante, e um ótimo cantinho de brinquedos, próprio para festinhas de pequeninos ( a aniversariante do passado aparece, no presente, com sua filhinha).

Para completar, mais um cantinho de brinquedos, agora do 1º aniversário da minha netinha, e uma cena do aniversário do passado, que teve a mesa coberta de docinhos. Na foto aparece minha filhinha (mãe da minha netinha), fazendo treinamento para mamãe, com sua prima Carolina.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Festa infantil

Sábado estive na festa de 1º aniversário de um sobrinho-neto, em São Paulo.
Foi uma pequena festa junina, no salão de festas do prédio, que estava decorado com bandeirinhas coloridas, bolas de gás e dois balõezinhos. A mesa estava coberta com uma toalha alegre, com motivos juninos e poucos enfeites. Nela estavam os docinhos e tufos de balas de coco, enroladas em papel colorido. Atrás da mesa um painel colorido com o nome do aniversariante e os votos de “feliz aniversário”. Emoldurando esse painel, um arranjo com muitas bolas de gás.
Entre os “comes e bebes”, produtos típicos da época: pipoca, pinhão, amendoim, paçoca, quentão etc.
Na hora do “parabéns” não havia animadores cantando de forma diferente a canção tradicional. Os convidados fizeram o coro, e o “parabéns a você, nessa data querida..” foi cantado do mesmo jeito que era cantado desde sempre.
Saí da festa pensando: que reunião simpática.
Tempos atrás, as festinhas de aniversário sempre ocorriam na residência dos pais do/a aniversariante. As crianças brincavam no quintal (quando havia), ou numa sala ou quarto. A mesa era arrumada na sala de jantar, com o bolo de aniversário e os docinhos.
As casas foram sumindo, os apartamentos foram diminuindo de tamanho, e nem todos os prédios tinham salão de festas. Foi assim que surgiram os “bufês” infantis e, com eles, as grandes produções: festas infantis com decoração fantástica, som quase sempre atordoante, brinquedos para as crianças pequenas, brinquedos eletrônicos para as maiores. Com essas comemorações exageradas, foi sendo criada, nos pequeninos, mais uma necessidade: a de ter uma super-festa de aniversário, aí entendida uma festa em bufê, com personagens, com brinquedos, com decoração profusa. E os pais, que muitas vezes não têm condições para isso, ou se endividam para fazer a festa de arromba, ou fazem uma comemoração pequena, mas com enorme sensação de culpa.
É importante festejar o aniversário das crianças, sempre de acordo com a idade delas e com muito bom-senso. Vamos apagar velinhas, vamos cantar “parabéns”, vamos comer brigadeiros e vamos brincar. Se não há brinquedos tipo pula-pula, ou piscina de bolinhas, se não há animadores, os papais podem inventar brincadeiras que distraiam as crianças.
Sempre gostei de festejar o aniversário de meus filhos. Naquele tempo, felizmente, não havia a expectativa de festas em bufês. Aliás, nem existiam os bufês infantis. Tínhamos um bom espaço para as festinhas e, mesmo quando mudamos para apartamento, continuamos festejando em casa. Esse era o costume.
Fazíamos sanduichinhos (às vezes encomendávamos alguns salgadinhos), fazíamos os docinhos (as crianças ajudavam a enrolar) e fazíamos o bolo, que era decorado com simplicidade. Para beber, refrigerantes.
Durante a festa, sempre fazíamos alguma brincadeira. Quando pequeninhos, brincadeira de roda. Depois, estátua, passa-anel, telefone-sem-fio, dança das cadeiras e outras. Lembram-se dessas?
Lembro que numa festinha consegui um pequeno projetor e passamos uns filminhos. Em outro ano, fizemos uma brincadeira de loto (bingo), com pequenas lembrancinhas de prêmio.
E o melhor de tudo isso, é que as crianças brincavam umas com as outras. As brincadeiras eram coletivas. Outro dia, conversando com minha filha Priscila, do blog www.blognosduas.com.br, ela me chamou a atenção para o fato de que, nas festas em bufês, quase sempre as crianças brincam sozinhas; não interagem. Vocês já repararam nisso?
Não dá para voltar no tempo, mas será que não se consegue festejar com mais simplicidade, e com maior interação entre as crianças? Será que se consegue resgatar alguma brincadeira do passado? Sem dúvida, hoje há coisas incríveis que podem e devem ser aproveitadas, desde velinhas diferentes, até painéis criativos e de fácil confecção. É só usar o presente, sem esquecer do passado. Isso me faz lembrar de um dos muitos ditados de minha mãe: ”nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mostrar sentimentos

Aqueles que têm um pouquinho mais de idade devem notar uma diferença enorme entre o relacionamento de pais e filhos de hoje, e de um tempo atrás.
Há muitas diferenças, mas uma que me chama muito a atenção é a demonstração de sentimentos e a manifestação de aprovações em relação aos filhos.
Os pais e mães mais antigos eram extremamente contidos, e tinham uma dificuldade enorme em demonstrar afeição. Não eram só os pais que eram “travados”. Muitos avós, também. Tios, também. Enfim, todos eram “travados”. Ninguém dizia para seu filho : “como você é lindo”, ou “eu te amo muito”.
As crianças deveriam sentir que eram amadas por seus pais, ou avós, mas não escutavam isso. Já em relação à beleza, penso que era mais difícil achar-se bela, ou belo, sem que ninguém afirmasse isso.
Se a criança era um ótimo estudante, não recebia elogios. Com isso se evitava que o filho ficasse “convencido”. O mesmo, em relação à beleza. Não se podia chamar o filho de lindo, senão ele acabaria ultra-convencido e arrogante.
Com o tempo, esse comportamento foi mudando. Quem foi criado assim, passou, aos poucos, a adotar outras formas de relacionamento com os filhos. Foram surgindo mais carinhos, algumas palavras afetuosas, alguns elogios, até que, hoje, houve uma explosão.
As crianças são lindas, maravilhosas, inteligentes, e ouvem isso a toda hora, não só das mamães e papais, como dos vovôs, vovós, titios e titias. Sabem, também, que são amadas, não só porque sentem a existência desse amor, mas porque escutam isso a todo momento. E recebem muitos carinhos, beijos, abraços, afagos. Não é uma delícia?
Aquele receio, de que crescessem convencidas, desapareceu.
Por outro lado, ficou a certeza de que aumentou muito a possibilidade de terem auto-estima elevada, e de encontrarem, com mais facilidade, o caminho da realização.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Nenê é só alegria




Nenê novo, em casa, é só alegria.
Como é maravilhoso ter um nenê em casa. Seus olhares, sorrisos, sonzinhos, depois palavras, abraços, beijos, tudo é muito bom.
As vovós, vovôs, bisavós e bisavôs, rejuvenescem. Voltam a sentir emoções que tinham ficado no passado. Ficam mais antenados e sentem-se úteis ao ajudar com os pequeninos.
Assim como jovens apaixonados têm idéia fixa em relação ao amado/a, acho que as vovós também têm idéia fixa em relação aos netinhos. Tudo as faz lembrar deles. Se saem para compras, sempre enxergam alguma coisa que agradaria os netinhos. Se estão passeando, ou viajando, sempre pensam: logo que dê, vou trazer meu netinho/a para esse lugar.
Pelo menos, isso aconteceu comigo. Tudo de bom e bonito, me faz lembrar da minha querida netinha. Quando estou passeando, sempre descubro uma lembrancinha que a deixará alegre. E já pensei em vários passeios que poderei fazer com ela.
Sem dúvida, nossos nenês trazem nova cor e luminosidade à nossa vida!
P.S. Vejam os sorrisos em três gerações, provocados pela pequenina representante da 4ª geração.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Bom sono!

“Alem dos benefícios para a saúde, colocar o filho para dormir sempre na mesma hora é importante para o desenvolvimento psicológico da criança, porque ajuda a criar rotinas”.
Tirei esse período de uma matéria publicada ontem, no jornal “Folha de São Paulo”, que aborda muito bem a necessidade de que a criança tenha hora para dormir, de que durma o tempo necessário para a sua idade e de que exista um “ritual” precedendo a hora de ir para a cama.
Sempre estranhei encontrar crianças, tarde da noite, em supermercados, acompanhando seus pais. 23 horas, meia-noite, e lá estão os pequeninos, cheios de sono, nos carrinhos de compras. Se não há ninguém para ficar em casa com a criança, não seria melhor que só um dos pais fosse ao supermercado, e o outro ficasse com seu filhinho? Ou então, esse supermercado não poderia ser feito no fim de semana, em um horário compatível com a idade da criança?
Crianças pequenas precisam ir cedo para a cama. Há especialistas que afirmam que o horário deve estar entre 19h:30min. e 20h:30min.
Já comentei, em outra oportunidade, que quando meus filhos eram pequenos, dormiam das 19 horas, até 7 horas da manhã. Para os dias atuais, esse horário é meio difícil, mas pode ser adaptado. Que tal 20h, ou 20h30 ?
É preciso, também, que as crianças durmam o número de horas necessário para um bom desenvolvimento. A matéria da Folha de São Paulo tem uma tabela interessante com o número de horas de sono para as várias idades das crianças.
Por exemplo, uma criança com 2 anos de idade, precisa dormir de 11 a 12 horas por noite, e tirar sonecas de duas horas durante o dia. Pode ser uma soneca pela manhã (de uma hora, ou menos), e outra soneca à tarde. Pode, ainda, ter só uma soneca por dia. O importante é que descanse pelo menos duas horas durante o dia.
Isso também é difícil de ser cumprido. Muitas crianças pequenas passam grande parte do dia em escolinhas, e nem sempre as escolas favorecem essas sonequinhas. Algumas adotam o uso de colchonetes, onde todas as criancinhas deitam depois da refeição. É criada a rotina do soninho depois do almoço, ou do lanche, o que é ótimo.
Além de horário para ir para cama, que permita um sono com muitas horas, é importante que haja um “ritual” antecedendo a hora de dormir. Esse ritual, nada mais é do que uma rotina, repetida dia a dia. Isso cria um hábito, fundamental para que a criança sinta segurança. De acordo com Liamara Montagner, coordenadora pedagógica do colégio Santo Américo ( Folha de São Paulo de 8/06/08 fl.1,C1) “quando a criança sabe o que vai acontecer depois, com as rotinas, ela ganha segurança”.
É verdade. Vocês já imaginaram a insegurança que deve dar nos pequeninhos quando, no dia a dia, eles ficam sem saber se, depois do jantar, eles vão dormir, ou vão ao supermercado, ou vão tomar banho, ou vão ver televisão, ou vão brincar .....
Não fica muito mais fácil estabelecer uma rotina? Assim, depois do jantar, a criança poderá assistir 30 minutos de desenho na televisão, ou escutar uma história contada pela mamãe, ou papai, depois a luz de onde estiver vai ser apagada e ela irá para a cama. Todas as noites, ela sabe que isso irá se repetir. Alguns preferem dar banho em seus filhinhos à noite. Então, o ritual poderá ser o seguinte : escovar os dentes, tomar banho, colocar o pijama e ir para a cama. A mamãe, ou papai, cantam uma musiquinha, ou contam uma historinha, fazem (ou não) uma pequena oração, dão um beijinho de boa noite .....e o anjinho dorme.
O roteiro pode variar bastante de uma criança para outra. Mas deve ser sempre o mesmo para aquela criança que está sendo cuidada. Ela certamente criará o hábito, ficará segura e dormirá com facilidade.
Muitas vezes, minha netinha fica comigo na parte da manhã. Para que ela criasse a rotina da soneca matinal, adotei um suco no meio da manhã. Coloco o suco de frutas na mamadeira, e só entrego para ela depois que ela está deitada no berço. É uma beleza. Ela toma o suquinho, eu canto duas ou três canções infantis e ela dorme “numa boa” . Se não tiver esse roteiro, ela resiste ao sono. Pode estar caindo de sono, mas não se entrega. Danadinhas essa crianças, não?
Ao pensar nesse tema, lembrei de uma cena que adorava ver na casa de uma cunhada. Ela é mãe de cinco filhos, todos em escadinha. Quando o mais velho tinha pouco mais de 6 anos, a caçulinha já havia nascido. Às vezes, eu passava na casa dela e de meu irmão, no final da tarde. Pois bem, logo depois das 18 horas, começava o ritual do sono. Eles moravam num sobradinho. Ela subia com todas as crianças, e formava uma filinha no corredor na frente do banheiro, do menor para o maior. Dava banho, um a um, colocava o pijaminha e punha na cama. Entregava as mamadeiras, amamentava a menorzinha, despedia-se de todos que, às 19 horas já estavam dormindo. Eu achava incrível. Nada mudava a rotina. Não é porque a titia estava lá, que o roteiro deixava de ser seguido. Era uma cena linda!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Dedicatória


O texto que iniciou meu blog, em 1º de junho, terminou com a seguinte dedicatória :
“Quero dedicá-lo à minha querida mãe, mãe de nove filhos, avó de 27 netos e bisavó de 31 bisnetos, que até hoje, com 94 anos de idade, se encanta quando encontra com um nenê, e fica com seus olhos brilhando”.
É verdade, nada deixa minha querida mãe mais feliz, do que ser visitada por seus bisnetinhos. Seus olhos brilham, e ela tenta fazer com eles as mesmas brincadeiras que fazia com seus netos e filhos :”dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo .....” , “bilu, bilu, bilu ...”
Minha netinha adora ir visitar a bisa e chega correndo para beijá-la.
Não quis terminar essa primeira semana sem deixar, aqui, a foto dessa mulher linda e forte, que cumpriu maravilhosamente a tarefa de educar nove filhos. Exemplo de vida para seus numerosos descendentes.
(Cliquem na foto para poderem ver os olhos brilhando.)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mãe duas vezes?


Dizem que ser avó é ser mãe duas vezes. Não sei se entendo bem o sentido com que esse ditado costuma ser usado, mas tenho que concordar que muitas avós são mesmo mães duas vezes. Isso porque, criaram seus filhos e, agora, como vovós, criam seus netos. Essas são as avós que, por motivo de trabalho em tempo integral das mamães (às vezes até mais que integral, avançando pela noite) cuidam dos seus netos . Outras vezes, quando ainda por motivo de trabalho, as mamães residem em outra cidade.
Essas avós, com certeza, são mães duas vezes.
Além desses casos, de vovós em tempo integral, temos todos os outros em que as vovós ficam com os netos em um período do dia, alguns dias por semana, algumas horas .... O fato é que, em regra, as vovós estão sempre prontas para socorrer. Quer coisa melhor do que poder ajudar a um filho/filha, e ainda receber, em troca, os sorrisos, abraços e beijos dos netos?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Vovó e o Barney


Ontem, nos comentários a um post, surgiu a notícia de que os Backyardigans, que a garotadinha pequena adora, estarão em julho no Brasil.
E eu, questionada se iria acompanhar minha netinha ao show, disse que iria ficar bem pertinho dela para poder ver sua alegria. Disse também que até tenho uma foto com o Barney. Então, A Camila Paes, uma comentarista que sempre está atenta ao meu blog, quer ver a foto. Bom, aqui está ela. Não preciso dizer que minha linda netinha Isadora adorou ver sua vovó com o Barney : “amo você, você me ama, somos uma família feliz ...” que musiquinha linda.
O interessante é que até um ano atrás eu nem sabia da existência dos Backyardigans (Backy para a Isadora) e muito menos do Barney. Agora, estou quase formada no Discovery Kids.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Daqui nasceu o Blog da Vovó

Outro dia, minha filha Priscila publicou no seu blog “Nós duas” um texto escrito por minha mãe, quando ela tinha 86 anos de idade. Nesse texto ela falava sobre sua infância, sobre as brincadeiras das crianças nas ruas, sobre a lealdade das empregadas domésticas, sobre a facilidade para as compras da casa (pão, leite, verduras, tudo era oferecido na porta das casas), sobre as cadernetas para anotar os gastos nas vendas etc.
Esse texto provocou vários comentários feitos pelas jovens mamães leitoras do blog “Nós Duas”, quase todos no sentido de que antigamente dava para ter mais do que um filho.
Resolvi, então, enviar o e-mail abaixo para minha filha, e ela decidiu publicá-lo no seu blog. Esse texto recebeu muitos comentários, e foi daí que surgiu a vontade de criar o Blog da Vovó. Embora longo, peço licença para publicar. É que acho importante relatar aquilo que provocou o nascimento do meu blog. Prometo que os próximos posts serão menores. Tentarei.

“Pri,
O texto escrito por sua vovó Norma é muito lindo, e remete a uma época de muita tranqüilidade. Ela viveu com seus pais, e quatro irmãos, na Santos antiga. Casou aos 18 anos e teve nove filhos. Meu Deus! Já imaginou criar 9 filhos ? E criar bem? Para que todos os comentaristas do seu blog saibam, eu sou a quarta dos nove filhos. Quando nasci, minha mãe tinha 23 anos de idade, e já cuidava de três meninos. Foi, e é, uma mãe incrível. Amorosa (ninava todos seus bebês), extremamente cuidadora ( era capaz de passar uma noite praticamente sem dormir, dando os remédios homeopáticos, com os quais nos criou, às vezes de hora em hora). Mas era uma mãe severa. Para nós era muito claro que devíamos obedecê-la. Em nossa casa havia muita disciplina. Tínhamos hora para as refeições, que eram feitas com todos na mesma mesa. Quando pequenos, hora para dormir. Quando jovens, hora para chegar em casa. Era tão cedo, que vocês não vão acreditar. Entre os ditados que muitas vezes escutávamos lembro de: “é de pequenino que se torce o pepino” e “haja alguém que nos governe”. Minha mãe acreditava na necessidade de autoridade. Achava que, quando estava contrariando um filho, estava fazendo aquilo por amor, e porque se preocupava com o futuro. Sabia que, no futuro, seus filhos teriam que enfrentar inúmeras situações difíceis e que precisariam saber lidar com as frustrações. Criou seus filhos dizendo sim, mas também dizendo não. Seria impossível criar nove filhos com atitudes permissivas e sem limites.
Hoje isso é difícil. É verdade que os tempos mudaram, e mudaram muito. As exigências são outras, a maioria das mães jovens tem uma jornada de trabalho externa muito sacrificada e, quando estão com seus bebês só querem dizer sim. Entendo que é bem difícil contrariar um filhinho nessas condições. Lembro que minha mãe comentava que era bem mais fácil dizer sempre sim para as crianças, mas que mais tarde isso teria conseqüências não muito boas. Nos nossos dias, as mães chegam cansadas em casa, com sentimento de culpa por estarem longe de seus bebês, e acham bem mais fácil concordar com tudo. Mesmo porque, quando contrariados, os pequeninos choram, e ninguém quer vê-los chorar. Lembrei novamente de minha mãe. Ela dizia : é melhor que eles chorem agora …É complicado! Mas é preciso descobrir uma forma de adaptar as ações das mães antigas aos tempos de hoje. Uma coisa eu não tenho dúvida: não se pode dizer sim a tudo, e os nenezinhos precisam ser apresentados aos limites desde cedo. É importante para os pais, mas é importantíssimo para eles. São os limites que lhes dão segurança. Eles precisam sentir que seus pais são responsáveis por eles.
Penso, também, que criar mais filhos é mais fácil do que criar um só. Quem só tem um, acaba tendo mais trabalho, justamente porque é guiado pela criança.
Não é a mãe que está guiando seu bebê, adotando disciplinas de horários e tudo mais. É o bebê quem resolve o que quer e quando quer. Quando se tem só um, dá para agir dessa forma, embora eu ache que chegará uma hora em que a mãe ficará cansada da sua permissividade. Quando se tem mais de um, e com pequena diferença de idade, a mãe precisa se organizar. É preciso ter uma rotina estabelecida. Aí entra também a questão financeira. Gasta-se muito. Todos querem fazer o máximo pelos filhos. Mas será que com mais de um filho os gastos não ficam mais equilibrados? É preciso dividir melhor.
Tive meus dois filhos com uma diferença de 1 ano e 11 meses. O Gustavo estava com essa idade, quando a Priscila nasceu. O Gustavo dormia às 7 da noite, e acordava às 7 da manhã. No meio da manhã, lanchinho, e depois uma boa soneca.
Após a fase da amamentação, a Priscila também foi entrando no horário das 7 da noite às 7 da manhã. Soninho no meio da manhã, e depois do almoço. Não foi muito fácil adotar a rotina do horário, mas também não foi muito difícil. E depois, foi uma maravilha. Será que esqueci de todo o trabalho que tive?
É verdade que nessa época eu havia interrompido meu trabalho. Na volta da licença-maternidade do Gustavo, trabalhei até ele completar 7 meses e pedi um afastamento por dois anos, sem remuneração. Quando o afastamento terminou, eu também já era mãe da Priscila e resolvi pedir exoneração do serviço. Só voltei ao trabalho quando os dois estavam crescidinhos e na escola.
Hoje, esse horário das 7 às 7, seria inviável, mas penso que cada mãe precisa descobrir qual o melhor horário para seus bebês. O que é preciso é que eles aprendam que à noite eles devem dormir. Quando a mamãe colocar na cama, não é para chorar. É para dormir. E o que eles precisam aprender, também, é que as mamães os adoram, mas que eles precisam atendê-las. Precisam ser obedientes. Êta palavrinha antiga. Será que ainda existe? “


O que vocês acharam?
Será que ainda existe a palavra “obediência” ?
Por que as mamães têm tanta dificuldade de dizer “não” ?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Passos para comentários

Estou muito feliz com a estréia do meu blog. Já recebi diversas visitas e muitos comentários.
Contudo, várias pessoas me escreveram para saber o que devem fazer para postar comentários. É um sistema diferente, mas é simples.
Os passos são os seguintes :
1) Na página do blog, na parte inferior do texto, clicar em comentários.
2) Abrirá outra página, com um espaço para o comentário. Depois de ter escrito, clicar na opção NOME/URL. Abrirá nova janela, para que o nome do comentarista seja escrito.
3) Clicar em PUBLICAR COMENTÁRIO.

Agora, quem tiver algum e-mail do google, como por exemplo o gmail, pode preencher os espaços do endereço e da senha.
Parece complicado, mas não é!
Estou esperando por vocês!

domingo, 1 de junho de 2008

Por que um blog?



Fui vovó tardia. Dos meus oito irmãos, só o caçulinha, que tem treze anos menos que eu, não tinha netos. Quando já estava me conformando, e até dizendo que acabaria adotando um netinho, eis que surge a notícia que minha filha estava grávida. Que alegria, que emoção diferente. Acompanhei com amor toda a gravidez, ouvi as primeiras batidas do coraçãozinho (derramei algumas lágrimas), soube, logo que o médico disse, que havia 90% de chance de que o nenê fosse uma menininha (com confirmação no ultra-som seguinte) e, passados os nove meses, explodi de emoção ao ver minha netinha Isadora nos braços da enfermeira, logo depois do parto.
Hoje ela está com um ano e dez meses, e me trouxe muita, muita alegria. Sou vovó há quase dois anos e outro dia, como vovó, tive uma participação no blog http://blognosduas.com.br/, que registra o exercício da maternidade da minha filha Priscila, e o desenvolvimento quase que diário da minha netinha Isadora.
Meu texto foi muito lido, e muito comentado. E daí, surgiu a idéia: por que não criar um blog que permitisse uma interação entre as diversas gerações, tendo como centro a vida dos nossos netos? Os comentaristas do blog "nós duas" me incentivaram bastante, e eu resolvi. Meu objetivo é que esse blog permita o debate, e como estaremos falando sobre netos, netos bebês, netos crianças, adolescentes e até adultos, estaremos falando sobre a vida.
Quero dedicá-lo à minha querida mãe, mãe de nove filhos, avó de 27 netos e bisavó de 31 bisnetos, que até hoje, com 94 anos de idade, se encanta quando encontra com um nenê, e fica com seus olhos brilhando.