quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Conversa interrompida

Isso não ocorria só na hora do almoço, ou jantar. Em tempos, que já vão longe, as crianças, em nenhuma hipótese, poderiam interromper os mais velhos, ainda que fosse para falar alguma coisa com suas mães, ou pais. Deveriam aguardar uma pausa na conversa, para então colocarem suas palavras.
Fiquei anos sem ver qualquer ensinamento nesse sentido, até que um dia, na casa de uma cunhada, vi quando ela repreendeu seu neto, então com uns 7 ou 8 anos, porque ele estava interrompendo nossa conversa. Ela lhe disse : “a vovó está conversando. Espere sua vez”. Achei incrível! Realmente, há muito tempo eu não ouvia isso.
Como seria bom se conseguíssemos chegar a um equilíbrio e, sem qualquer tipo de excesso, fazer com que nossas crianças aprendessem a esperar um pouquinho, sem interromper seus pais a todo instante. Vocês já repararam como é difícil manter qualquer conversa quando as crianças estão por perto?
E não estou me referindo só às crianças pequeninas, mas também às mais crescidinhas. Suas mães não podem fazer uma visita, não podem encontrar com nenhuma amiga. Até podem, mas dificilmente conseguirão conversar, sem que sejam interrompidas a todo instante.

domingo, 23 de novembro de 2008

Moças Prendadas

São muitos blogs de culinária e de gastronomia. Cada um mais bonito que o outro, e com receitas que parecem ser fantásticas. Alguns mostram os passos da confecção do prato, outros só mostram o resultado final. Mas todos, com fotos tão bem feitas, que nos sentimos diante dos quitutes.

Confesso que, até pouco tempo, eu achava que as moças de hoje em dia não se interessassem por culinária. Com a vida atual tão corrida, pensava que elas nem mesmo pusessem o pé na cozinha.

Contudo, não é isso que estou observando nas minhas circuladas pela blogosfera. Essas jovens modernas, não só colocam os pés na cozinha, como as mãos e a imaginação. Criam pratos saborosos, mostram os passos a passos, colocam fotos lindas.

Acho incrível essa realidade, que eu desconhecia: a de jovens (ou de jovens senhoras) quituteiras. Parabéns para essas blogueiras que fazem maravilhas, e que contam seus segredos de cozinha de forma tão generosa.

E estou tão entusiasmada com as receitas que tenho visto, que hoje resolvi “ por a mão na massa” e inovar no meu almoço de domingo.

E comecei por um prato que não é tão comum no Brasil : coelho.

Resolvi fazer dois coelhos, com receitas diferentes. Para isso fui buscar socorro nos blogs http://elvirabistrot.blogspot.com/ e http://cozinhadanna.blogspot.com/. Ficaram fantásticos.

Comecei pelo Coelho assado à italiana, receita da Elvira. Depois de seguir os passos da receita, fritando os pedaços de coelho, aferventei ligeiramente algumas batatas e coloquei-as para assar junto com o coelho.



Enquanto o coelho à italiana estava no forno, passei para o "Coelho com hortelã", receita da Anna, que estava no tempero há três horas. Na verdade, são várias as ervas e temperos que vão no coelho, e só o cheiro do tempero já era uma delícia. Cozinhei em uma panela de barro, que vai direto à mesa, conservando o calor do prato. Para acompanhar o coelho com ervas, fiz um purê de mandioquinha.





Fiz, ainda, arroz de tomate, que ficou bem com os dois.

Nas fotos acima, o preparo e os resultados finais.

Pensei que meus convidados comeriam de um, ou de outro. Que nada. Comeram dos dois. Muito obrigada, amigas blogueiras.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mãe duas vezes


Já escrevi sobre o tema, no dia 5 de junho de 2008, sob a forma de pergunta. Seria a avó, mãe duas vezes?
Há mais de um mês estou numa temporada de sentir “na pele”, no corpo e alma, o que é ser mãe duas vezes.
Minha filha voltou a trabalhar, diariamente, fora de Santos. Sai bem cedinho, e chega à noite. E, nessa semana, está trabalhando um pouco mais loooonge.
Minha netinha está comigo, em minha casa. Se por um lado é um privilégio (http://blogdavovohelo.blogspot.com/search/label/privil%C3%A9gio )poder acompanhá-la no seu dia a dia, por outro, “ufa”, haja energia. Aliás, acho que os votos de energia foram os que mais recebi, junto com os parabéns pelo meu aniversário. Energia no sentido de vitalidade, de “pique” para resolver as demandas de uma linda menininha de 2 anos e quatro meses.
Tenho vivido momentos deliciosos, que só o acompanhamento diário permite. Em contraposição, estou com olheiras e, digamos assim, cansadiiiiinha.
Agora há pouco, ela me pediu água. Enchi o copinho e ela, na mesma hora, "muito obrigada, vovó."
Outro dia fui limpar a mesa, porque ela havia deixado cair pedaços de bolo, e ela me perguntou quem tinha feito a sujeira. Eu falei: foi você, minha linda. A espertinha, com voz compungida, repetiu duas vêzes : desculpa, vovó.
E são várias gracinhas como essas, o tempo todo ( será que só a vovó acha?).
É pena que ela esteja numa fase em que não quer tirar fotos. Mesmo assim, consegui alguns flagrantes:

De pijama e com sapatos da vovó


Vamos escovar os dentes?


Vigiando o sono dos bonecos e bichinhos


Brincando com encaixes.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vamos brindar?



Hoje vocês são meus convidados para um brinde ao meu aniversário. Completo mais um ano de vida, com saúde e com as pessoas que amo.

É preciso, pois, brindar, e agradecer a todos aqueles que durante esse meu ano de vida me trouxeram alegrias, amizade, solidariedade.

Acho incrível a velocidade do passar do tempo. Esse é um bordão muito gasto, mas como é verdadeiro. Ainda ontem, eu era uma jovem e hoje, quase que num piscar de olhos, sou uma "jovem idosa". Achei essa expressão muito interessante e pertinente, e me foi atribuída numa viagem para Portugal. Eu e meu marido inauguramos, por acaso, um hotel em Leiria e, quando na continuação da viagem chegamos a Coimbra, num hotel da mesma rede, recebemos um impresso que informava a inauguração do hotel por um "casal muito simpático de jovens idosos brasileiros".

É isso mesmo. Não sou jovem, mas também não sou idosa.

Sou uma "jovem idosa", que mantém toda a motivação e entusiasmo da juventude, mas que fica atenta a eventuais limitações da idade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Viroses?

Há um mês, ou mais, uma virose atrás da outra. No meio, uma infecção urinária e uma erupção na pele, que não cede. O catarro e a tosse, também persistem. Já se passaram os três dias em que a virose deveria ceder, e mais três, e mais três... Médicos, laboratório, pronto socorro infantil.

Parece que os cuidados com a saúde das crianças ficaram mais difíceis. Não sei se isso se deve ao aumento dos “vírus”, ou ao desenvolvimento das especialidades médicas.

Há tempos atrás, resolvíamos os problemas praticamente com o médico pediatra, como já tive a oportunidade de relatar no meu post do dia 27/08/08 (http://blogdavovohelo.blogspot.com/search/label/pediatra).

Pronto-socorro, raramente, até conto nos dedos (três vezes para dois filhos). Exames laboratoriais, nem me recordo. É verdade que o pediatra que acompanhou o nascimento dos meus filhos seguiu-os até a adolescência.  

É verdade, também, que para as pequenas ocorrências, e antes que aumentassem, ou agravassem, usávamos remédios homeopáticos. Esses, eram indicados por minha mãe que, do alto de sua experiência, após ter criado nove filhos só com homeopatia, sabia exatamente o que seria bom para nossas crianças.

Ora, se não há medicação alopata para muitas das ocorrências infantis, por que não usar a homeopatia, ou mesmo a fitoterapia?

Já estava com esse texto pronto, quando parece que surgiu um diagnóstico. A tosse e o catarro, depois de dias e dias aguardando-se o fim da “virose”, sem qualquer medicação  (a não ser anti-térmico), evoluíram “bem” : “rinosinusite e infecção respiratória aguda com sibilância” (até tremo ao escrever isso). Quanto à pele, “parece ser eritema infeccioso”. Restam dúvidas em relação à infecção urinária. Será que já está curada? Por que a criança está ficando até mais de dez horas sem urinar? Embora o empenho de horas e horas no laboratório, não foi possível fazer a coleta. O que nos dizem?

Acho tudo um absurdo tão grande que, embora não tenha certeza de sua pertinência, lembrei da famosa frase de Cícero : “ Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? “

 

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Amigo fiel

Ela adora um cachorrinho (nem precisa ser pequeno). É verdade que eles são cães da família, o que lhe dá segurança para aproximar-se.
Mas quando vê algum na rua, também quer “conversar”. Com certeza, vai querer ter um cãozinho, assim que crescer um pouco mais.


Quase todos concordam: o cão é um amigo fiel. Importante para as crianças, importante para os idosos.
Com os cachorros, as crianças ganham em relacionamento social e desevolvem sua afetividade. Crianças com problemas de saúde, e com distúrbios de comportamento, também se beneficiam muito da sua convivência com cães. Várias são as experiências nessa área, como na Escola Parque na Asa Norte em Brasília (http://neliaf.multiply.com/journal/item/1141), e no GRAAACC, em São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u450014.shtml)
E os cães-guias, verdadeiros olhos daqueles que deles dependem ? Conheço um lindo, o Bóris, companheiro inseparável de uma amiga.
E os cães companheiros de idosos?
Sempre vejo, nos jardins da praia, várias pessoas idosas passeando com seus cãezinhos. Acho que elas é que estão sendo levadas pelos cães, e não o contrário. Se não fossem eles, provavelmente essas pessoas não teriam um estímulo para sair de casa, e dar uma caminhada. O interessante é que acabam se conhecendo, param para conversar (será que sobre seus cães?), umas com as outras, enquanto seus animais também se comunicam. Com certeza, muita solidão deve ter diminuído, graças a esses amigos fiéis.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Maternidade

Dia 3 de novembro. Foi numa data como essa, que me tornei mãe pela primeira vez.
E foi, então, que passou a se desenrolar, em mim, uma série de sentimentos todos ligados à cadeia tão forte que há entre mãe e filho.
Sentimentos ora sucessivos, ora concomitantes.
Sentimentos transitórios, sentimentos permanentes.
Sentimentos que me abatem, sentimentos que me deixam em estado de graça.
Encantamento (acho que o primeiro), preocupações, ternura, alegrias, tristezas, dúvidas, esperança, mágoas, orgulho, mas, sobretudo, amor incondicional.
E uma certeza : a de que ser mãe é doação, é um projeto sem fim.