terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ano Novo



Estamos a um passo do Ano Novo, época de renovar as esperanças e os sonhos, época de expressar bons votos a todos que nos são próximos.

Desejarei, a todos, aquilo que quero para mim: amor, saúde e paz. Penso que isso é o fundamental para bem vivermos. Com amor, saúde e paz, certamente também teremos muitas alegrias, companheirismo, compreensão, solidariedade, tranquilidade e força para enfrentar eventuais dificuldades.

Para os mais jovens, e que estão construindo seu caminho, desejo boas oportunidades de trabalho e muitas realizações.

E, para todos, também desejo “din din”, bastante “din din”. Dinheiro para uma existência sem preocupações, e ainda com uma boa folga para que as coisas boas da vida possam ser usufruídas.

Feliz 2009 !

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Programa de sol


Hoje cedo, da minha janela da sala, essa foi a paisagem que vi, só que com mais sol, com muito mais luminosidade, pois essas fotos foram tiradas no último inverno e, agora, estamos em pleno verão. Praia linda da minha cidade, toda contornada por jardins, e que eu tenho o privilégio de admirar todos os dias.


Logo pensei que estava uma manhã ótima para uma caminhada, bem pela beirada do mar. Mas ao olhar para minha netinha, mudei de idéia e resolvi levá-la para um programa de construção de castelos de areia.
Ela adora ir à praia e o difícil é convencê-la a voltar para casa. Assim que a convidei ela tratou de pegar seu equipamento para a praia, com baldinhos, peneira, forminhas. Colocamos biquini, havaianas e lá fomos nós. Pena que não deu para ficar muito tempo porque o sol estava muito forte, e tanto a bonequinha como a vovó têm pele clara.





O programa foi uma delícia. Depois da areia ficamos, um pouquinho, na beirada do mar molhando os pés e pernas.
E depois de tudo isso, um bom banho de chuveiro, almoço e soneca. Nem deu tempo de ir para a caminha.
Já estamos programando uma volta à praia, quem sabe hoje mesmo, no final da tarde, já com o sol se pondo como nessa foto há 5 meses atrás, que copiei daqui.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal em família


Sempre festejamos o Natal em família. Minhas lembranças mais antigas me levam à colocação dos meus sapatinhos ao lado da cama para que o Papai Noel ali deixasse sua lembrança. Depois, começou a se formar a outra lembrança : a do almoço de Natal. No início éramos 11 pessoas : meus pais e meus oito irmãos. Com o tempo esse número foi aumentando, mas a tradição já estava bem consolidada e o almoço de Natal em família continuou, ano a ano.

Do casal inicial nasceram os nove filhos que, casados, transformaram-se em 18. Daí vieram os filhos dos filhos, e os filhos dos netos. São 27 netos e, até hoje, 32 bisnetos. Meu pai partiu, antes de conhecer os bisnetos, mas em lembrança sempre esteve presente no almoço de Natal.

Até poucos anos atrás conseguimos reunir praticamente toda a família e era uma festa sem igual.

A figura forte, minha mãe.

Logo depois do almoço, eu tocava no piano nossa principal música de Natal, acompanhada pelo canto de todos :

Noite feliz, noite feliz,

Ó Senhor, Deus de amor

Pobrezinho, nasceu em Belém

Eis na lapa Jesus, nosso bem

Dorme em paz, ó Jesus

Dorme em paz, ó Jesus.

Terminada a música, era a hora de ouvirmos as palavras de D. Norma, nossa mãe que, com voz firme, falava sobre o significado da data e sobre a união da família. Com o passar dos anos, essa voz foi enfraquecendo e sendo substituída pela voz de um dos filhos.


Depois das palavras, chegava a hora dos presentes. Parece incrível, mas minha mãe conseguia dar uma lembrancinha, muitas vezes feita por ela, para todos os filhos, genros, noras e netos. Ela ia chamando, um a um, por ordem de idade. Daí, os netos cresceram, passaram a ter seus filhos e ficou impossível dar presentes para todos. Mas ela sempre adorou essa parte e passou, então, a presentear somente os bisnetos. Formava uma fila com as criancinhas e dava seus pequenos mimos.

Esse entusiasmo e participação também foram enfraquecendo junto com sua voz, mas foram tão fortes, durante anos e anos, que deixaram uma marca indelével do seu amor à família e ao sentido do Natal.



Nosso almoço de Natal sempre foi uma festa muito alegre e bonita. Às vezes fazíamos encenações sobre o nascimento de Cristo e, em outras, grupo de jograis.




A cada ano, na reunião de Natal, havia mais um, dois, ou até mais de dois novos membros da família. Os nenês que estavam nascendo, ou um jovem que entrava pelo casamento. No ano passado, 2007, tivemos dois nenês, mas também tivemos que enfrentar a dor grande da ausência de um sobrinho querido, vitima de um acidente atroz.

Nesse mesmo ano tivemos que mudar o local da festa, porque nossa mãe deixou de ter condições de viajar pouco mais de 50 km até a casa onde costumávamos nos reunir. Foram muitos os almoços de Natal na nossa casa em Itanhaém, e ainda associamos nossa festa a esse local.

Abaixo, fotos do Natal de 2006, último ano em que nos reunimos em Itanhaém. Pela ordem, minha mãe com seus nove filhos, com suas noras e genros, com seus netos e, por último, com seus bisnetos.




Mudanças vão surgindo e temos que nos adaptar a elas. Estamos buscando um novo formato para o nosso almoço de Natal, que agora é realizado num salão de festas, para poder abrigar um número grande de pessoas. No total, somos quase 100, e já não dá para reunir todos. De qualquer forma, nossa mãe, com seus 9 filhos, genros e noras, continuam presentes. Muitos netos, e alguns bisnetos, também marcam presença. Mudando, adaptando, mas tentando manter essa tradição que tanto tem representado para todos nós.

Feliz Natal para todos nós !

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Almoço em família

Durante a semana, o almoço é com os amigos, ou colegas de trabalho. Não há tempo para almoçar em casa, pelo menos nas cidades grandes.

À noite, praticamente já não existe mais jantar em família. Às vezes, um lanche rápido, em conjunto. Outras vezes, cada um faz seu lanche num horário.

Café da manhã, é a mesma coisa. A não ser que os filhos sejam pequenos, é quase impossível que todos o tomem na mesma hora.

Nos fins de semana, tudo se repete. Os jovens saem com os amigos, para programas diversos, ou viagens curtas. A convivência com pais, irmãos, ou outros familiares, quase não encontra espaço nas agendas.

Até o almoço de domingo, que tradicionalmente reunia toda a família, parece ter virado coisa do passado.

Acho uma pena.

É em torno da mesa de refeição, que os membros de uma família têm a melhor oportunidade para a convivência, para fortalecer os laços de afeto, para melhor conhecimento, um do outro. É a ocasião para a troca de idéias, para dar boas notícias, para dar boas risadas. Se não existirem as reuniões familiares, como as crianças formarão a idéia de grupo familiar? E é vivendo no grupo familiar, nos contatos com pessoas de idades e personalidades diversas, que as crianças aprendem a viver nos outros grupos sociais.

Penso que, aqueles que valorizam a família, e que querem mostrar para seus filhos a importância de pertencer a um grupo,  devem se esforçar para manter os almoços de família. Nem que seja um só. Um só almoço de domingo, em família, pelo menos uma vez ao mês. Os pais (avós) com certeza ficarão contentes, e o ganho será de todos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Quem gosta do Woody Allen ?

Sempre gostei de cinema. Sou do tempo em que o grande programa de domingo era a matinê dos cinemas. Almoçávamos em família e, depois do almoço, ganhávamos uns trocados para irmos ao cinema.

Depois, quando maiores, passávamos a ir na primeira sessão da noite de sábado, que normalmente começava às 20 horas.

Era quase que um ritual, e esperávamos o fim-de-semana com ansiedade para que pudéssemos cumpri-lo.

Quando meus filhos eram pequenos também os incentivei a gostar de cinema. Costumava levá-los a uma sessão de filmes infantis, chamada Sessão Coca-Cola, no domingo de manhã.

Para mim, quando o filme é bom, o cinema é um programa e tanto. Mas cinema no cinema, e não na televisão. Até assisto um DVD de vez em quando, mas gosto mesmo do ritual da sala de cinema.

Outro dia fui assistir o último filme de Woody Allen: Vicky Cristina Barcelona.  Vi muitos dos seus numerosos filmes, e gostei da maioria.

Acho seus roteiros muito inteligentes e interessantes, e ele aborda a personalidade e os relacionamentos humanos de uma forma absolutamente original.

Seu último filme, como o nome sugere, passa-se em Barcelona. 



Vicky e Cristina são duas garotas americanas, muito amigas, que vão passar algum tempo em Barcelona, com propósitos diversos.

Numa galeria de arte, elas conhecem um pintor sedutor, recém-saído de um relacionamento tempestuoso e, a partir disso, o filme se desenrola. A trilha sonora é muito boa, leve e alegre, combinando com o simpático clima de Barcelona. Adorei.

Os principais papéis foram feitos por Rebecca Hall, Scarlett  Johansson, Javier Bardem, Penélope Cruz. 

Valeu a pena. Saí do cinema bem leve, e feliz pelo bom programa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Alimento para o Blog


Pelo Sabor e Saudade, fiquei conhecendo o projeto de um ilustrador espanhol, Nacho Gomez, que preocupado com o desaparecimento de muitos blogs, por falta de comentários, criou selos em várias línguas com a seguinte inscrição: “ um blog alimenta-se dos teus comentários”.

Essas ilustrações encontram-se no seu blog SOB.

Lançou, assim, com grande repercussão, uma campanha de fomento de comentários, pois esses seriam o alimento para evitar a morte de um blog.

Realmente acho importante que os visitantes de um blog deixem seus comentários. Quem escreve quer ser lido e, se puder saber o que os outros estão achando dos seus escritos, melhor ainda.

O interessante é que, a partir de comentários constantes, passa a existir uma ligação forte entre quem escreve e quem lê e comenta.

Eu gosto muito de receber comentários e hoje tive a maior surpresa. Recebi um comentário de uma garota chilena, que encontrou na blogosfera meu post sobre a campanha de “abraços grátis”, que conheci numa viagem ao Chile. Ela me escreveu para dizer que tinha gostado muito do que eu havia escrito, e que ela era a jovem que aparecia numa das fotos. Foi um alimento e tanto o que ela deu hoje para meu blog.

As ilustrações do Nacho Gomez acham-se à disposição de quem quiser. Basta escolher uma, copiar seu código e incluir no blog próprio. Foi o que eu fiz. Como não existia nenhuma em português, escolhi em “Galego”. E não é que o galego se parece muito com o português?

Coloquei a sugestiva ilustração na lateral do meu blog, e devo colocá-la, também, nos meus outros blogs : helofoto.blogspot.com e heloisaaprendiz.blogspot.com que, com certeza, gostarão de receber um pouco de alimento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Novo nome

Tenho pensado em alterar o nome do meu blog.

Antes, quero deixar bem claro que adoro ser vovó e poder acompanhar todas a graças da minha netinha.

O que acontece é que às vezes penso que a denominação “Blog da vovó” dá a idéia de que esse espaço se resume a um lugar restrito a gracinhas de netos, trabalhinhos de tricô e de crochê. E essas coisas, muitas vezes, não despertam o interesse geral. Também gosto de trabalhos de tricô e de crochê, mas o que não quero é que meu blog seja associado somente a essas atividades tradicionalmente associadas a uma vovó.

Quero que seu nome corresponda à sua realidade, ou seja, um espaço onde se pretende debater a vida, ainda que o debate se inicie por algo acontecido com um neto, filho ou mãe, ou a alguma coisa do dia-a-dia de uma avó.

E quero que esse novo nome desperte a curiosidade de quem, por um acaso, venha a encontrá-lo em uma listagem de blogs, ou em outro lugar qualquer. 

Contudo preciso evitar que, com a mudança de nome, meu blog venha a se perder no universo enorme da blogosfera. Para isso, penso que o endereço atual terá que ser mantido. Mudança, só na denominação.

Já estou pensando no novo nome, mas acho que precisarei fazer uns testes antes da definição e, depois, assumir a mudança com coragem. Acho que essa é a época propícia para mudanças, não? 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sombra e água fresca

Tem mais alguém precisando?


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cozinha a quatro mãos


Vi um prato tentador no Sabor Saudade, e resolvi fazê-lo para o jantar.
Minha netinha, que está com dois anos e quatro meses, tinha acabado de chegar da escolinha, e convidei-a para me ajudar. É claro que ela adora mexer em água e, por isso, pedi que ela lavasse as folhas de espinafre, junto comigo. Depois, ela ficou encarregada de secá-las.
E assim, a quatro mãos, fomos montando a nossa “Galette de tomate”. Essa é a receita da Claudia, do Sabor Saudade.

“Receita:

Massa folheada pronta ou feita em casa

4 a 5 tomates

2 xícaras de espinafre bebê

1 xícara de queijo ralado (muzzarela, gruyére, jarlsberg ou outro).
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado

2 colheres de sopa de mostarda dijon

1 gema de ovo

Ramos de salsinha

sal e pimenta do reino a gosto


Como:

Abra a massa folheada sobre uma área esfarinhada até ficar do tamanho de uma forma de torta ou de um refratário raso. Forre a forma/refratário com a massa deixando sobras nos quatro lados. Espalhe a mostarda sobre a massa e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Arrume o espinafre formando uma caminha e coloque os tomates fatiados sobre o espinafre. Coloque então o queijo ralado, o queijo parmesão e a salsinha. Dobre as bordas da massa sobre o recheio formando uma moldura e pincele gema sobre a moldura. Leve ao forno 180C até que a massa folheada esteja cozida e a massa e ficar dourada. Uns 25-30 minutos. Servir bem quente.”


Para minha torta, usei mussarela de leite de búfala e 300 gramas de massa folhada, em rolo (que já vem aberta).


Começou assim:



Como a pequeninha adora tomate, enquanto eu ia colocando as fatias sobre as folhas de espinafre, ela aproveitou para comer um tomate inteiro.

Aqui a torta pronta, antes de ir ao forno e, abaixo, o resultado final.

Obrigada, Claudia. A preparação foi uma diversão, e no final todos aprovaram o quitute.