terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sonho e realidade

Depois de vários dias de viagem, voltei ao meu mundo real. Não que tudo aquilo que vivi também não tenha sido real, tanto que trouxe, comigo, centenas de fotos registrando todos os momentos mais marcantes, como o da foto acima que mostra o nascer do sol durante o vôo do retorno. Todos foram momentos reais, mas com uma carga enorme de sonho. Sonho de poesia, sonho de entusiasmo, sonho de alegria, sonho de beleza, sonho realizado.

E a volta foi do jeito que eu gosto: almoço em família, com a presença das 4 gerações. Abraços e beijos gostosos da netinha, acompanhados por flores. Pena que, com o atordoamento da chegada e da diferença do fuso horário, faltou uma foto do momento.

Quanta alegria, tanto na viagem, como na volta. Como a vida pode ser linda!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Novo mergulho na beleza


Acho que meu blog “Fotos: lazer e memórias” acabará meio desfalcado, mas há relatos que não podem ficar para depois. E entre eles, duas situações que vivi no último domingo (20/09/09), e que só não me fizeram derramar lágrimas porque me esforcei para evitá-las : uma diante da Torre Eiffel, e a outra diante das Ninféias de Monet.
Almoçamos no terraço de um restaurante, admirando a vista maravilhosa da Torre Eiffel. Terminado o almoço descemos para umas fotos, e foi então que eu senti a explosão da beleza, no meio de pais com seus filhos pequenos, de jovens brincando com seus skates, de turistas de todas as procedências, e até de uma casal de noivos, ainda com as roupas da cerimônia, tirando suas fotos diante da torre. Foi um momento mágico : a beleza do cenário, a beleza da vida que me rodeava, a beleza do momento que eu estava vivendo, a beleza verde do Campo de Marte (Champ de Mars) e a beleza notável da Torre Eiffel. Foi difícil conter as lágrimas. Emudeci, porque se falasse qualquer coisa, não sairiam palavras.
Logo em seguida, fomos ao Museu Orangerie, no também maravilhoso Jardim das Tulherias, para vermos as Ninféias de Monet. Dias antes havíamos ido a Giverny, vilarejo próximo de Paris, onde Monet viveu. Lá visitamos sua casa e os esplendorosos jardins que o inspiraram.
No Museu Orangerie, fomos ver seu trabalho.
A natureza que o rodeou, em Giverny, é esplendorosa, os jardins que o inspiraram são realmente fantásticos, mas seu trabalho é de uma beleza absolutamente indiscritível.


A emoção de perceber como alguém conseguiu transferir para as telas toda a beleza que vivenciou foi muito forte. Minhas lágrimas, represadas. Só não sei como consegui.

Fico devendo fotos melhores das telas das Ninféias, do Museu Orangerie.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Marcas do tempo

Há nove anos não visitava Paris e, para quem já dobrou o Cabo da Boa Esperança ( em idade), isso faz uma diferença bem grande, principalmente no que diz respeito às pernas e aos pés.
Antes eu me encantava com a facilidade oferecida pelas linhas de metrô, e tinha disposição para enfrentar suas inúmeras escadas e corredores.
Hoje, estou praticamente fugindo dos metrôs. Só se for de uma estação para outra, na mesma linha. Ou se tiver a sorte de usar uma estação com escadas rolantes. Estações com correspondências e, pior ainda, com correspondências nas estações grande, ou nas “gares”, estão totalmente descartadas. Não é para menos. É comum ter que descer dois lances de escada, subir três, andar 100 metros, subir mais um lance, descer três, andar 200 metros, subir um, descer dois, subir mais três, andar 50 metros, descer um lance para então, ufa, chegar à plataforma do trem. Ainda bem que às vezes encontramos, pelo caminho, um músico de qualidade com seu violino ou saxofone.
Mas bastaram dois dias para percebermos que metrô só em último caso.
Com isso, acabamos descobrindo como é bom andar de ônibus em Paris. Eles são confortáveis, têm horário e permitem que, enquanto estamos nos dirigindo para algum endereço, possamos ir apreciando todo o caminho. Há linhas regulares que têm trajetos fantásticos: passam pelos principais monumentos, acompanham o rio Sena. E o melhor : não cansam pés, nem pernas, desde que não se “bata muita perna” para se encontrar seu ponto.
Quanto à hipótese do táxi, principalmente para a volta para o hotel depois de muita caminhada pelas ruas e jardins, é bem complicada. Parar um táxi na rua é ultra-difícil, quase que impossível, e tivemos experiências tão cansativas como as do metrô. Anda prá cá, anda prá lá, faz sinal, e nada. Ai, ai, ai minhas pernas!
Mas no fim do dia, cansada, porém bem relaxada, e com pernas esticadas, como é bom lembrar só das coisas boas vi e vivi.

Em tempo: Mudamos de hotel e estamos próximos a uma estação de metrô que tem poucas escadas. E o melhor: para sair para a rua, ela tem dois lances de escada rolante! Uh, la, lá!

Clique na foto acima, se quiser vê-la maior.

sábado, 19 de setembro de 2009

Mergulho na beleza



Se tivermos bons olhos, sempre enxergaremos coisas bonitas, ou curiosas, ao nosso redor. A beleza sempre está por perto. Basta atenção, para enxergá-la.
Mas há ocasiões em que a beleza explode. Não há como não percebê-la, não há como não sentir emoção.
E foi isso que aconteceu quando visitamos a belíssima Catedral de Imagens, bem perto da vila “Les Baux de Provence”. Não se trata de um templo, de um lugar de culto à divindade, mas sim de um lugar absolutamente diferente, e que proporciona uma sensação de beleza total.
Essa “ Catedral”, na verdade, é uma gruta enorme em uma montanha de pedra. As escavações para obter pedras para a construção de casas resultaram, ao longo do tempo, num espaço fantástico : a altura da “catedral” é monumental, e suas várias paredes têm formas, posições e alturas diversas, todas muito grandes. E é nesse espaço incrível, que acontece um espetáculo com projeção simultânea de imagens em todas as paredes, e com fundo musical que casa perfeitamente com as projeções.
Nesse ano em que Picasso, considerado o gênio da pintura contemporânea, está sendo homenageado na Provence, o espetáculo é todo desenvolvido com base na sua obra. Tem a duração de 30 minutos, mas é ininterrupto. Pode-se ver várias vezes.
Quando se entra na “catedral”, já se sofre, de imediato, a explosão da beleza. Tenho até dificuldade para descrever o que se vê, e o que se sente. É como se estivéssemos mergulhados num mar de imagens e sons.
A apresentação de Guernica, com fundo musical austero, foi arrepiante. Os retratos de suas mulheres, os arlequins, as bailarinas, os períodos do neoclassicismo, dos cubismos, os períodos do azul e do rosa, o período da explosão de cores. Uma festa completa. Parabéns para Picasso, autor genial das obras que permitiram um espetáculo notável, parabéns para os compositores das músicas de fundo (pena que não possa nominá-los), e parabéns para os criadores do evento, G. Iannuzzi, R. Gatto e M. Siccardi.


Nossas melhores fotos serão colocadas posteriormente.
Aproveito para registrar uma obra linda do Picasso que vi no museu Grenet em Aix-em-Provence: o retrato de sua mãe . Foi feito quando ele tinha 15 anos, e consta que esteve com ele até o fim de sua vida.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Momento netinha



Carrossel em Avignon e vitrine de doces para crianças em Arles. (clique)


Como disse a Priscila, minha filha, nos comentários ao post Desafios, agora ela está esperando uma atuação da “Helô Tour” na área infantil.
É verdade. Eu também estou sonhando com viagens em que minha netinha possa ir, e até já tenho algumas boas ideias.
Mas enquanto elas não se realizam, e ela cresce mais um pouco, vou lembrando da minha menininha durante meus passeios. Sempre há algum detalhe que remete à infância, e quando o vejo penso que logo logo ela estará comigo nessas andanças tão boas.


Carrossel em Saint-Rémy, doces e frutinhas de marzipã de Aix-en-Provence.


Vi um carrossel em Saint Rémy, e outro muito lindo em Avignon. Vi lojas fantásticas de guloseimas, em todas as cidadezinhas por onde passei: pirulitos de diversas formas, docinhos com desenhos infantis, marzipans moldados com verdadeira arte. Essas lojas, com vitrines de verdadeiras butiques, são um mundo encantado. Embora a Isadora não seja “formiguinha” acho que não resistiria à tentação de, pelo menos, um dos fantásticos pirulitos.
E por fim, as roupinhas lindas. Como ela adora saia rodadinha, saí de uma lojinha, das centenas em "Les Baux de Provence", com uma de estampa bem provençal. Já posso imaginar como vai ficar lindinha!


domingo, 13 de setembro de 2009

Emoção em Saint Rémy

São tantas as coisas lindas que tenho visto e vivido, que o tempo tem sido curto para registrá-las. Sempre tive o costume de fazer diários das viagens, e agora tento escrever no meu caderno, e colocar algumas impressões no blog. Mas não está fácil. Além da falta de tempo, muitas vezes há dificuldades em relação ao uso da internet.
Estou, agora, em Saint-Rémy de Provence, uma cidade pequena e ultra-charmosa. E acabei de sentir uma emoção tão grande, que quero aproveitar esse estado maravilhoso para escrever. Ontem senti algo semelhante, mas não estava com o netbook na hora e o relato ficará para depois.
Adoro a pintura do Van-Gogh. Sempre que admiro uma das suas obras penso no quanto deve ter sofrido, e no quanto deve ter sido incompreendido. Pois hoje tive a oportunidade fantástica de conhecer o mosteiro Saint Paul de Mausole, hospital psiquiátrico que funciona até hoje, e onde ele esteve internado durante um ano, quando expulso de Arles. Durante esse ano, pintou compulsivamente: foram 150 telas. O lugar é lindo, mágico, além de muito, mas muito mesmo tranquilo. Pena que já não é época de lavandas pois, em junho e julho, ele tem um campo enorme dessas flores tão românticas. Mas isso seria algo a mais, pois o que pudemos ver já foi suficiente para no deixar a alma elevadíssima. Andar pelos lugares onde Van Gogh viveu, sofreu e trabalhou, foi algo muito forte.
Entra-se no mosteiro por um corredor com muito verde, ladeado por várias cópias das obras que Van Gogh lá realizou.
Visita-se a capela e o claustro, ambos do século XI, e por último uma réplica do quarto do famoso pintor. A capela é muito simples, como todo o mosteiro. O claustro, que leva à meditação, com canteiros bem floridos. E o quarto, absolutamente despojado.


Na saída, uma lojinha, onde comprei saquinhos (sachets) feitos com tecidos provençais, recheados de flores de lavanda. Não as vi, mas sentirei seu perfume por bastante tempo. A mocinha da loja me disse que ele dura por um ano. Tomara!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Desafios


Não sei se eu que vou atrás dos desafios, ou se são eles que vão se colocando no meu caminho. Só sei que vivo enfrentando-os e fico, como já falei anteriormente, ultra-feliz quando consigo vencê-los.
E é como estou me sentindo ao fazer essa viagem. Vencendo desafios.
Sempre gostei de organizar nossas férias, e fazia tudo com tantos detalhes que meu marido, quando indagado sobre a companhia de turismo que utilizava, dizia que era a melhor: a “Helô Tour”.
Só que nos últimos anos, por motivos diversos a “Helô Tour” havia entrado em recesso, e agora, sentindo a vontade de fazer uma viagem maior, eu que sempre me sentia muito segura, entrei num estado de insegurança total e com muita dificuldade para organizar nosso roteiro.
Por outro lado, não gosto muito de pacotes turísticos prontos, e até agora não encontrei uma agência que satisfaça minha curiosidade e expectativa.
Sendo assim, ou eu me animava e resolvia a programação, ou a viagem não sairia. Meu marido, mal acostumado com os tempos áureos da “Helô Tour”, limita-se a arrumar a mala, carregar a dele e a minha, abrir as portas pesadas, colocar o combustível no carro (na Europa não há frentistas) e ser ótimo companheiro (inclusive aguardando com paciência quando eu entro em alguma loja).
O tempo passava e eu enrolada. Passei a achar que o problema deveria estar relacionado com a idade, ou seja, eu estava mesmo ficando velha, e daí minha dificuldade em organizar uma viagem.Comentei isso com meu filho e ele deu risada. Procurou me animar, dizendo que eu ainda viajaria bastante.
De repente, tive um estalo e me pus a campo para recuperar o tempo perdido. Já sabia para onde queria ir, e a primeira providência foi ver as passagens. Depois, passei a pesquisar pela internet os lugares que queria visitar, os hotéis, os eventos. Fiz reserva de hotel para os primeiros dias, em Aix-em-Provence, e para os últimos dias, em Paris. No meio, iríamos escolhendo pelo caminho. Comprei passagens para um trecho de viagem de trem, ingressos para um concerto e para um show em Paris. Incrível internet!
Descobri alguns blogs falando maravilhas sobre a Provence, inclusive um de autoria de um casal de Santos. Entrei em contato com eles, marcamos um encontro e eles me passaram ótimas informações.
Comecei a acompanhar diariamente um blog sobre Paris, de uma brasileira que vive lá há 23 anos. O blog, Conexão Paris, é sensacional para quem pretende viajar, e além das dicas quase diárias, ela gentilmente nos responde sobre quaisquer dúvidas.
Passei a assistir filmes em francês e, no meio de toda a correria (foi tudo de última hora), peguei três aulas particulares de francês.
Com tudo isso, o entusiasmo foi crescendo e a insegurança sumindo.
Faltava só enfrentar o desafio de dirigir um carro na França. Meu marido demonstrou que não estava muito disposto. Língua diferente, lugares desconhecidos, quem sabe são seria melhor outro tipo de viagem.
Acontece que tudo que havia lido sobre a Provence me mostrava que andar de carro, por seus campos e estradas, era indispensável.E foi então que surgiu o outro desafio: assumir a direção do carro.
E ontem, foi o início dessa aventura rodoviária. Adoramos cada trecho da estrada, cada paisagem, verde ou de pedras. Rodamos bastante, e bem. Os desafios iniciais foram vencidos,e sinto que a “Helô Tour” está renascendo com muita força. E eu, com mil caraminholas na cabeça, já pensando em todas as viagens que poderei fazer.
Na foto acima, a diretora da "Helô Tour" e seu principal cliente em Aix-en-Provence.
E.T.
Queridas leitoras,
Agora o tempo é curto, mas na volta retomarei a leitura dos seus blogs. Beijos para todas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Encontro na "Provence"


A internet é mesmo um meio poderosíssimo de comunicação. Põe em contato pessoas de mundos diversos, proporciona o encontro daqueles que têm afinidades, cria laços.
E foi exatamente pela internet, que eu conheci a Ana Tereza, brasileira docemente exilada em Aix-en-Provence, na França, onde vive com seu marido e dois filhinhos, a Chloé, de 3 anos, e o Théo, bebê fofo com um mês.
Hoje recebi, no hotel em que estou hospedada, a visita da Ana Tereza, acompanhada por sua mãe Edna, e trazendo seu pequeno bebê, Théo.
Conversamos bastante e saímos para um passeio pelo centro antigo de Aix-em-Provence. A cidade é uma festa só : muita gente pela ruas, muitas praças lotadas de mesinhas, muitas fontes, muita alegria. A Ana me disse que essa é a paisagem de Aix durante todo o ano, em qualquer estação.
Foram horas muito agradáveis. A Ana é muito bonita e simpática, e encontrei, nela, algumas semelhanças com minha filha, a começar pela profissão, idade, e idade das suas filhinhas. Tanto a Isadora, como a Chloé, têm 3 anos.
E só de uma vez, acabei conhecendo, também, sua expansiva mãe, que como toda boa vovó veio para a França, ao encontro de sua filha, para acompanhar o nascimento e primeiros meses do seu netinho.
Quando comecei minha atividade de blogueira, há pouco mais de um ano, jamais pensei que estava entrando num caminho que me traria tantas coisas prazerosas.
A cidade de Aix-en-Provence merece um post especial, que deverá ser publicado no meu outro blog : Fotos: lazer e memórias.
(clique se quiser ver maior)

Pena que não estou podendo publicar fotos em que apareçam a Edna, mãe da Ana Tereza, e meu marido,grande companheiro de viagem. Elas ficaram nas máquinas da Ana e do meu marido (não consegui passá-las para meu netbook).
Mas aqui está uma foto tirada pela manhã. Meu marido carregando as violetas que demos para a Ana Tereza.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Doce visão


Cheguei em casa e encontrei essa boneca rosada dormindo. Ela havia ido ao teatro com sua mamãe, e como voltou cansadinha deitou, do jeito que estava, para descansar.
Logo acordou, alegre como sempre, e me pediu para fotografá-la segurando uma caricatura de nós duas. Ela acha muita graça no quadrinho e eu, que não gostei muito do desenho, também acabo me divertindo.

E é com essas imagens, de placidez e de alegria, que me despeço para minha viagem de férias. 
Espero me cansar só com coisas boas, descansar tranquila como minha menininha, ficar sempre alegre, e voltar feliz, muito feliz.
Até a volta.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Douce France"

Charles Trenet canta, em "Douce France", suas lembranças da infância, da família, e faz uma declaração de amor ao seu berço natal. Tudo com muita ternura, passando, para quem o escuta, um gostinho bom da França.
E é esse gostinho bom que eu vou ter a oportunidade de sentir logo, logo.
Por enquanto, vale a pena ouvir: