segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Volta ao passado?


Sou de uma época em que não existia o plástico, e nem, logicamente, as sacolinhas plásticas. As embalagens todas eram de papel.

Também sou de uma época em que as mães criavam seus filhos usando fraldas de pano. E que trabalho elas davam. Quando saíamos de casa com nossos nenês para alguma visita, ou pequeno passeio, voltávamos trazendo todas as fraldas usadas. A lavagem das fraldas, exigia bastante cuidado. Não podia ficar qualquer resíduo de sabão, para evitar assaduras. E quando os nenês eram novinhos, as fraldas, depois da lavagem, deveriam ser fervidas. Para isso tínhamos baldes grandes de alumínio, que eram levados ao fogão com água e as fraldas já lavadas.

O progresso foi avançando, chegaram as sacolas plásticas, adotadas de imediato pelo comércio. Chegaram também as fraldas descartáveis, que embora caras, e representando um peso nos orçamentos familiares, passaram a ser usadas pela grande maioria das crianças.

Realmente, a facilidade trazida por esses produtos é inegável.

Só que, aquilo que havia surgido para facilitar a vida, passou a representar um risco à própria vida. Não à nossa, mas a das futuras gerações, pelo alto poder de degradação do meio ambiente trazido pelos “inocentes” sacos plásticos e fraldas descartáveis.

E agora, que a conscientização cresce a cada dia, será possível uma volta ao passado?

Parece que isso será necessário, embora muito difícil por implicar em mudança de hábitos arraigados. Como é difícil mudar um hábito, que no caso já é até mais do que isso: é uma cultura.

Portanto, eliminar totalmente o uso das sacolas e sacos plásticos será complicado. Há situações em que eles parecem insubstituíveis, mas o número de utilizações pode e deve ser substancialmente diminuído. Há supermercados que já estão utilizando formas de convencimento dos seus usuários, para que utilizem sacolas de tecido, ou que estão fornecendo sacolas de papel pardo. E já se pensa em projetos de lei para disciplinar essa questão. Em último caso, quando usados, os plásticos deverão, obrigatoriamente, ser encaminhados para reciclagem.

Já em relação à fralda descartável, a mudança pode ser muito mais radical. Nem que seja feita aos poucos, com alternância entre um e outro modelo. O ideal seria a descartável ficar somente para aquelas raras situações em que não há a menor possibilidade de lavagem das fraldas. No mais, fraldas de tecido, das tradicionais (que secam mais rapidamente) ou das moderninhas (retangulares e encaixadas em calçõezinhos impermeáveis). E que podem ser lavadas nas úteis lavadoras de roupas.

Mas, o interessante é saber que já há muitas mães que, corajosamente, estão passando a colocar em seus nenês as esquecidas fraldas de pano. Corajosamente porque estão abrindo mão de uma comodidade em nome de uma preocupação com o meio ambiente, e com o coletivo. Com certeza, sabem que uma fralda descartável leva 500 anos para se decompor, e que uma criança até dois anos usa quase 6 mil fraldas descartáveis. Já imaginaram?

Foto das fraldas modernas, aqui.

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Criando filhos

No dia dos pais publiquei um pequeno texto, com destaque para uma frase dita pelo meu pai, quando ainda estava entre nós: “Não sei como dei conta de criar 9 filhos”.

Entre os vários comentários a esse post, muitos se referiam ao fato de que antes isso era possível, mas, hoje, nem pensar.

É verdade. Essa façanha, porque mesmo naquela ocasião era uma façanha, é impossível para os dias atuais. E por vários motivos, entre os quais vida mais fácil, famílias organizadas de outra forma das atuais, mães com projetos diferentes de vida.

Tempos atrás, a média era 3 ou 4 filhos. Filho único, que hoje parece ser a regra, era exceção. Mas, poucas eram as famílias, que mesmo nos tempos mais fáceis, assumiam a tarefa de criar 7, 8 ou 9 filhos. Criar bem, dando teto, alimentação, educação, demandava muito trabalho, e muitas concessões.

Mas, sem dúvida a vida era mais simples. Não existiam os apelos comerciais, morava-se em casas com quintal, onde as crianças tinham espaço para as brincadeiras. Era mais fácil conseguir ajuda para os trabalhos domésticos, as compras eram realizadas com tranquilidade (lembro de uma verdureira que entrava com seu carrinho no nosso quintal, para mostrar seus produtos), as escolas e os serviços de saúde parece que eram mais acessíveis. 

Na fase de crescimento as crianças mais novas iam herdando as roupas dos mais velhos, os livros escolares também iam passando de um para outro. Não havia muitos autores de livros didáticos. Lembro que estudávamos História Geral e História do Brasil pelos livros do Joaquim Silva, Geografia Geral e Geografia do Brasil pelas obras do Aroldo de Azevedo. Esses livros eram adotados na maioria das escolas. Assim, mesmo que irmãos e irmãs estudassem em escolas diversas (de um modo geral as escolas não eram mistas) todos acabavam usando os mesmos livros. Isso ensinava a necessidade de ter cuidado com o livro, que era encapado logo no início do ano, e devia ser conservado sem dobras ou rabiscos.

As escolas exigiam o uso de uniformes, e isso era ótimo. Todos com roupas, sapatos e meias iguais. Assim, as crianças não precisavam de muitas roupas, nem sapatos. 

A maioria das brincadeiras não exigia gastos. Eram brincadeiras de “pega-pega”, “amigo-inimigo”, “estátua”, “telefone sem fio”, “queimada”, “amarelinha”, “pular corda”. Quando chovia, havia distrações dentro de casa. A televisão ainda não havia aparecido, e as crianças se distraiam com leitura de livros, palavras cruzadas, esconde-esconde, jogos de palavras, batalha naval. Enfim, havia muito o que fazer e, numa família grande, não faltava parceiro para os jogos e brincadeiras.

Os brinquedos e jogos infantis, adquiridos em lojas, eram em número pequeno. Lembro dos jogos do “pequeno construtor”, de “dominós”, de “palitos”, de “damas” e, para os mais crescidinhos, do “Banco Imobiliário”.

Parece que também era mais simples educar as crianças. Além de não haver as influências nocivas da televisão, e as inúmeras necessidades criadas pela propaganda, numa família grande uns iam educando os outros. Os pequenos viam os exemplos dos irmãos mais velhos, e os pais não precisavam ficar repetindo ensinamentos. Havia, também, a noção bem clara de que era necessário dividir. Isso era aprendido, praticamente, de forma automática.

E outro fato importantíssimo, para a criação de um número maior de filhos, era a presença da mãe em casa. Isso era o usual. Em primeiro lugar porque, na maioria dos casos, o trabalho do homem era suficiente para a manutenção da família, e depois porque os estudos, a carreira e o mercado de trabalho eram muito fechados para a mulher. Com tantas limitações, a mulher, de um modo geral, não tinha projetos profissionais e procurava sua realização dentro de casa. Quando precisava colaborar com as despesas domésticas, exercia trabalhos dentro de casa, ou outros considerados femininos e, comumente, num único período do dia.

Hoje, principalmente nas capitais e grandes cidades, a vida é agitadíssima. Quase todos vivem em apartamentos, a publicidade mexe terrivelmente com a cabeça das crianças (e dos pais também) criando mil necessidades, as escolas são caras, assim como os planos de saúde, os pais querem dar tudo (e mais alguma coisa) para os filhos, as mães querem e precisam trabalhar, o trânsito é caótico, dificultando as compras e tudo mais. Sem falar, também, que a organização da família mudou muito. Por tudo isso, concordo com as comentaristas que disseram ser impossível criar muitos filhos hoje em dia. A tarefa ficou bem mais difícil. Mas também acho uma pena o filho único estar se transformando em regra.


Imagem daqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Contágio bom


Sorriso contagia? Alegria pega? Bom-humor é contagioso?
Acho que sim. Quando estamos rodeados por pessoas alegres e bem-humoradas, sentimo-nos bem. E, ainda que sejamos mais fechados, acabamos nos contagiando e passando a viver de uma forma mais leve.
Talvez seja mais fácil percebermos isso se pensarmos na situação oposta. Quando ficamos muito tempo ao lado de alguém mal-humorado, ou deprimido, acabamos nos sentindo mal. Essa influência é real, e pode até ter consequências ruins. 
É claro que, por esse motivo, não devemos abandonar uma pessoa nessas condições, mas devemos estar atentos para não sermos envolvidos pelo mau-humor, ou ainda pela tristeza, e até depressão.
É claro, também, que se pudermos escolher, devemos procurar a convivência com pessoas alegres e de bem com a vida. Só teremos a ganhar. E, quanto mais vamos caminhando na vida, mais importante se torna o relacionamento com pessoas que sabem viver, que são sensíveis, gentis, que sempre descobrem o lado bom das coisas, que sabem rir e fazer rir.
É tudo que quero, e felizmente tenho a sorte de ter um marido de bem com a vida, gentil, espirituoso e brincalhão, e que sempre tem um comentário simpático para as pessoas que o rodeiam, ou que cruzam com ele no seu dia-a-dia. É ou não mais fácil viver assim?

Foto daqui.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Idoso e família

Caminhando na praia, vi sentadas num banco, de frente para o mar, uma senhora bem idosa e sua acompanhante. As duas estavam de mãos dadas e com as cabeças encostadinhas.

A senhora estava com os olhos fechados, e a jovem, devidamente uniformizada, encostada na idosa com um olhar amoroso.

Pensei, então, como essas moças contratadas para acompanhantes de idosos acabam se afeiçoando a eles e, muitas vezes, transformando-se na única, ou quase única, fonte de carinho e atenção para os mesmos.

Pensei, também, em como deve ser enorme o número de idosos que, embora com família, muitas vezes família grande, não merece ainda que esporadicamente uma visita dos seus descendentes. São filhos, netos e bisnetos, que poderiam levar, por algumas horas, um pouco de carinho, um clima de alegria (principalmente quando acompanhados por crianças) e um “ar” de família ao local onde os idosos residem: sua casa ou abrigo.

Pensei, ainda, como é difícil dar amor, e manifestar carinho para alguém que já não pode retribuir. 

Para uma criança, é fácil. Damos carinho e logo recebemos um sorriso, ou uma risada.

Para um idoso, quando mostramos afeição, muitas vezes sequer recebemos um reconhecimento da nossa pessoa. Anos atrás ele conhecia todos os seus descendentes e, com certeza, interessava-se por eles. Nessa época, a convivência era diferente. Porém, com as mazelas da idade, tudo muda. E a vida moderna, com todas suas dificuldades, necessidades e individualismo, colabora para o distanciamento dos familiares. Assim, principalmente os jovens, acabam se afastando. Talvez não encontrem sentido numa visita em que, muitas vezes, não serão reconhecidos.

Acho, contudo, que uma coisa é certa: a sensibilidade dos idosos se mantém. A necessidade de amor e de afeto, também.

Por isso, penso que aqueles que devem sua vida, lá longe, a um ato de amor desses idosos, poderiam ser generosos, no sentido de se programar para visitar seus velhinhos de vez em quando, nem que fosse para poderem passar alguns minutos de mãos dadas com eles, e com as cabeças carinhosamente juntas.


Fotos daqui e daqui.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Aprendizado


Vovó, quando eu crescer você me ensina a fazer bolo?
Ensino, minha linda.
Vovó, quando eu crescer você me ensina a fazer tricô?
Ensino minha netinha. E daí vai ser muito bom, porque você vai fazer um casaco para a vovó.
São várias as perguntas, como essas, que a Isadora me faz. 
O fato é que não preciso esperar que ela cresça, para começar a ensinar. Seu aprendizado já começou, e dia-a-dia ela vai aprendendo mais um pouquinho, até chegar a hora de colocar em prática o que aprendeu.
O primeiro passo de qualquer aprendizado é a motivação, e isso já vem sendo trabalhado. Quando estou tricotando, ela fica olhando atenta, mexe na minha caixinha de acessórios de tricô, diz que vai ficar cuidando dela, vai me passando alguma coisa que eu esteja precisando.
Quando vou fazer alguma coisa na cozinha, principalmente algum prato para ela, chamo-a para me ajudar. Ela adora me ver quebrar os ovos, ajuda a mexer uma massa, tira bolinhos das forminhas. Enfim, participa ativamente, até ver o resultado.
E até já dá uma ajuda efetiva na confecção do bolo de caneca. Nesse caso, ela é quem me convida: vovó, vamos fazer um bolo de caneca?
O bolo é muito gostoso. Às vezes fazemos para o lanche da tarde e ele acaba rapidinho.
Vale a pena experimentar:

Bolo na caneca

1 ovo pequeno (ou médio)
4 colheres de leite
3 colheres de óleo
2 colheres rasas de chocolate em pó
4 colheres rasas de farinha de trigo
4 colheres rasas de açúcar
1 colherzinha (de café) de fermento em pó.

Numa tigela pequena coloque o ovo, mexa bem. Vá colocando, aos poucos, os outros ingredientes. Misture bem.
Unte com manteiga, e polvilhe com farinha, uma caneca com capacidade de 300ml. Coloque a massa e leve ao forno de microondas por 2 minutos e meio. Espere um minuto e desenforme.

Cuidados especiais: Todas as colheres são colheres de sopa, com exceção da que medirá o fermento. As medidas devem ser rasas. O melhor é utilizar uma colher própria para medidas, e nivelar os ingredientes.
A massa pode ser feita diretamente na caneca. Nesse caso, não dará para desenformar.
É uma culinária rápida, quase de brincadeira, mas que agrada bastante.

Nesse fim de semana, a Isadora me disse: Vovó, na minha casa eu fiz o bolo de caneca com a mamãe, mas ele não saiu da caneca.
E eu: Já sei. Acho que vocês esqueceram de passar manteiga na caneca, e de jogar um pouquinho de farinha.
Ah, isso mesmo vovó. Vou falar para a mamãe.
E assim, minha menininha vai aprendendo a fazer coisas na cozinha, e a gostar de fazer.
Não é uma delícia?

Essas duas últimas fotos quem tirou foi a Beth, do Mãe Gaia, quando esteve nos visitando em Santos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Crianças em casa


Escolas fechadas como medida preventiva em relação à gripe causada pelo vírus H1N1 (gripe suína), crianças em casa.
E entre essas crianças, minha netinha Isadora, que veio de "mala e cuia" passar alguns dias com a vovó.
Foram dez dias de dedicação exclusiva, com muitas atividades. Dias com chuva e frio, enfrentados com distrações dentro de casa. Muitas histórias, alguns filminhos, brincadeiras com massa de modelar, giz de cera, quebra-cabeças e bonecas. No meio das férias, um dia de sol forte, que permitiu brincadeiras num parquinho da praia.
Mas o mais importante foi a oportunidade de muito contato entre a vovó e a netinha. Foram dias muito gostosos, embora à noite a vovó estivesse cansada. Falta juventude. Mas como sobra amor, o saldo sempre é positivo.
Assim, conosco tudo deu certo. 
Contudo, fico pensando nas centenas (ou milhares) de mães e pais, que ficaram com sérias dificuldades para enfrentar a questão das crianças em casa. Principalmente das crianças das creches e escolas públicas que, além de ficarem protegidas nesses locais, enquanto os pais trabalham, neles recebem alimentação quase que completa.
Como fizeram esses pais para contornar a situação?
Não seria o caso de dividir os ônus dos pais com as empresas e os empregadores? Que tal horários mais flexíveis?
Afinal, o problema é social, e a sociedade é que tem que dar uma resposta. Não vale jogar só nas costas dos pais.

Clique para aumentar a foto.

domingo, 9 de agosto de 2009

Meu pai





A comemoração do dia dos pais é relativamente recente, e não me lembro se havia o costume de festejar a data há alguns anos, quando meu pai ainda estava entre nós.
Mas não há como deixar de ter uma lembrança especial dele, no dia de hoje, e sobretudo de uma frase que eu o ouvi falar perto da sua despedida: "Não sei como dei conta de criar 9 filhos". 
A foto com os 9 filhos, acima, foi tirada nas bodas de prata (16/03/1957).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

1ª e 4ª gerações


Hoje fui almoçar com minha mãe, e passar algumas horas com ela. Levei comigo a Isadora , que entra na casa como um raio de luz. Faz com que a sonolência da “bisa” melhore, provoca risadas e até pequenos comentários.
Almoçamos as três, eu no meio. De um lado a serenidade, o silêncio, o olhar distante. De outro a vivacidade, a tagarelice, o olhar atento. Entre as duas, 92 anos e seis meses.
Acabei primeiro, disse a netinha, com o prato raspado. E a bisa, alheia e com lentidão, procurando dar conta do seu. Onde ficaram sua agilidade, seu vigor, sua alegria?
Por mais que estivessem presentes a alegria e a esperança, na pessoa da netinha, confesso que terminei o almoço triste (para não dizer arrasada). Não é fácil assistir a luz, que sempre nos iluminou, ir perdendo, dia a dia, sua força.
C’est la vie!
Mas, no decorrer do dia, momentos mais leves e animadores. Muita brincadeira da Isadora com o Júnior (cachorrinho da bisa), e o melhor: por três, ou quatro vezes, a bisa conseguiu expressar com rapidez aquilo que queria falar (uma das suas grandes dificuldades). Na hora do lanche: "cuidado com o garfo".
Logo depois: "que bonitinha. Vem aqui, bisnetinha" ( e abraçou-a).
E isso representou, para mim, um novo alento. 1ª e 4ª gerações conseguindo comunicar-se.


*Na 1ª foto a bisa em momento de cochilo. Na última, Isadora levando, por ideia própria, um banquinho para a bisa esticar as pernas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cinema em casa


Como estou planejando uma viagem para uma região onde se fala francês, achei que seria bom começar a acostumar meu ouvido à língua francesa, para não estranhar muito quando mergulhar no seu universo.

E como adoro cinema, conclui que essa seria uma boa oportunidade para assistir filmes franceses. Gosto de cinema nas salas próprias mas, no caso, seria impossível conseguir filmes franceses em quantidade, no circuito comercial. Apelei, então, para o aluguel de DVDs, e consegui filmes tão bons que passei a achar que o programa de cinema também pode ser bom em casa. Desde que sem interrupções.

O primeiro que assisti foi Meu melhor Amigo, sobre o qual falei aqui.

Quando fui devolvê-lo, não resisti e loquei mais 4, para aproveitar o fim de semana: "A Glória do Meu Pai", "O Castelo da Minha Mãe", "Pais, Filhos e Etc." e, por último, "Molière".


A Glória do Meu Pai e O Castelo da Minha Mãe, são filmes do ano de 1990, dirigidos por Yves Robert e baseados nas memórias do escritor Marcel Pagnol. São filmes encantadores, que celebram a infância, a amizade e as relações familiares. Devem ser vistos nessa ordem e o primeiro, como o nome sugere, é mais focado na figura do pai. O segundo, O Castelo da Minha Mãe, tem uma carga maior de ternura e emoção. Recomendo com entusiasmo esses dois filmes.

O outro, que também é um programa e tanto, é o Pai, Filhos e etc., classificado como comédia dramática, sob direção de Michel Boujenah. Um pai idoso e solitário, o ótimo ator Philippe Noiret ( do Cinema Paradiso), quer aproximar seus três filhos adultos, que não se entendem, e convida-os para uma viagem, que seria quase que sua despedida da vida. O filme tem passagens gozadíssimas, e demos muitas risadas. A tradução acrescentou ao nome um inexplicável "etc.", pois o filme trata, basicamente, do relacionamento entre um pai e seus três filhos.

A programação dos filmes tem sido tão boa, que se a viagem não se concretizar seu planejamento serviu, pelo menos, para me divertir bastante.


Poltrona daqui.