Bolsinha dengosa

Outro dia escrevi sobre bailes de formatura dos meus tempos de juventude. Aqueles bailes em que as moças colocavam seus vestidos longos, de tule ou tafetá, os rapazes iam de terno, muitas vezes de smoking, e a orquestra, depois de muitos boleros, foxtrots e sambas-canções, garantia três valsas lindas, usualmente à meia-noite. Tudo era muito elegante. E não é que outro dia, arrumando uma gaveta de lembranças, muitas dos tempos das valsas, voltei aos meus 15 anos ao encontrar minha “minaudière”. Minaudière, com seu nome original vindo da França, é uma bolsinha metálica com pequenas divisões internas, e um espelho. Continha o essencial para uma noite de festa: espaço para um batom, pó de arroz, ou compacto, pequena esponja e um espelho. Havia minaudières um pouco maiores, com outras repartições, inclusive para piteiras e pequenos relógios, e que eram usadas nos grandes salões. Com essa bolsinha tão especial, as jovens compunham seu figurino de festa. Na verdade, a minaud...