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Como não amar?

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Passei horas desse sábado ouvindo o Chico. E quanto mais ouço o Chico, mais gosto dele, mais o admiro. Chico Buarque, cuja obra é de uma riqueza difícil de ser medida, engrandece nossa cultura há mais de cinquenta anos, e garante, à minha vida, momentos de imenso prazer. Suas canções me provocam, já nas primeiras notas, enlevo, encantamento, bem-estar. Sua poesia, é de um lirismo único. Amou daquela vez como se fosse a última … Pai, afasta de mim esse cálice … O meu amor tem um jeito manso que é só seu … A Rita levou meu sorriso No sorriso dela …. Quando olhastes bem nos olhos meus E o teu olhar era de adeus … Lembro bem do II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, quando Chico, com beleza e timidez, apresentou sua canção “A Banda”, vencendo a disputa, junto com “Disparada”.   A partir de então, colecionou sucessos, com canções de amor, canções do cotidiano, canções de cunho social. Canções com temas a partir do ponto de...