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Cores na cozinha

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A beleza pode ser encontrada em quase todos os lugares. Assim como o prazer. Comecei o dia cuidando de duas hortaliças e, de repente, ao abrir a abóbora cabotiá, e descascar as batatas doces roxas, fiquei tocada pela beleza das cores. Além dos sabores, da memória afetiva de vários pratos, da satisfação de ver o resultado de novas receitas, dos aromas, a cozinha muitas vezes nos surpreende e nos mostra a beleza das cores e das formas. Nesses dias difíceis, precisamos, cada vez mais, aproveitar todos os detalhes, todas as visões, todos os atos e sons que nos rodeiam e nos surpreendem agradavelmente. E assim, vamos procurando viver bem no nosso pequeno universo. 113 dias. Nota - Esse quiabo diferente tem formas lindas. E é gostoso. A batata doce roxa é deliciosa. Fui descascando e provando.

Motivação

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Fácil é perceber como a motivação, o interesse, são importantes na realização do que temos que fazer.  São verdadeiros impulsos, que nos jogam com entusiasmo nas atividades, mesmo quando estamos atravessando situações difíceis. Situações que poderiam funcionar como gatilhos de desânimo e de abatimento. E nessa linha, vejo como foi fantástica a minha ideia de resgatar meu blog de comidas simples e rápidas. Estou em casa há 22 dias, só com ajuda do Berto, meu marido. Tive que assumir a cozinha que, por tudo que envolve, é uma atividade cansativa. Gosto de cozinhar, de descobrir novos pratos, novos sabores. Mas daí a ter que cozinhar diariamente, há uma distância. E, de repente, com a obrigação, dada por mim mesma, de manter atualizado meu blog "Um, dois ... feijão com arroz" , sinto-me fortemente motivada a fazer minhas comidinhas, fotografá-las e organizar a receita.  Soma-se à motivação o interesse em tentar  levar algo bom para os outros.  Em d...

De prosaico a "cult"

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Outro dia, para o almoço, fiz um quiabo refogadinho. Lembrei muito de minha mãe, que quase não gostava de verduras ou hortaliças, mas apreciava bastante um quiabo bem feito, ou seja, sem sua característica baba. Tirei algumas fotos da minha preparação, pensando num possível post.  E não é que, passados alguns dias, li uma matéria * exaltando o quiabo, e afirmando que ele ganhou”status”, conquistou os “chefs” e passou a ser usado em pratos refinados?  Até suas sementes passaram a ocupar um lugar de destaque, sendo servidas como caviar vegetal por uma famosa “chef” brasileira.             Prato de quiabo em que as sementes se transformam num caviar vegetal, da chef Roberta Sudbrack Antes dessa "descoberta", o quiabo não frequentava lugares estrelados. Pois é. Também existe preconceito em relação a ingredientes ou comidas, e ele sofria desse mal. E parece, também, que algumas coisas precisam ser “descobertas” por “...

Memória culinária

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Aprendi a cozinhar em casa. Só de observar minha mãe, quando criança. Prestava atenção na elaboração dos pratos e, quando resolvi me aventurar na cozinha, vi como esse aprendizado havia sido importante. Hoje, acho que isso dificilmente acontece. As mães, d e um modo geral,  se encontram no mercado de trabalho, e as crianças têm seu dia ocupado com a escola e outros cursos. Não existe mais aquela situação dos filhos rodeando a mãe, em casa, e observando suas atividades. Ainda que mãe e filhos passem um período do dia juntos, e ainda que a mãe enfrente a cozinha para preparar uma refeição, provavelmente as crianças estarão distraídas com outras coisas, como jogos eletrônicos, computador, televisão. Penso que o apelo de tudo isso será muito maior do que o apelo para observar as tarefas domésticas, e aprendê-las. É uma pena, pois o aprendizado em casa ocorre de uma forma absolutamente natural. E o que se observa muitas vezes, acaba ficando bem gravado na memória. Pen...

Estresse e cozinha

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O dia foi complicado. Decisão difícil de ser tomada, que causou um estresse grande. Aliás, o estresse começou há alguns dias, quando eu percebi que teria que tomar essa decisão. Decisão tomada, o jeito é tentar relaxar. Como? Talvez andando um pouco na orla da praia. Hora do pôr-do-sol, mar calmo, passando paz e tranquilidade. Antes de sair, um trovão, seguido de chuva forte. Como relaxar? Na cozinha. Sim, a cozinha pode ser relaxante. Basta fazer algo saboroso. Daí, lembrei-me de um “Crêpe Suzette” , que fiz há algum tempo, e que ficou delicioso. Mas também lembrei de um Maple Syrup, aguardando uso em panquecas, e de um doce de leite cremoso, pronto para ser consumido. Resolvi. Vou fazer panquecas ligeiramente mais grossas, com a receita do Crêpe Suzette, e servi-las com o doce de leite e com o maple. E tudo deu certo. As panquecas ficaram muito gostosas, e o estresse diminuiu bastante. Quem sabe amanhã acordo absolutamente tranquila. Ou, então, vou acabar de me curar andand...

Cozinha a quatro mãos

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Vi um prato tentador no Sabor Saudade, e resolvi fazê-lo para o jantar. Minha netinha, que está com dois anos e quatro meses, tinha acabado de chegar da escolinha, e convidei-a para me ajudar. É claro que ela adora mexer em água e, por isso, pedi que ela lavasse as folhas de espinafre, junto comigo. Depois, ela ficou encarregada de secá-las. E assim, a quatro mãos, fomos montando a nossa “Galette de tomate”. Essa é a receita da Claudia, do Sabor Saudade. “Receita: Massa folheada pronta ou feita em casa 4 a 5 tomates 2 xícaras de espinafre bebê 1 xícara de queijo ralado (muzzarela, gruyére, jarlsberg ou outro). 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado 2 colheres de sopa de mostarda dijon 1 gema de ovo Ramos de salsinha sal e pimenta do reino a gosto Como: Abra a massa folheada sobre uma área esfarinhada até ficar do tamanho de uma forma de torta ou de um refratário raso. Forre a forma/refratário com a massa deixando sobras nos quatro lados. Espalhe a mostarda sobre a massa e tempere...