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Vontade doce

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Hoje acordei com vontade de comer panquecas no café da manhã. Com geléia, ou com “maple syrup”, que acabei de ganhar da Priscila. Achei curiosa essa minha vontade, pois não costumo inovar muito na primeira refeição. Cheguei a pegar a receita, mas acabei desistindo. Costumo tomar o café da manhã logo depois de acordar, e fazer a massa, e tudo o mais, iria tomar algum tempo. Resolvi deixar para outra ocasião. Mas no meio da manhã a vontade retornou. Daí, tive a ideia de fazer as panquecas em forma de “Crêpes Suzette”, para sobremesa do almoço. Usei a receita de panquecas salgadas da minha mãe, e fiz pequena adaptação para adoçá-la. Pesquisei um pouco sobre a calda, e montei minha receita. Ficou deliciosa! O comentário do Berto foi: por que você levou tantos anos para fazer essa delícia? É verdade. Não sei por que. Só sei que hoje, inexplicavelmente, me bateu essa vontade. Vale a pena registrar a receita. Massa: 1 copo (americano) de leite 1 copo mal cheio de farinha de trigo 1 ovo 1 colh...

Agir por prazer?

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Ao ler o que Dulce Critelli* escreveu na Folha Equilíbrio (23/07/09) sobre dois jovens que, embora com enormes limitações físicas, mantêm projetos e até encontraram uma atividade que os ocupa, e os realiza, pensei, como ela, no grande número de pessoas que não sabem o que fazer da vida. Pessoas entediadas, pessoas que não aceitam trabalho porque não é esse seu sonho, ou porque o salário é pequeno, ou porque vão esperar uma oportunidade melhor, mas sobretudo, como diz a articulista, porque só querem fazer aquilo que lhes dá prazer. Algo que dê prazer. Realmente, não sei quando começou a fase do prazer como meta de vida. É evidente que o prazer é importante, mas também é evidente que podemos criar os estados de prazer. Podemos aprender a sentir prazer, podemos aprender a gostar de situações que nos eram indiferentes ou, até, que nos desagradavam. Para isso, é imprescindível querer, é preciso ter vontade. Se alguém consegue trabalhar na área pela qual é apaixonado, ótimo. Mas se não tem o...

Fortalecendo a vontade

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Estudei em colégio de freiras, cujos ensinamentos, na área comportamental, nem sempre recebem aprovação. Não sei como estão agora, mas na minha época, que era extremamente repressiva, dá para se ter uma idéia da rigidez das escolas religiosas. Contudo, colocando na balança, acho que o resultado dessa educação foi positivo. Muitas foram as lições de amor e respeito ao próximo, que reforçavam as que recebíamos em casa. Lembro bem de uma orientação que recebemos em relação à importância de fazer-se sacrifícios. Hoje, época em que a busca do prazer orienta praticamente todas as ações, tal lição seria desconsiderada ou, caso fosse dada, seria ridicularizada. Um dos exemplos que nos foi dado naquela ocasião, era o de uma garota que ganhara uma caixa bombons que adorava, mas que deixou para prová-los só no dia seguinte. Isso, com a intenção de fazer sacrifício. Que bobagem, dirão muitos, para que fazer sacrifício? Sacrifício, no caso, nada mais é que uma renúncia, ou adiamento de um prazer, d...