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Doenças infantis

Há anos atrás, as doenças infantis eram bem definidas e apresentavam sintomas que permitiam um diagnóstico fácil. Algumas eram mais comuns, e muitas vezes as mães até incentivavam o contágio para que as crianças logo ficassem livres delas. Em certos casos, tendo uma vez a doença, ela não se repetiria. E, quanto mais cedo tivessem, melhor era, pois os riscos na adolescência, ou na idade adulta, seriam maiores. Assim, nossos filhos tinham caxumba, coqueluche (ou tosse comprida), catapora e, às vezes, rubéola (era menos comum). Sabia-se exatamente quais eram os sintomas, qual era o tempo de incubação, e qual o tempo de duração da doença. Muito freqüentes, também, eram as amidalites, que causavam febre alta. Com o tempo, quase todas essas doenças foram sumindo, graças ao desenvolvimento das vacinas. E daí, houve a explosão das viroses sem nome (pelo menos para os leigos). Vírus de múltipas espécies, que passam a causar problemas para nossas crianças principalmente quando elas começam a fre...

Compreensão

Outro dia, conversando com uma jovem amiga, ela me disse que havia ficado surpresa com uma circular que havia recebido da escola do seu filhinho de 3 anos. A circular informava que, como no sábado haveria na escola uma programação cultural, as professoras estariam ocupadas na véspera e, por esse motivo, não haveria aulas na 6ª feira. O comunicado terminava pedindo a compreensão das mães. Se ela ficou surpresa, eu fiquei estupefata. Como é possível uma escola suspender as atividades por um dia, para organizar um evento. Estamos falando de atividades de escola maternal, onde as crianças se encontram principalmente porque suas mães são profissionais, e não têm com quem deixar seus filhos. Algumas mães, numa situação como essa, conseguem resolver a questão apelando para parentes disponíveis. Outras, que são profissionais liberais, talvez consigam reorganizar sua agenda, para poderem ficar em casa. Mas, e aquelas que têm vínculo trabalhista e não têm ninguém que as socorra? Devem faltar ao ...