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Mostrando postagens com o rótulo médico

E agora, Sr. Doutor?

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"É como suspeitei. Realmente, você não vai poder disputar a Copa do Mundo". Foram essas as palavras do meu irmão Osvaldo, ao receber o resultado de uma ressonância magnética a que eu me submetera. - Você teve rompimento dos ligamentos cruzados anteriores do joelho. Não vai dar para jogar. E tudo porque, num movimento mal executado, eu torci o tornozelo e o joelho direitos. Cada um tomou uma direção, e eu tive uma queda leve. Isso aconteceu durante o vôo de Lima para São Paulo, no último dia 2 de abril. Precisei descer do avião numa cadeira de rodas, porque teria dificuldades para andar todo o imenso trajeto do aeroporto. Fui a um hospital com Pronto Atendimento e, depois de radiografias, saí com a recomendação de tomar um anti-inflamatório, fazer sessões de fisioterapia e, se entendesse necessário, procurar um ortopedista para fazer uma ressonância magnética. A radiografia servira somente para a pesquisa de eventual fratura, mas a ressonância é que servir...

Mulher-coragem

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"Estou ao mesmo tempo emocionada, com algum medo do desconhecido, mas com muita vontade de trabalhar, de ter uma nova experiência. Vou para um distrito indígena da Amazônia. Sempre tive um fascínio de conhecer os povos, trabalhar lá", disse a espanhola Sonia Gonzalez. Essas palavras, e a imagem da médica que as disse, estão repercutindo em mim desde ontem, depois que assisti um noticiário na televisão. O Programa Mais Médicos, instituído pelo governo brasileiro, numa tentativa de levar médicos para as comunidades necessitadas, principalmente das regiões mais longínquas, começou de verdade. Fiquei admirada com a rapidez com a qual foi instituído e colocado em vigor. Realmente, problemas como os que ele quer solucionar, precisam ser enfrentados sem adiamentos. E eu torço para que seja um sucesso. A médica, que me levou a escrever essas linhas, é uma médica de Saúde da Família, espanhola, mas que atuou em Portugal por 10 anos, e que veio para atuar no ...

Medicina humanitária

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Quando se fica doente, o que mais se quer, além do carinho dos próximos, é receber cuidados e atenção para se manter a esperança da cura. É saber que alguém nos atenderá e prestará sua ajuda, para que logo possamos nos sentir bem. Fico pensando na quantidade enorme de pessoas, que vivem nos mais afastados rincões, a grande maioria em extrema pobreza, pessoas essas que adoecem, que sentem todas as dores dos seus males, e que não têm como manter a esperança da cura. Não têm alguém que as atenda, que as escute, que as ajude. Será que para terem algum alento, é preciso uma estrutura complexa, e completa, de atendimento? Lembro da minha infância, quando éramos atendidos, em problemas de saúde, por médicos que não se serviam de qualquer exame, e faziam diagnósticos por contato pessoal.  Lembro, também, dos médicos homeopatas, clínicos gerais, que atendiam e cuidavam de doentes, com dedicação e competência, mas com muita simplicidade. E penso, novamente, nos nossos...

Supermédico

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É incrível como acompanhar o crescimento de um neto nos traz renovação e faz com que resgatemos coisas boas do passado. Já fiz companhia para minha filha muitas vezes, nas consultas médicas da minha netinha. Mas por duas vezes precisei ir sozinha com a Isadora, pois sua mamãe estava impossibilitada pelo trabalho. Daí, assumi aquela figura da “mãe duas vezes”, e lembrei da época em que acompanhava meus filhos ao pediatra. Veio à minha lembrança a figura fantástica do “supermédico” pediatra dos meus filhos, que os acompanhou desde os primeiros minutos de vida até a adolescência. Médico dedicado, competente, humanitário, amigo, enfim, portador de todas as qualidades necessárias para quem cuida da vida de outra pessoa. Fui ao seu consultório, primeiro na rua Amador Bueno, e depois na Av. Conselheiro Nébias, em Santos, durante anos. No primeiro ano de vida das crianças, o acompanhamento era mensal. Depois, com um pouco mais de espaço, ou sempre que uma das crianças apresentava algum sintoma...

Dia dos pais

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Meu pai jovem. E na sua última foto. A lembrança mais antiga que eu tenho, é de um fato ocorrido quando eu tinha pouco mais de dois anos. Estava brincando no quintal da nossa casa, com uma amiga mais velha, quando ela se pendurou numa jardineira (floreira) que enfeitava uma das janelas da casa e a jardineira despencou. Na queda, a jardineira raspou minha perna direita e provocou uma fratura. Nessa época, éramos cinco irmãos e o caçula tinha alguns meses. Minha mãe providenciou para que meu pai fosse chamado no seu serviço, e logo depois ele estava chegando em casa. Colocou-me no seu carro e levou-me ao médico. E é justamente essa a minha lembrança mais antiga : eu sendo levada ao médico, por meu pai. Todo o resto da história, eu sei porque me foi contado quando eu era mais crescidinha. Um mês antes da minha fratura, meu irmão Beto (Gilberto) havia “quebrado” o braço. Lá fora meu pai, levá-lo ao médico. E muitas foram as outras ocasiões em que ele precisou socorrer algum filho, por m...