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Sentido das rosas vermelhas

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Quando completei 39 anos, há muito e muito tempo, recebi de surpresa uma visita na parte da tarde. Junto com seus cumprimentos, Dª Helena, que havia mudado há pouco para Santos, trazia para mim um lindo buquê de rosas vermelhas. Fiquei encantada com a gentileza. O tempo passou, perdemos o contato pessoal por anos e, de repente, esse fato voltou à minha lembrança. E eu pensei: não posso deixar de retribuir a gentileza que recebi há tanto tempo. No ano passado, quando resolvi descobrir a data do seu aniversário, ela já havia passado. Nesse ano, fiquei atenta. E no dia 27 de setembro, dia em que Dª Helena estava completando 89 anos, lá fui eu até sua casa carregando um buquê de rosas vermelhas. Na floricultura. Foi lindo! Ela me disse que eu não imaginava como ela estava se sentindo feliz. Então, eu lhe disse que há tempos ela também havia me feito feliz levando-me rosas vermelhas. Ela não se lembrava de ter me levado as rosas, mas se re...

Etiqueta net

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Há alguns anos atrás (ou serão muitos?), a comunicação entre amigos que viviam em lugares distantes ocorria basicamente pelas cartas. Havia blocos com papel de carta comum, blocos com papel especial para cartas com remessa aérea, envelopes adequados. E era uma delícia receber uma carta de um amigo, e havia um gosto especial em esperar o carteiro para ver se a correspondência esperada havia chegado. Lia-se a carta com alegria, e logo que possível respondia-se ao amigo que nos havia escrito.Era uma forma de agradecer a delicadeza da correspondência, e de manter-se a amizade. Hoje, as cartas praticamente sumiram. Pela caixa de correio só chegam faturas e propagandas. A comunicação entre amigos dá-se por e-mails, torpedos e mensagens nas redes sociais. Entre esses tipos de comunicação, muitos são para a comunidade, em geral, mas muitos são dirigidos especialmente a alguém. Isso acontece principalmente com os e-mails. E daí é que surge a pergunta: por que, nem sempre, a ...

Historinhas da Isadora

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(Alerta: essa é uma conversa de vovó). Às vezes eu chego a duvidar do poder do exemplo na educação, mas em muitas ocasiões eu devo reconhecer que ele tem um papel muito importante. E digo isso só de observar vários dos comportamentos da minha netinha, que embora tenha somente 4 anos demonstra ser observadora, e assimiladora de lições passadas só por exemplos. Historinha nº1 Outro dia estávamos num shopping e ela fez um lanchinho rápido, saindo da lanchonete com um pacotinho de batatinhas. Foi comendo pelo caminho, até acabar. Nesse meio tempo entramos numa perfumaria e ela, estendendo a mãozinha para a vendedora, perguntou: Você tem um lixinho? Dentro da sua mão estava o saquinho amassado. É exatamente o que fazemos. Às vezes andamos quadras com um papelzinho na mão, até encontrarmos um recipiente para lixo. Historinha nº2 Ela é muito gentil, e gosta bastante de agradar todas as pessoas. Outro dia, estando em São Paulo, fui visitá-la. Sua mamãe estava trabalhando, e ela...