O prazer da leitura
Não costumo ver muita programação da televisão, mas às vezes estou diante dela e tenho a atenção chamada para alguma coisa interessante. Outra noite, não sei em qual canal, assisti a uma entrevista de rua, realizada na década de 70. O repórter abordava pessoas diversas, com prevalência dos jovens, indagando quantos livros liam por mês. Fiquei bem impressionada com o resultado e acho que, a média, naqueles tempos, era de um a dois livros por semana. Tentei voltar às minhas memórias da referida década e lembrei que o livro, muitas vezes, acompanhava seu leitor durante o dia. O tempo livre das pessoas era preenchido pela leitura de um livro, em ônibus e outros meios de transporte, nas salas de espera de consultórios médicos ou odontológicos, e em outros lugares em que se deveria aguardar um determinado horário. Cheguei a ver uma jovem lendo seu livro num teatro, enquanto aguardava o início da peça. Com a chegada do celular, todas as esperas foram preenchidas com buscas e interações ...