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Ditados populares

Você já precisou dar “o braço para torcer” ? E já ficou em situações em que “ a porca torce o rabo” ? Mas provavelmente, em alguma época da vida, já teve que se lembrar que “de grão em grão, a galinha enche o papo” , bem como de que “devagar se vai ao longe” , pois “a pressa é inimiga da perfeição”. E quem criou, ou está criando, filhos sabe que “ é de pequenino que se torce o pepino” porque, caso contrário, não vai adiantar “chorar sobre o leite derramado” . Muitas vezes percebemos que “uma andorinha só não faz verão” , mas também vale lembrar que “antes só que mal acompanhado” . E “amor com amor se paga” , mas “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” , mesmo porque o importante é “cada macaco no seu galho” . Quando criança eu não gostava de ouvir “nem que a vaca tussa” , ou então ‘‘pode tirar o cavalinho da chuva” . Mas gostava de escutar que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e também que “mais vale um pássaro na mão do que dois voando” . Essa forma ...

A bênção, vovó.

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Há alguns anos era costume pedir “a bênção” para os pais, avós e até padrinhos. O pedido de bênção acompanhava o cumprimento, ou era o próprio cumprimento. Quase sempre pedia-se, ou tomava-se, a bênção beijando a mão dos pais, avós e padrinhos, antes de beijar-lhes o rosto. Em resposta ao pedido, ouvíamos “Deus o (a) abençoe”. Talvez até fosse um pedido mecânico, realizado pela força do hábito, mas tinha sua beleza. Mostrava que víamos essas pessoas com amor, mas que reconhecíamos, nelas, um poder fortemente ligado a Deus. E esse poder consistia em interceder a fim de que nos fossem concedidas graças e forças especiais, importantes para nossa caminhada pela vida. Fui muito abençoada, e acho que as invocações a Deus feitas por meus pais, avós e padrinhos, tiveram grande peso nesse processo. Com o passar do tempo os costumes mudaram mas, sem dúvida, continuamos mental e espiritualmente a pedir “a benção” a nossos pais (quando ainda os temos), e a pedir a Deus que abençoe nossos filhos e ...

Ditados das avós

Interessantes eram os tempos antigos, quando os mais velhos sempre tinham um ditado, ou uma citação, diante das mais diversas situações. Logo no início da vida desse meu blog, em junho/08, postei um texto onde fiz referência a dois ditados muito utilizados por minha mãe. Diante de uma criança “insubordinada” (êta palavrinha antiga), lá vinham aqueles seu ditados: “É de pequenino que se torce o pepino” e “Haja alguém que nos governe” (quando os pais eram extremamente tolerantes). Quando uma criança insistia em querer fazer, ou ter, algo não permitido, lá vinha o ditado : “Pode tirar o cavalinho da chuva”. Isso encerrava o assunto. Minha avó Olga tinha um repertório ultra-extenso. Realmente, os ditados faziam parte do seu dia-a-dia. Cometeu alguma bobagem, ou deixou de fazer algo que deveria ter feito, disso resultando prejuízo? “Não adianta chorar sobre o leite derramado”. Está numa situação difícil, sem o vislumbre de qualquer saída? Isso é o mesmo que “estar no mato sem cachorro”. ...