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Música e sonho

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Foto da web. Comecei a tocar piano aos 5 anos, graças à facilidade de ter uma escola de música a dois passos da minha casa. Era o Instituto Musical Santa Cecília, que foi uma escola de muito destaque em Santos, cuja proprietária, e diretora, era uma das minhas tias, irmã do meu pai, Maria Amélia, de apelido Mana. Como sempre estava circulando pelo Instituto, acharam que eu poderia iniciar meus estudos de piano, com aquela pouca idade. Minha primeira professora chamava-se Angélica, também da família, e que anos depois comentou que eu era muito esperta no teclado. Segundo ela, eu era “muito prosa”, pois gostava de tocar com os olhos fechados, indo “com os dedinhos” nas teclas certas. Sempre adorei tocar piano. Fiz os 9 anos do curso regular e estudei mais alguns anos. Ao lado do repertório erudito, tocava, e ainda toco, música popular, “tirada de ouvido”.  Nos tempos da minha infância era muito comum as meninas estudarem piano. As casas eram grandes, e comportav...

A vez da vovó

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Chegamos, há pouco da Disney, onde a Isadora colheu autógrafos de vários personagens das histórias infantis. Ficava numa fila, apresentava seu caderninho, e lá vinham as assinaturas do Mickey, Minnie, Princesas, Pinóquio, Gepeto e muitos outros. Nem bem voltamos e a vovó teve a oportunidade de, mais uma vez, ir à Sala São Paulo para assistir uma apresentação do renomado concertista Nelson Freire, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). E daí, chegou a vez da vovó. No final da maravilhosa apresentação do Concerto para Piano em lá menor, op. 54, de Schumann, o pianista colocou-se à disposição para autografar CDs, DVDs, ou programas. Logo formou-se uma fila. E a vovó entrou nela. Na verdade, o que a vovó queria era ter a oportunidade de trocar algumas palavras com o pianista. Mas aproveitou para uma tietagem completa. Conversou, obteve seu autógrafo, e saiu em fotos com ele. A vovó adora aproveitar essas oportunidades. (As fotos não ficaram muito boas. Talvez, com...

Derramando o leite?

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Adoro piano. Adoro tocar piano. Mas se gosto tanto, por que toco tão pouco? Será algo semelhante aos relacionamentos pessoais? Algo como gostar de alguém mas não manifestar amor, e nem procurar aproveitar sua companhia? Será que se algum dia for acometida por uma dessas “..troses”, ou “..trites”, que muitas vezes aparecem com a idade, terei dificuldades para tocar piano? E daí, será que vou chorar? Ou lamentar aquilo que não fiz? Valha-me Santa Cecília! (Com um fundo musical, já falei um pouco sobre isso aqui . É de lá esse filminho).

Sonho e amizade

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A cidade de Santos, que hoje completa  464  anos, já tem seu piano de cauda de qualidade: um Steinway Concert Grand. Acho que esse deve ter sido um dos principais sonhos de D. Aura Botto de Barros, uma senhora batalhadora e ligada à cultura. Depois de muita luta, por mais do que uma década, conseguiu sensibilizar o poder público municipal para a necessidade de Santos ter seu próprio piano. Depois disso, e por intermédio de um programa de incentivo fiscal, foi mais fácil conseguir o apoio de três empresas patrocinadoras. A cidade, até então, sempre que recebia algum pianista para concertos, tinha que alugar o instrumento. Pois bem, em 17 de novembro de 2009 nosso piano chegou ao Teatro Coliseu, e D. Aura lá estava para recebê-lo. Disse que aquele era um "dia incrível".                                        (Dia da chegada do piano. Foto, daqui ). Para sua estreia, nada melhor do que um concerto durante os festejos pelo aniversário da cidade. Foi então que ela recebeu ...

Piano "al mare"

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Adoro música, e adoro tocar piano. O incrível é que, embora adore tocar, e tenha piano em casa, passo meses sem sequer levantar a tampa do meu piano. Mas há ocasiões em que a vontade de tocar é insuperável, e isso aconteceu nessa sala maravilhosa do navio em que estivemos no último fim de semana. O piano: meia cauda. O lugar: lindo, com mar em toda a volta. Estávamos conhecendo os vários ambientes do navio, e chegamos a esse. Os outros passageiros deveriam estar na piscina, ou em outros lugares agitados. Lá, o silêncio, eu e meu marido. O piano me chamou, e eu sentei. Enquanto eu tocava, chegou um passageiro, que ficou me ouvindo e até filmou e tirou fotos (que já me enviou por e-mail). Foi tudo de improviso. No meio, meu marido cantarolou. Se eu soubesse, teria dado um tom mais adequado para ele. Se eu soubesse, também teria me arrumado melhor para a audição (até escuto minha mãe dizendo: precisa arrumar o cabelo). Foi um momento lindo da viagem. Meu marido fez trê...