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Respeito é bom.

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Frio e chuvinha. Saí para ir até o Banco em que sou correntista, e que tem, na sua parte da frente, vagas para seis carros. Uma delas, devidamente assinalada, é reservada para deficientes físicos. Quando cheguei, só ela estava desocupada. Na rua, nenhum lugar que eu pudesse estacionar. Fiquei, então, do outro lado da rua, aguardando a saída de algum carro. Nessa mesma hora, chegou uma motorista, e parou na vaga de deficiente. Olhei, e vi que além de jovem, não apresentava qualquer deficiência física. Preparei-me, logo em seguida, para entrar numa vaga que estava sendo desocupada, quando outra motorista, que estava se aproximando, tentou ocupá-la antes que eu o fizesse. Buzinei, e fiz sinal de que estava ali esperando para estacionar. Entrei no Banco e me dirigi a um funcionário que fica no saguão das caixas automáticas. Contei o ocorrido em relação à vaga de deficiente, e ele me disse que nada podiam fazer. Que isso acontecia por uma questão de educação. A jovem que ocupara a vaga...

Desrespeito continuado

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Diz o art. 3º da Lei nº 10.741 de 1.10.2003 (Estatuto do Idoso): "É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: I - atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; II ....." Sim, o Estatuto do Idoso garante o atendimento preferencial imediato e individualizado, em qualquer estabelecimento de atendimento público. E isso é de conhecimento geral, tanto que, nesses locais, sempre há placas noticiando o atendimento preferencial a idosos. Pois bem. Embora cercada por essas placas, que informam sobre o atendimento prioritário, não há uma vez em que eu vá a uma far...

Conversa interrompida

Isso não ocorria só na hora do almoço, ou jantar. Em tempos, que já vão longe, as crianças, em nenhuma hipótese, poderiam interromper os mais velhos, ainda que fosse para falar alguma coisa com suas mães, ou pais. Deveriam aguardar uma pausa na conversa, para então colocarem suas palavras. Fiquei anos sem ver qualquer ensinamento nesse sentido, até que um dia, na casa de uma cunhada, vi quando ela repreendeu seu neto, então com uns 7 ou 8 anos, porque ele estava interrompendo nossa conversa. Ela lhe disse : “a vovó está conversando. Espere sua vez”. Achei incrível! Realmente, há muito tempo eu não ouvia isso. Como seria bom se conseguíssemos chegar a um equilíbrio e, sem qualquer tipo de excesso, fazer com que nossas crianças aprendessem a esperar um pouquinho, sem interromper seus pais a todo instante. Vocês já repararam como é difícil manter qualquer conversa quando as crianças estão por perto? E não estou me referindo só às crianças pequeninas, mas também às mais crescidinhas. Suas ...