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Agir por prazer?

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Ao ler o que Dulce Critelli* escreveu na Folha Equilíbrio (23/07/09) sobre dois jovens que, embora com enormes limitações físicas, mantêm projetos e até encontraram uma atividade que os ocupa, e os realiza, pensei, como ela, no grande número de pessoas que não sabem o que fazer da vida. Pessoas entediadas, pessoas que não aceitam trabalho porque não é esse seu sonho, ou porque o salário é pequeno, ou porque vão esperar uma oportunidade melhor, mas sobretudo, como diz a articulista, porque só querem fazer aquilo que lhes dá prazer. Algo que dê prazer. Realmente, não sei quando começou a fase do prazer como meta de vida. É evidente que o prazer é importante, mas também é evidente que podemos criar os estados de prazer. Podemos aprender a sentir prazer, podemos aprender a gostar de situações que nos eram indiferentes ou, até, que nos desagradavam. Para isso, é imprescindível querer, é preciso ter vontade. Se alguém consegue trabalhar na área pela qual é apaixonado, ótimo. Mas se não tem o...

Ano novo, novo nome

Hoje meu blog completa 7 meses e, durante todo esse tempo, tem me dado muito prazer. Descobri, com ele, uma atividade criadora e apaixonante, que eu estava buscando desde que pensei em me aposentar. Explico essa busca, aqui . Foi meio de improviso que criei o blog. Antes dele, eu não tinha o hábito de ler outros blogs, e nem sabia que existiam tantos. Minha filha criara o seu um pouco antes, e foi a partir dele que eu criei o meu. A questão do nome, na ocasião, não me preocupou. Como eu fui incentivada por algumas comentaristas do blog da minha filha, que passaram a pedir um blog da vovó, achei que esse deveria ser o seu nome. Passados sete meses, percebo que o blog tende a ter um âmbito maior do que o do início e que, embora tenha como centro relações familiares, ele evoca memórias, comenta atualidades, abre-se para “o que der e vier”. E seu nome, Blog da Vovó, leva ao entendimento de que é um espaço típico de vovó, com historinhas de netos, crochê e tricô, tão só . Também go...

Fortalecendo a vontade

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Estudei em colégio de freiras, cujos ensinamentos, na área comportamental, nem sempre recebem aprovação. Não sei como estão agora, mas na minha época, que era extremamente repressiva, dá para se ter uma idéia da rigidez das escolas religiosas. Contudo, colocando na balança, acho que o resultado dessa educação foi positivo. Muitas foram as lições de amor e respeito ao próximo, que reforçavam as que recebíamos em casa. Lembro bem de uma orientação que recebemos em relação à importância de fazer-se sacrifícios. Hoje, época em que a busca do prazer orienta praticamente todas as ações, tal lição seria desconsiderada ou, caso fosse dada, seria ridicularizada. Um dos exemplos que nos foi dado naquela ocasião, era o de uma garota que ganhara uma caixa bombons que adorava, mas que deixou para prová-los só no dia seguinte. Isso, com a intenção de fazer sacrifício. Que bobagem, dirão muitos, para que fazer sacrifício? Sacrifício, no caso, nada mais é que uma renúncia, ou adiamento de um prazer, d...