Agir por prazer?
Ao ler o que Dulce Critelli* escreveu na Folha Equilíbrio (23/07/09) sobre dois jovens que, embora com enormes limitações físicas, mantêm projetos e até encontraram uma atividade que os ocupa, e os realiza, pensei, como ela, no grande número de pessoas que não sabem o que fazer da vida. Pessoas entediadas, pessoas que não aceitam trabalho porque não é esse seu sonho, ou porque o salário é pequeno, ou porque vão esperar uma oportunidade melhor, mas sobretudo, como diz a articulista, porque só querem fazer aquilo que lhes dá prazer. Algo que dê prazer. Realmente, não sei quando começou a fase do prazer como meta de vida. É evidente que o prazer é importante, mas também é evidente que podemos criar os estados de prazer. Podemos aprender a sentir prazer, podemos aprender a gostar de situações que nos eram indiferentes ou, até, que nos desagradavam. Para isso, é imprescindível querer, é preciso ter vontade. Se alguém consegue trabalhar na área pela qual é apaixonado, ótimo. Mas se não tem o...