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47 dias

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Sim, estou dentro de casa há 47 dias.  Até sinto que o tempo está passando rápido. Nem bem a semana começa, e percebo que estamos chegando na sexta-feira. Talvez pelas muitas atividades que passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Estou bem. Consegui me afastar quase que totalmente do noticiário, pesadíssimo não só pelos dados de saúde, como pelos acontecimentos políticos causados por uma cambada de irresponsáveis. Com a distância das notícias, a tensão diminui. Até lembrei do ditado antigo: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Mas hoje acordei meio balançada, meio melancólica, como disse para o Berto.  Olhei pela janela e vi o mar lindo, paisagem que me acalma, me faz feliz. Só que, dessa vez senti vontade de poder sair, de passear um pouco, de caminhar na beirada do mar. E, esquecendo o propósito de viver o dia da melhor forma, sem preocupação com o futuro, pensei na possibilidade de ter que esperar muito tempo, um tempo que não tenho como ava...

Crepúsculo esplendoroso

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Hoje é feriado, dia em que, muitas vezes, saía para alguma caminhada, e para aproveitar a beleza da praia.  Atualmente, dentro de casa, também tenho o privilégio de poder aproveitar a natureza pelo visual, até onde meu olhar pode alcançar. E o que vejo é de uma beleza enorme, nas várias horas do dia, nas diferentes fases da lua, e pela tábua das marés. Maré baixa, maré alta, mar tranquilo, mar agitado... É uma visão maravilhosa. Pensando nisso, lembrei de um fim de tarde de dias atrás, em que o por-do-sol foi especial.  O espetáculo começou às 17:45 h e se estendeu até as 18:10h. Fascinante, de beleza ímpar. Mereceu ser registrado e, agora, compartilhado. Começou assim. E no final, esse deslumbramento. Nota: A foto do início foi tirada hoje, 21/04/2020, às 17:03h.

Beleza presente

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Santista, que sou, adoro o mar. O mar me encanta, me acalma, me energiza, me faz um bem enorme. Se puder andar na sua beirada, é maravilhoso. Mas, se não puder, basta olhar para ele. Isso é suficiente para me sentir bem e, mais que isso, afortunada por ter essa visão a todo momento. Nesse instante, escrevo. Viro a cabeça e, lá está ele, o mar, numa manhã gloriosa, cheia de sol. Abaixo, foto tirada hoje, às 12:35h,enquanto escrevia esse texto. Admiro por um tempinho, encho os olhos de beleza, e volto para meu texto. Repasso rapidamente minhas fotos do ano que hoje termina, e percebo as inúmeras ocasiões de deslumbramento que a visão do mar, e da praia da minha cidade, me proporcionaram. Manhãs luminosas, mar tranquilo. Crepúsculos, que a cada dia, estão mais lindos, encerrando o dia de forma fantástica. E além desse deslumbramento caseiro, mar de outras regiões, desbravadas em cruzeiros. Acima, visão do Oceano...

Fim de férias

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(Alerta: conversa de vovó). As férias da Isadora estão terminando, e preciso encerrar esse capítulo também no blog. Nas últimas férias escolares, as do mês de julho, ela havia me dito: - Vovó, nas próximas férias vou ficar com você todo tempo. Falou e cumpriu. Assim que terminaram suas aulas, ainda em dezembro, ela veio com sua bagagem para Santos. E aqui ficou. Recebeu muitas vezes a visita de sua mamãe, mas não falou em voltar para São Paulo. Agora, no final, está querendo passar seus três últimos dias de férias na sua casa, e para lá iremos hoje. E é incrível como todo esse tempo passou rápido. Não conseguimos fazer tudo que pretendíamos, mas foi muito gostoso. Tomamos bons banhos de mar, tomamos muito sorvete … Aproveitamos muito a beleza da praia e os lindos crepúsculos. O iPad da vovó quase gastou, de tanto uso. O trailer da Barbie permitiu muitas brincadeiras. Com a Priscila, a Isadora deu boas circuladas pela ciclovia. A vovó ...

Pequenos diálogos

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(Alerta: Conversa de vovó). E a menininha chegou para suas férias de verão. E que diferença do último verão. No tamanho e no comportamento. 7 anos completados em julho, mas muito crescidinha. Não há quem lhe dê essa idade. Logo de início eu lhe disse:  - A tia Alice ligou avisando que no final da tarde do dia 24 o Papai Noel vai passar por lá. - Eu não vou, vovó. - Por que? -Porque eu não acredito mais no Papai Noel. - Não faz mal. Você vai para se divertir e ganhar presentes. - Não, vovó. Sabe o que acontece? É que eu não curto mais essas coisas. No dia seguinte, depois do café da manhã, chamei-a para irmos à praia. Enquanto ela colocava o biquini, me disse: -Sabe, vovó, acho que não gosto mais de praia. - Nossa, minha linda, como assim? - É que praia é boa para as criancinhas, e eu já sou grande. Nem preciso dizer que ela não quis levar para a praia nenhum dos seus apetrechos dos últimos verões, que permitiam muitas brincadeiras na areia....

Quer ser minha amiga?

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Acordei com o propósito de retomar minhas caminhadas pela praia, interrompidas há bastante tempo. Pensei que seria bom ter uma companhia para isso mas, na falta, logo coloquei o maiô e acessórios e parti. Lembrei que, há alguns anos, minha mãe, que perdera sua amiga e companheira de passeios, Flora, comentou ter vontade de andar pela praia mas não tinha companhia. E eu, que na época ainda exercia minha profissão, e não conseguia ter manhãs livres para acompanhá-la, disse-lhe, com pena, para ir sozinha, pois se fosse esperar por companhia pouco conseguiria fazer.  Agora, sempre que penso numa companhia para caminhar na praia, lembro-me dessa passagem. Pronta para a caminhada, atravessei a enorme faixa de areia e, quando estava chegando no mar, passava uma uma senhora, também sozinha. Na hora pensei, bom seria se pudéssemos agir como as crianças. Eu chegaria até ela e diria: quer ser minha amiga? E daí, seguiríamos caminhando juntas. Mas, também haveria o risco...

Dias de luz

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(Alerta: conversa de vovó). Em dezembro, as férias prometiam. Caminhando pela areia, tirei duas fotos acima pelo iPhone e enviei-as, na hora, para a Isadora, dizendo que lembrara dela, e a esperava para uns dias na praia. Ela chegou, mas conseguimos, inexplicavelmente, aproveitar somente um dia na praia. Chuva, ou muito calor com sol forte, e preparativos para as festas. Mas, ficaram os registros do dia na praia e de toda a sua alegria. Na volta da praia, brincadeiras no jardim do prédio, e treino do equilíbrio atravessando pedra sobre o laguinho.  E, em casa, é lindo olhar pela janela, que estava com os vidros enfeitados por adesivos colocados pela menininha. Depois, veio janeiro, com outra programação para os primeiros dias e, logo em seguida o tombo da vovó, para interromper um pouco os passeios. Mas não precisa muito para as férias com a netinha serem únicas. São dias de luz.