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Mostrando postagens com o rótulo cinema

Meu bolo favorito

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 Sempre estou atrás de um bom filme, para ser assistido em sala de cinema. Nem sempre é fácil encontrar. Em Santos, a troca de filmes costuma ser rápida, a não ser quando se trata de um filme de muito sucesso, como foi o "Ainda estou aqui". Usualmente, os lançamentos comuns entram e saem rapidamente.  Ainda assim, ficando atenta à programação, consigo encontrar filmes para assistir do jeito que mais gosto: numa sala de cinema. E, nesse ano, consegui gozar desse prazer algumas vezes. Um dos filmes que me encantou foi "Meu bolo favorito", produção iraniana que aborda a solidão na velhice, e a resistência íntima às regras políticas rígidas. A personagem principal é uma viúva de 70 anos, que vive sozinha em Teerã. Sua filha e netos vivem no exterior, e seu cotidiano é marcado pela solidão, pelas rotinas simples. Parece que seu isolamento é quebrado somente em chás com amigas também idosas, e foi justamente após um chá que ela resolve mudar sua vida. Coloca-se na busca d...

Simbiose perfeita

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Há pouco tempo assisti ao filme "A verdadeira dor", e saí do cinema com uma sensação de leveza. Embora o tema do filme verse sobre a dor causada pelo Holocausto, a trilha sonora do filme é um enlevo só. " A Verdadeira Dor" ,  escrito e dirigido por Jesse Eisenberg, estrelando Jesse como David Kaplan e Kieran Culkin como Benji Kaplan, conta a história de dois primos que viajam à Polônia para descobrir mais sobre suas origens, e para homenagear a avó falecida. Na Polônia, os primos participam de um grupo de turismo, e inúmeras reflexões surgem quando das visitas aos pontos turísticos que reavivam a memória das dores vividas pela família. Esse roteiro melancólico, mas que também tem momentos de humor, é acompanhado por composições lindas de Frédéric Chopin. Baladas, estudos, noturnos, valsas e prelúdios, interpretados pelo pianista canadense Tzvi Erez.  Não poderia haver melhor trilha sonora.  Chopin, nascido na Polônia, compôs músicas cheias de emoção e intensidade, e...

Retomando hábito

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 Sempre gostei muito de cinema. Nos meus tempos da juventude, o grande programa da semana era o cinema aos domingos. Havia muitos cinemas de rua, e as garotas colocavam seus vestidos de sair para as matinês do final de semana. O tempo passou, a televisão chegou e as idas aos cinemas foram afetadas. Muitos achavam que era mais confortável assistir a filmes em casa, pela televisão. A programação era a do canal de tv, e os filmes, geralmente, eram filmes meio antigos. Depois chegaram os vídeos e as inúmeras locadoras, com filmes de várias épocas e de diversas procedências. Já existia mais poder de escolha e, muitas vezes, filmes recém-lançados já se encontravam nas prateleiras das vídeos-locadoras. E as mudanças continuaram. Começaram a aparecer os "streamings", que aniquilaram os aluguéis de vídeos. Entre nós, parece que o primeiro foi a Netflix. Passei por tudo isso, mas me mantive fiel aos filmes nos cinemas. Continuava a achar que nada se igualava a sentar diante de uma tela...

A Divina Callas

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Sou do tempo em que o cinema era a grande distração das crianças e jovens. Cinema aos domingos, nas matinês após o almoço. Colocávamos nossas roupas de passear, e lá íamos nós caminhando até o cinema mais próximo de casa. Eram os cinemas de rua, que hoje existem em número mínimo. Naqueles tempos havia diversos, pelo menos na minha cidade, e creio que em muitas outras. O filme era precedido por um noticiário, e por um ou dois trailers. Um pouco mais crescidos, já podíamos ir na primeira sessão dos sábados à noite, que se iniciava às 20:00 horas. Era um programa e tanto, assistir a um filme naquele ambiente de magia. Até hoje, adoro um bom programa de cinema, no cinema.  Não criei o hábito de assistir filmes pela TV e, no tempo áureo dos DVDs, pouco aproveitei dessas oportunidades. Hoje, com Netflix, Amazon Prime e outras novas formas de ver filmes, acaba ficando quase que impossível escapar dessas facilidades. E o cinema de rua, vai sendo adiado. Junte-se a isso...

Amor virtual?

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É um filme impactante. Tem muito do presente, mas avança pelo futuro. E preocupa. Será que, cada vez mais, as relações pessoais serão substituídas pelas virtuais? Falo do filme Ela, que assisti ontem. Gostei muito, mas fiquei meio aflita e talvez um pouco temerosa.  Será que os planos vão ficar tão misturados que a noção que hoje temos de “pés no chão” vai desaparecer? Será que conseguiremos perceber os limites entre o real e o virtual? O filme gira em torno do relacionamento amoroso entre Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional do seu computador, dotado de inteligência artificial. A voz do sistema é feminina, suave, sensual (Scarlet Johansson) e adota o nome de Samantha. O interessante é que o filme moderno, impressionantemente tecnológico, apresenta também alguns fatos tradicionais, e cultivados em tempos antigos. A partir do próprio personagem, o ótimo Joaquin Phoenix, que se veste com ar “retrô”. Achei interessantes suas calças com cintura ...

"O que se move".

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Preciso dar uma pausa nas histórias da minha viagem, para poder falar sobre um filme comovente que assisti no último fim de semana. "O que se move", filme nacional dirigido pelo jovem talentoso Caetano Gotardo, é lindo, sensível, poético.  Fala de amor e de dor, em três famílias, colocando em destaque as mães e os filhos. São três episódios tristíssimos, que todos já ouvimos contar. Episódios reais, pois saídos de páginas de jornais. E foi exatamente o que o diretor disse em entrevista, remetendo sua inspiração a casos que havia lido em jornais, alguns anos atrás. As histórias são dramáticas, mas tratadas com lirismo.  No final do primeiro episódio, no meio da tragédia, tem-se o impacto, e a surpresa de ver a mãe expressar, pelo canto, sua imensa dor. E isso se repete no final dos outros episódios, como que a dizer que, quando é difícil falar, a música permite a expressão. As mães são interpretadas pelas ótimas atrizes Cida Moreira, Andrea Marquee e Fer...

Amor

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O que falar sobre o filme Amor, de Michael Haneke? Já premiado no Festival de Cannes, e no  Globo de Ouro , o filme tem o desempenho extraordinário de Emmanuelle Riva, e também de Jean-Louis Trintignant, dois octogenários representando com autenticidade e maestria um casal de octogenários. Emmanuelle atuou no filme com 85 anos, e é absolutamente comovedora. Mas, falar sobre o filme. Difícil. Difícil encontrar palavras. Não é um filme para ser comentado. É um filme para ser sentido. E os sentimentos são tão fortes, que inibem as palavras. É de uma tristeza profunda e pungente. Mostra o lado cruel da velhice. A doença, a decadência física e mental, o isolamento, a desesperança. Não é um drama. É a vida. Que pode se apresentar como ali mostrada. Saí do cinema completamente derrubada.  Principalmente pelo epílogo.

E se vivêssemos todos juntos?

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E se vivêssemos todos juntos? Difícil! Deve ser bem difícil. Mas foi o meio que cinco velhos amigos encontraram para talvez se sentirem mais fortes, e enfrentarem os inevitáveis problemas da velhice. Há algum tempo não havia filmes com a temática da velhice, mas com o aumento da população idosa, e da expectativa de vida, isso tem mudado. Foi o que vimos com “Late Bloomers – O amor não tem fim” e “O exótico Hotel Marigold”. E isso é muito bom, para provocar reflexões, alertar para os problemas e ajudar a encontrar soluções. Sim, porque com o aumento da expectativa de vida os problemas vão se avolumar. Serão muitos e muitos velhos precisando de cuidados, atenção, moradia. E a sociedade precisa acordar para essa realidade. Precisa se preparar. Precisa descobrir formas de apoio e soluções institucionais. O filme “E se vivêssemos todos juntos” ( Et si on vivait tous ensemble) nos faz pensar muito. É um filme que mostra, com carga de veracidade, vário...

Delicadeza

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O nome do filme diz tudo.  É um filme de amor delicado, amor romântico, amor que vai surgindo aos poucos e crescendo. Numa época de amor “violento”, de amor apressado e sem conquista, causa até surpresa um filme como “A delicadeza do amor”. E quem viu e gostou da Audrey Tautou em “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, vai novamente se encantar com ela. Ao seu lado, François Damien, ótimo no papel de um sueco tímido e sensível. A direção é de dois irmãos, David e Stéphane Foenkinos, sendo que David é o autor do bem sucedido livro que inspirou o filme. O filme tem drama, comédia, romance, tudo na medida certa, ou seja, como pode acontecer, e acontece, na vida real. E há alguns críticos de cinema dizendo que ele deverá ser o filme do ano de 2012. Uma coisa parece certa. Será difícil bater tanta sensibilidade e ternura.

"Tom Maior"

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As palavras foram desnecessárias. A sequência das obras musicais extrapolou o necessário para mostrar a grandeza do “maestro soberano” Tom Jobim. Lindo! O documentário “ A música segundo Tom Jobim”, com direção de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, é lindo e, no seu desenrolar, vai provocando emoção sobre emoção. "Minha alma canta 
Vejo o Rio de Janeiro
 Estou morrendo de saudades
 Rio, seu mar
 Praia sem fim
 Rio, você foi feito prá mim
 Cristo Redentor
 Braços abertos sobre a Guanabara …
" Canta o Tom, cantam intérpretes nacionais e internacionais. Elis, Elizeth Cardoso, Silvinha Telles, Vinícius, Frank Sinatra, Sammy Davis, Judy Garland, Ella Fitzgerald, Chico, Gal… Vozes e mais vozes provocando um prazer enorme, e um imenso orgulho pelo nosso “maestro”, que ganhou o mundo com suas composições tão fortes, e tão cheias de poesia. O filme é para ser visto e revisto, e esse pequeno vídeo é uma boa...

Carnaval proveitoso

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“Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções ...” Pois é, o carnaval acabou, e eu não ouvi canções, nem marchinhas, nem mesmo nos chamados dias de folia. Ao contrário de outros tempos, agora só se percebe que é carnaval quando se vai atrás dele, ou seja, quando se procura um lugar em que há algum desfile de blocos, de escolas de samba, ou algum clube que ainda realize bailes. As marchinhas são deliciosas, e eu adoro ouví-las. Mas nesse carnaval, não fui em busca delas. Fiquei bastante em casa, coloquei minhas leituras em dia, me entreti um pouco na cozinha, fui ao cinema, à praia, almocei dois dias no delicioso Santos Sabores. Os dias foram claros, maravilhosos, embora muito quentes. No domingo, a praia estava linda, e repleta. Para o almoço fiz uma saladinha refrescante, risoto de funghi e pudim de ricota . Essa saladinha deliciosa de manga palmer, kani kama e gergelim, foi inspirada pelo blog da Renata . No cinema,...

A Separação

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O filme é muito bom. Triste, doído, mas muito bom. Dirigido pelo diretor iraniano Asghar Fahardi, vencedor do Globo de Ouro de 2012, como melhor filme estrangeiro, e forte candidato ao Oscar, " A Separação" foi todo rodado no Irã. Seus atores são ótimos, o que também garantiu, ao filme, o Urso de Prata para o elenco masculino e feminino. A história poderia ocorrer em qualquer outro país, pois envolve um drama familiar, com problemas que qualquer pessoa pode ter que enfrentar. Mas, no filme, a história se distingue pelos princípios e valores do islamismo. Tem início num Tribunal, onde os principais personagens estão discutindo o pedido de divórcio, feito por Simin (Leila Halami), que quer viver no exterior levando a filha do casal. Simin e Nader (Peyman Moaadi) estão de frente para o juiz, que não aparece. Só sua voz é ouvida. Na mesma posição do juiz, estão os espectadores, como se a decisão estivesse com eles. E essa é uma característica do filme. Até...

Melhor idade?

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“De repente, sem perceber, passamos para o outro lado”. "Envelhecer não é para os fracos". Essas foram frases que me chamaram a atenção no filme "Late bloomers – O amor não tem fim". A primeira, não sei se foi dita com essas palavras, mas o sentido foi esse. Quem a disse foi a personagem Mary (Isabella Rosselini) quando, vivenciando algumas dificuldades da idade, fala para o marido, com quem vive há trinta anos, que eles envelheceram. A impressão que fica é que os problemas surgiram de uma hora para outra. E é assim mesmo. Não se percebe com exatidão essa troca de lado, mas de repente estamos subindo, ou descendo escadas com mais cuidado, de repente estamos nos apoiando para levantar de uma poltrona, de repente estamos olhando, com atenção, para os lugares em que pisamos, de repente estamos tomando remédios de uso continuado. A segunda frase, que até teve uma tradução meio tosca (para envelhecer é preciso ser macho), foi dita por um amigo do principal personagem, ...

Cinema delicado

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Há pouco tempo foi o “Minhas tardes com Marguerite” , e nessa semana “O Palhaço”. Filmes sensíveis, delicados, repletos de emoções. “O Palhaço”, dirigido e protagonizado por Selton Mello, nos leva aos tempos dos circos simples, que montavam sua lona em terrenos baldios, e faziam a alegria da criançada. No filme, Selton Mello, o Benjamim, faz o papel de filho de Paulo José, o Valdemar, dono do circo. Os dois formam a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue, e com seu humor ingênuo divertem os moradores de pequenas cidades do interior do país. Fora do picadeiro, o palhaço Benjamim é um palhaço triste, envolvido com dúvidas existenciais, e problemas de administração do circo. O circo, bem pobre, é o Circo Esperança, que atrai um público humilde, mas que sempre é prestigiado pela presença dos prefeitos locais. Como fundo, belas paisagens das montanhas de Minas Gerais. E, ainda, a beleza e inocência da menina Larissa Manoela, a pequena atriz que passeia encantadoramente pelo fil...

"Esses Amores"

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Música, cinema, leitura. Quantas coisas boas ao nosso alcance, e que nos dão preciosos momentos de lazer e prazer. E, mais uma vez, o cinema me fez viver horas valiosas. Fui assistir “Esses Amores”, de Claude Lelouch, e saí do cinema absolutamente encantada. O filme é vibrante, e nele o diretor mostra todo seu amor à arte cinematográfica. Encaixa na história fatos importantes do cinema, homenageia em rápidas passagens os diretores que admira, mostrando cenas dos seus filmes na tela do cinema que faz parte do roteiro, e termina por homenagear os atores que com ele trabalharam em outras obras, por meio de closes no final do filme. “Esses Amores” tem um ritmo bem diferente da maioria dos filmes que tenho visto. É quase que um turbilhão de personagens, apresentados no início do filme, e que vão se cruzar com  Ilva, a principal personagem. A  história é contada com muita criatividade e paixão, e passa-se, em grande parte, durante a 2ª guerra mundial. Permeando a história, e acom...

Tardes felizes

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O cinema sempre me proporciona horas felizes. Não vou por ir. Seleciono os filmes, leio as sinopses, e isso acaba me garantindo um bom programa. E é maravilhoso quando sou brindada com um filme delicado como o último que assisti: "Minhas tardes com Margueritte". Filme francês, com direção de Jean Becker, e que tem nos papéis principais Gèrard Depardieu e Gisèle Casadesus. Ele, Germain, um agricultor grandalhão, tosco e semi-analfabeto. Ela, Margueritte, uma velhinha frágil, delicada, e apaixonada por livros. O filme gira em torno do encontro casual dos dois, na praça de uma cidade pequena, que leva ao desenvolvimento de uma amizade comovente. A relação de afeto vai se formando durante as tardes, no banco da praça, com Margueritte lendo para Germain obras como A Peste, de Albert Camus. Essa amizade traz mudanças na vida de cada um, que são percebidas, com espanto, pelos amigos de Germain. O filme é lindo. Uma poesia. Encantador, emociona e celebra a amizade, e a vida.

Cinema triplo

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Às vezes passo dias sem ir ao cinema. Ou por não conseguir me programar, ou porque a programação dos cinemas não está boa. Mas nos últimos dias tudo deu certo, e eu consegui assistir a três filmes muito bons. E quando isso acontece, é uma delícia. Porque, para mim, um programa bom de cinema tem um valor bem grande. Saio do cinema leve, distraída, feliz. O primeiro filme da semana foi “Em um mundo melhor” , filme dinamarquês, vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de 2011, na categoria de filme em língua estrangeira. O filme gira em torno da vida de duas famílias, que se cruzam a partir de dois garotos, colegas de escola. O pai de um deles é um médico, que alterna seu trabalho em um campo de refugiados na África com dias na Dinamarca, onde vive sua família. É um pacifista, partidário de dar a outra face quando é agredido, e que quer passar esse comportamento para seus filhos. A violência está presente no campo da África, na escola, e no comportamento dos meninos. O filme é muito lindo...

Cerejeiras em flor

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No último fim de semana fui ao cinema assistir Hanami – Cerejeiras em flor, dirigido pela cineasta alemã Dóris Dorrie. O filme, muito sensível, tem fotografia e música belíssimas. Aborda problemas da velhice, incompreensão, solidão e morte. Mostra como os pais, muitas vezes, não reconhecem os filhos que criaram, e como os filhos adultos têm dificuldades para se relacionar com os pais idosos.  Embora a seriedade do tema, o filme consegue manter leveza com a música, dança e com a visão linda das cerejeiras em flor. A 1ª parte do filme passa-se na Alemanha, e a 2ª no Japão. Achei a parte final um pouco arrastada, mas sem que isso tenha comprometido o filme. Contudo, é também nessa 2ª parte, que é mostrado o maravilhoso e tradicional costume japonês de apreciar a beleza das flores : Hanami. No caso, as flores são as das cerejeiras, e que também são mostradas como símbolo da efemeridade (uma das abordagens do filme). Muito interessante uma passagem  que mostra o movimento internac...