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Lembranças do meu pai

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A lembrança mais antiga que eu tenho, é de um fato ocorrido quando eu tinha pouco mais de dois anos. Estava brincando no quintal da nossa casa, com uma amiga mais velha, quando ela se pendurou numa jardineira (floreira), que enfeitava uma das janelas da casa, e a jardineira despencou. Na queda, a jardineira raspou minha perna direita e provocou uma fratura. Nessa época, já éramos cinco irmãos e o caçula tinha alguns meses. Minha mãe providenciou para que meu pai fosse chamado no seu trabalho, e logo depois ele estava chegando em casa. Colocou-me no seu carro e levou-me ao médico. E é justamente essa a minha lembrança mais antiga : eu sendo levada ao médico, por meu pai. Um mês antes da minha fratura, meu irmão Beto (Gilberto) havia “quebrado” o braço. Lá foi meu pai, levá-lo ao médico. E muitas foram as outras ocasiões em que ele precisou socorrer algum filho, por motivo de acidente, ou as ocasiões em que levou um grande susto. O Sérgio estava assistindo futebol, ...

Amor de pai

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                                                                         Meus sobrinhos, Carolina e Renato, felizes papais da Catarina. Hoje escutei um depoimento lindo. Um dos meus sobrinhos, papai há pouco tempo, me disse que nunca se sentiu tão feliz como se sente agora. E que seu coração parece transbordar de tanto amor por sua filhinha. Não sabe se esse amor é tão imenso por ter passado pelo susto de perdê-la, pois prematura ficou quase um mês na UTI pediátrica, ou se o amor por um filho é sempre assim. E hoje, quarta-feira, dia em que tem as tardes livres, estava num contentamento enorme porque ficaria tomando conta da sua linda Catarina. Esse será seu programa maravilhoso para todas as quartas-feiras à tarde. Achei isso bonito demais. Anos atrás, os pais eram absolutamente con...

Isadora e seu papai

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Vovó, eu também tenho papai. Eu sei, minha netinha. É vovó. É que agora ele está no céu. Esse comentário surgiu do nada, numa tarde em que estávamos juntas. E, há poucos dias, logo depois de ter acordado ela me disse: Sabe, vovó, eu sonhei com meu papai. É mesmo? E ela: sonhei que ele me mandou um recado. Qual foi? Que ele não quer mais ficar no céu. E para sua mamãe Pri, ela falou outro dia: Mamãe, por que você não me arranja outro papai? Assim você me leva para a escola, e ele vai me buscar. “Minha” menininha tem seu papai no coração.

Meu pai

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A comemoração do dia dos pais é relativamente recente, e não me lembro se havia o costume de festejar a data há alguns anos, quando meu pai ainda estava entre nós. Mas não há como deixar de ter uma lembrança especial dele, no dia de hoje, e sobretudo de uma frase que eu o ouvi falar perto da sua despedida: "Não sei como dei conta de criar 9 filhos".  A foto com os 9 filhos, acima, foi tirada nas bodas de prata (16/03/1957).

Miúdo e miudinhos

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Com três dos nove netos da época. Com seis netos em 1963. Nessa época já eram nove e o mais velho é o loirinho com os braços levantados. Hoje é o dia do centésimo terceiro ano do nascimento de meu pai. Ele nasceu em Santos, tinha quatro irmãs mais velhas e um irmão mais novo. Seu apelido de infância era Miúdo, que conservou por toda a vida entre os parentes antigos e alguns amigos. Não sei a razão de tal apelido, pois acho que meu pai, nem em criança, teve altura pequena. Media mais de um metro e oitenta, acho que 1,84 m, o que era uma altura considerável para os tempos antigos. Penso que talvez o apelido tenha sido dado porque ele foi o primeiro filho homem e, em Portugal, o termo "miúdo" (criança) era mais usado para indicar um menino. O fato é que era conhecido por Miúdo, e esteve cercado por miudinhos durante muito tempo. (A moça da foto abaixo, de 1969, hoje é conhecida como vovó Helô. No colo do vovô, em grande cumplicidade, o filho mais velho da vovó Helô). Seu nono f...

Dia dos pais

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Meu pai jovem. E na sua última foto. A lembrança mais antiga que eu tenho, é de um fato ocorrido quando eu tinha pouco mais de dois anos. Estava brincando no quintal da nossa casa, com uma amiga mais velha, quando ela se pendurou numa jardineira (floreira) que enfeitava uma das janelas da casa e a jardineira despencou. Na queda, a jardineira raspou minha perna direita e provocou uma fratura. Nessa época, éramos cinco irmãos e o caçula tinha alguns meses. Minha mãe providenciou para que meu pai fosse chamado no seu serviço, e logo depois ele estava chegando em casa. Colocou-me no seu carro e levou-me ao médico. E é justamente essa a minha lembrança mais antiga : eu sendo levada ao médico, por meu pai. Todo o resto da história, eu sei porque me foi contado quando eu era mais crescidinha. Um mês antes da minha fratura, meu irmão Beto (Gilberto) havia “quebrado” o braço. Lá fora meu pai, levá-lo ao médico. E muitas foram as outras ocasiões em que ele precisou socorrer algum filho, por m...

Festas de família?

Não sei quando foram instituídas as comemorações do dia das mães e do dia dos pais. E não tenho a menor idéia da época em que essas comemorações passaram a integrar o calendário escolar. O que tenho certeza é que, no meu tempo da infância e até da juventude, não havia comemoração dessas datas fora do âmbito familiar. Já no tempo de escola dos meus filhos, as datas eram lembradas com a confecção de um mimo simples para ser entregue pelas crianças no dia da comemoração, em casa. Hoje, acompanhando a vida escolar da minha netinha, vejo que as escolas realizam festinhas para a comemoração das datas. Alguns dias antes, não sei dizer quantos, começam os preparativos para a festa. Há ensaios para a apresentação de danças, ou outras exibições, pelas crianças, e preparação de presentinhos. A festa ocorre alguns dias antes da data, na presença dos pais, chamados por convites. A data reservada para a comemoração do dia dos pais é o 2º domingo de agosto. Como falta pouco para a data, com certeza a...

Doces da família

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Hoje, de sobremesa, fiz “Ovos nevados” e, como não poderia deixar de acontecer, lembrei-me dos doces da minha infância. Nesse blog já falei sobre “Marca da família”, já citei ditados antigos, muito usados por minha avó materna e por minha mãe, e volta e meia falo sobre fatos do passado. É verdade, nós somos resultado do nosso passado, das nossas vivências, das nossas experiências. Assim, não há como esquecer o passado. Nós somos o passado, e também o presente, que logo se faz passado. Percebo, então, que meu blog ao objetivar debates sobre a vida está tratando de memórias.E aqui entram os doces da minha infância, conhecidos e provados na mais tenra idade, e que até hoje fazem parte da minha vida. São os deliciosos “doces da família”.Aprendi a fazê-los observando minha mãe ao prepará-los : Ovos Nevados, Sagu com Vinho, Creme de Leite, Torta de Bananas, Bolo Majestoso, Manjar Branco, Arroz Doce, Doce de Abóbora, Vienenses, Gromelão .... Que delícias! Ovos Nevados - sobremesa ultra-delica...