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Carnaval

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Tanto riso, tanta alegria, Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando pelo amor da colombina No meio da multidão. Carnaval era alegria, colorido, marchinhas, confetes e serpentinas. Carnaval era sol, era luz, era calor. E era música, muita música. Dias antes da festa, os rádios transmitiam as novas músicas para o carnaval do ano. Eram tão repetidas que, quando chegavam os dias do carnaval, os foliões podiam cantá-las, intercaladas com as antigas e eternas marchinhas. Hoje, nem o clima acredita em carnaval. Chove desde ontem à noite, praticamente sem parar. Onde estão as crianças fantasiadas? Onde os blocos? Onde as marchinhas? As serpentinas e o confete? ... Pedacinho colorido de saudade, Ai, ai, ai, ai Ao te ver na fantasia que usei, confete, confesso que chorei. Adendo: Assim que publiquei o texto, percebi que havia exagerado um pouco. O carnaval mudou, mas persiste. Só que, em lugares marcados. Quem quiser vê-lo, deve ir atrá...

Tradição gostosa

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   Nunca fui carnavalesca, nem nos tempos da mocidade. Gostava mais dos corsos, do que dos bailes. Mas sempre gostei de ver as crianças fantasiadas, e de ouvir as marchinhas e os sambas, que eram renovados ano a ano. No mês que antecedia o carnaval, as músicas novas eram repetidas exaustivamente no rádio, e facilmente memorizadas. Quando chegavam os dias de “folia”,  as músicas do ano juntavam-se às musicas antigas, e eram cantadas por todos, foliões ou não. E são exatamente essas marchinhas, e esses sambinhas antigos, da década de 60 para trás, que continuam a animar os bailinhos carnavalescos de hoje. São as músicas lembradas em todos os carnavais. Acho uma delícia escutá-las e poder cantá-las. Samba-enredo, repetitivo, é para as passarelas. Não empolga, e acho difícil que se perpetue. E no tranquilo carnaval desse ano, passado em São Paulo, reservamos uma tarde para levarmos nossa menininha, de “mulher maravilha” até...

Carnaval proveitoso

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“Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções ...” Pois é, o carnaval acabou, e eu não ouvi canções, nem marchinhas, nem mesmo nos chamados dias de folia. Ao contrário de outros tempos, agora só se percebe que é carnaval quando se vai atrás dele, ou seja, quando se procura um lugar em que há algum desfile de blocos, de escolas de samba, ou algum clube que ainda realize bailes. As marchinhas são deliciosas, e eu adoro ouví-las. Mas nesse carnaval, não fui em busca delas. Fiquei bastante em casa, coloquei minhas leituras em dia, me entreti um pouco na cozinha, fui ao cinema, à praia, almocei dois dias no delicioso Santos Sabores. Os dias foram claros, maravilhosos, embora muito quentes. No domingo, a praia estava linda, e repleta. Para o almoço fiz uma saladinha refrescante, risoto de funghi e pudim de ricota . Essa saladinha deliciosa de manga palmer, kani kama e gergelim, foi inspirada pelo blog da Renata . No cinema,...

Dos 8 (meses) aos 88 anos

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A publicidade dizia que a vocalista da Sandália de Prata (Ully Costa) apresentaria marchinhas clássicas e sambas antigos, na 2ª feira de carnaval. Local, SESC da Vila Mariana, às 14:30 h. Como adoro as marchinhas e sambas tradicionais do carnaval, e como estávamos em São Paulo, achei que o programa vinha a calhar. Até pelo horário. Nunca fui carnavalesca, mas sempre gos tei das músicas “antigas”, e do carnaval dos pequenos, com suas fantasias. Às 14 horas, começaram a chegar crianças e criancinhas fantasiadas. Nenhuma baiana ou cigana. Só uma havaiana. Mas muitas “princesas”, algumas “Brancas de Neve”, “Minies” e fadinhas. Para os meninos, nenhum pirata, ou índio. Mas alguns super-heróis e jogadores de futebol. Novos tempos. Logo as crianças começaram a brincar com confetes e serpentinas. E, exatamente no horário, os primeiros acordes de “ o teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor ...” fizeram com que os presentes passassem a cantar e dançar. É quase que im...

Carnaval sem carnaval ?

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Há uns tempos atrás era difícil atravessar-se os dias de carnaval sem se sentir, de alguma forma, envolvida por ele. Bastava sair-se à rua para perceber-se o clima de carnaval. Crianças fantasiadas, serpentinas e confetes, marchinhas por todos os lados. Agora, ou se vai atrás do carnaval, ou passa-se os dias em “brancas nuvens”, sem qualquer sinal de folia. O carnaval, na verdade, “acontece” somente nos desfiles programados das escolas de samba, trios elétricos, e em alguns clubes. Carnaval autêntico, de rua, parece que só ocorre nas cidades tradicionalmente carnavalescas, principalmente no nordeste do Brasil. Estava justamente pensando nisso quando saí para um programa de domingo, em São Paulo. Primeiro, um almoço muito gostoso num restaurante “português” da Vila Madalena, o “Ora Pois”. No caminho, tranquilidade total. Como se não estivéssemos em São Paulo. Um mínimo de trânsito e nenhum sinal de carnaval. Depois do almoço, fomos para o Museu da Casa Brasileira para um programa musica...

Mascarado apaixonado

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“Um pierrô apaixonado, que vivia só cantando ...” Era carnaval e meus avós maternos eram recém-casados. Quando se encaminhavam para o baile, meu avô, que era um dos diretores do clube, falou para minha avó: - Olga, pode ser que eu precise me afastar um pouco de você, para resolver algum problema. Se isso acontecer, e se aparecer alguém convidando-a para dançar, não se intimide. Pode aceitar, pois o baile é familiar e todos aqui são amigos. “Ô abre alas que eu quero passar Ô abre alas que eu quero passar Eu sou da Lira não posso negar ...” Música, alegria. De repente, meu avô disse que precisava sair um pouco. Minha avó, que era nova na cidade, olhava para tudo e para todos quando vê, na sua frente, um pierrô mascarado convidando-a para dançar. Ficou um pouco indecisa mas, lembrando da recomendação do marido, aceitou. Dançaram um pouco, mas ele acabou sendo traído por sua voz ao tentar puxar conversa: - A senhora é nova aqui, não? E ela: - Janjão? Acabara de descobrir que o pierrô masc...

Carnaval

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                                                           Clique para ouvir Nunca fui muito carnavalesca, no sentido de “pular”, ou “brincar”, durante os dias de carnaval. Pular e brincar eram os termos que usávamos quando íamos aos bailes, ou às matinês de carnaval. Você vai pular no carnaval? Em que clube você vai brincar? O vocabulário era, e ainda é muito peculiar. Os bailes dedicados aos festejos do “rei Momo” eram animadíssimos, e o pessoal pulava das 22 horas até as 4 horas da manhã. O baile era animado por uma banda que tocava todos os sucessos dos carnavais antigos, Mamãe eu quero, Taí, Jardineira, Aurora ..., e as marchas e sambas do ano. Isso porque, todos os anos havia lançamentos, que eram tocados e repetidos pelas emissoras de rádio durante um ou dois meses antes do carnaval. Quando o carnaval chegava, todos sabiam cantar as músicas novas, que se juntavam às antigas. Os bailes de carnaval eram, realmente, brincadeiras dos "foliões", que ficavam ...