Sonho aflitivo
Ontem, logo cedo, a Priscila me telefonou para dizer que a Isadora estava aos prantos, porque havia tido um pesadelo. Sonhara que eu havia morrido, e queria vir para Santos para ficar comigo (e, com certeza, para conferir se eu estava bem). Chamei-a ao telefone e, aos poucos, ela se acalmou. Que peninha dessa sua aflição. Confrontada com a morte muito cedo, pois seu papai partiu antes dela completar um ano, ela consegue avaliar o sentido da ausência. Sabe bem o que significa essa partida definitiva e, muitas vêzes, nos transmite isso, como já contei nesse dois textos que publiquei em outras ocasiões: “Vovó, eu também tenho papai. Eu sei, minha netinha. É vovó. É que agora ele está no céu. Esse comentário surgiu do nada, numa tarde em que estávamos juntas. E, há poucos dias, logo depois de ter acordado ela me disse: Sabe, vovó, eu sonhei com meu papai. É mesmo? E ela: sonhei que ele me mandou um recado. Qual foi? Que ele não quer mai...