Viver e morrer
Em abril de 2013, assisti o musical Alô Dolly, em São Paulo, e fiquei encantada com a atuação da protagonista Marília Pêra. Durante duas horas ela dançou, cantou, interpretou e seduziu o público. Na ocasião, ela estava com pouco mais de 70 anos e, inspirada nela, escrevi um pequeno texto sobre “Envelhecer bem” . Sim, ela estava em pleno vigor de vida. Ágil, com postura perfeita, fazendo aquilo que amava. Passados pouco mais de dois anos e meio, chega-nos a notícia da morte da atriz. Ela que estava tão bem, e a quem a palavra velhice parecia tão inadequada, encerrou sua trajetória entre nós. Abatida por doença grave. Será que quando a assisti, o processo da doença já estava em andamento? É possível. Mas lá estava ela no palco, vivendo e brilhando. A suposição é que, enquanto conseguiu, manteve seu trabalho. O mesmo trabalho que, feito com amor, fez com que envelhecesse bem. Porém, para todos existe um ponto final. Aquele que nasce, morre. Nada, contudo, afas...