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Cuidando das pernas

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Como na família temos tendência a problemas venosos, criamos o hábito de, sempre que possível, ficarmos com as pernas estendidas em banquetas ou pufes. Na frente da TV, ou lendo, se encontrarmos um pufe por perto, com certeza ficaremos na confortável posição das pernas estendidas. Esse hábito provoca, muitas vezes, atitudes gentis por parte das crianças, que se apressam a colocar um banquinho diante das vovós, ou da bisavó. Outro dia, entrando na sala onde minha netinha estava brincando, encontrei essa cena, que achei encantadora, "o bebê grande" sentado diante da televisão, com suas perninhas estendidas. Percebi, mais uma vez, a inevitável força dos exemplos. Precisamos, sempre, estarmos atentos a isso. Tomara que nossas crianças só recebam bons exemplos !

Dia das crianças

Criança é inocência, é amor, é alegria, é ternura, é esperança. O dia das crianças é importante para pensarmos o quanto elas dependem de nós, o quanto devemos amá-las de verdade, educando-as para a vida de uma forma ética, humanista, respeitosa. Que todas as crianças possam ser amadas dessa forma, e que cresçam com segurança e sensibilidade.  

Abraços

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Abraço é amor, é carinho, é solidariedade. Um abraço bem dado é, sem dúvida, o carinho que mais passa afeto. E não é só isso. Abraço é amizade, é perdão, é proteção. Vocês já perceberam com que segurança as crianças correm para receberem um abraço, quando nos abaixamos e abrimos os braços para elas? Há pouco tempo atrás, passeando por uma das principais ruas do centro de Santiago, Chile, tive a atenção despertada para um grupo de jovens carregando cartazes onde se lia “abrazos gratis”. Algumas pessoas passavam sem prestar atenção, outras olhavam com desconfiança, mas muitas se entregavam alegremente aos abraços. Junto com o abraço, vinha um pequeno folheto com a anotação de que o abraço é um grande remédio, que transfere energia e dá, a quem é abraçado, um estímulo emocional. Diz, ainda, que precisamos de quatro abraços por dia para sobrevivermos. Fiquei sabendo que o evento fazia parte de uma Campanha de Abraços Grátis. Naquele tempo, início do mês de maio desse ano, eu ainda não era ...

Doenças infantis

Há anos atrás, as doenças infantis eram bem definidas e apresentavam sintomas que permitiam um diagnóstico fácil. Algumas eram mais comuns, e muitas vezes as mães até incentivavam o contágio para que as crianças logo ficassem livres delas. Em certos casos, tendo uma vez a doença, ela não se repetiria. E, quanto mais cedo tivessem, melhor era, pois os riscos na adolescência, ou na idade adulta, seriam maiores. Assim, nossos filhos tinham caxumba, coqueluche (ou tosse comprida), catapora e, às vezes, rubéola (era menos comum). Sabia-se exatamente quais eram os sintomas, qual era o tempo de incubação, e qual o tempo de duração da doença. Muito freqüentes, também, eram as amidalites, que causavam febre alta. Com o tempo, quase todas essas doenças foram sumindo, graças ao desenvolvimento das vacinas. E daí, houve a explosão das viroses sem nome (pelo menos para os leigos). Vírus de múltipas espécies, que passam a causar problemas para nossas crianças principalmente quando elas começam a fre...

Comemorando 50 anos

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Outro dia, conversando com uma amiga, ela me disse estar assustada porque logo irá completar 50 anos. Eu lhe disse que também levei um pequeno susto quando isso aconteceu comigo. Na verdade, penso que o susto se deve ao fato de nos acharmos muito jovens para completar 50 anos. Depois, vamos nos acostumando com os outros “enta”. Será? Confesso que já levei susto maior do que o dos cinqüenta. Como já comentei aqui em diversas outras ocasiões, tenho oito irmãos, e graças a isso fui levando sustos sucessivos quando os vi completar essa idade. Até o “caçulinha” já está nesse grupo. Contudo, embora o sobressalto que se leva quando se percebe o rápido passar do tempo, sempre comemoramos a data com muita alegria. Lembro bem das comemorações de 50 anos dos meus dois irmãos mais velhos, que envolveram um elemento de surpresa que muito nos divertiu. Combinamos, nas duas ocasiões, demais irmãos, cunhados e sobrinhos, de aparecer caracterizados nas reuniões festivas, sem que os aniversariantes soub...

Palavras e exemplos

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Pronta para a escola Há algum tempo publiquei, aqui, um texto a que dei o nome de Palavras Mágicas (com licença, por favor, obrigada e desculpe), e que já estavam sendo usadas com muita propriedade por minha netinha. Realmente é incrível ouvi-la, com tão pouca idade, falando essas palavras no momento certo. Agora, tenho notado que, além das "palavras mágicas " ela está usando palavras de incentivo. Outro dia em que a estava levando para a escola, precisei parar o carro para aguardar que um motorista imprudente, que havia deixado a porta do carro totalmente aberta, impedindo a passagem de outros carros pela rua estreita, voltasse para fechá-la. Logo que fui obrigada a parar, exclamei: “ai, ai, ai”. E a Isadora me perguntou: “ o que foi, vovó ?” Eu expliquei que não conseguiria passar naquele espaço estreito. Em seguida, tendo o motorista percebido que estava parando o trânsito, e voltado para consertar o erro, eu avancei com o carro e disse : “consegui”. Ela, passados uns seg...

Aprendendo com os filhos

Outro dia, minha filha, referindo-se à sua filhinha de dois anos, escreveu o seguinte em seu blog ( http://blognosduas.blogspot.com/ ) : “A pequena está se formando. E eu espero ainda estar em tempo de aprender! Quem sabe não será essa fofinha que vai me ensinar? “ Ao fazer um comentário a esse texto, no próprio blog, eu lhe disse que, com certeza, ela aprenderia bastante com sua filhinha, assim como eu havia aprendido muito com ela, e com o Gustavo, meus filhos. É verdade. Aprendi, e continuo a aprender. Aprendi a viver o presente, no sentido de modernidade. Sem eles, acho que correria o risco de viver presa ao passado, no sentido de vida com um modelo fechado. Eles me lançaram para a frente. E percebi isso há muito tempo quando meu filho, ainda adolescente, me ajudou a enxergar o mundo em transformação, e foi me ajudando na necessária adaptação às novas realidades, sem que eu precisasse deixar de lado todos os meus valores de vida. Cedo, ele foi se mostrando independente e corajoso, ...