Virada Cultural - Parte 2
Como disse, no post anterior, iniciei esse ano acelerando o ritmo das minhas leituras.
E foi assim que, nos dois primeiros meses do ano, li quatro livros, e iniciei mais um, que terminei nos primeiros dias de março.
Já falei sobre "Água Fresca para as Flores" e sobre "Análise".
Os outros livros lidos em janeiro e fevereiro foram Pequenas Chances, de Natalia Timerman, e Lutas e Metamorfoses de uma Mulher", de Édouard Louis".
Em "Pequenas Chances", a autora conta, com toda sensibilidade, como transcorreram os dias que antecederam a morte do seu pai. Constatada a gravidade do seu estado, e na ausência de esperança de cura, ele passa a receber cuidados paliativos, com a presença constante dos seus próximos. Há bastante ternura nesse relato.
Ao lado disso, a autora sente-se ligada à sua história familiar, vivendo o luto conforme os rituais judaicos, e procurando, por meio de uma viagem, uma linha de continuidade com as gerações anteriores.
Achei muito interessante, e comovente, a primeira parte do livro, voltada para o luto.
Em "Lutas e Metamorfoses de uma Mulher", Édouard Louis narra como foi a libertação da sua mãe da opressão em que vivia, como mulher.
A vida da mãe é narrada como uma vida moldada pela pobreza, pela violência e pelas estruturas sociais que limitam escolhas.
É um livro de poucas páginas, lido em poucas horas. Mais parece uma denúncia, numa escrita direta, sem grandes elaborações. Vou precisar ler mais alguma obra desse autor para melhor entender a posição que está ocupando na literatura francesa.
Terminados esses dois livros, ainda no mês de fevereiro, comecei a leitura de "Para John", da celebrada Joan Didion.
Nesse livro, Joan faz um relato detalhado das sessões de análise a que se submeteu durante certo tempo, para poder entender, e ajudar sua filha Quintana. Esses relatos são dirigidos ao seu marido que, da mesma forma que ela, sofre com o problemas da filha.
Há momentos em que o livro fica cansativo, mas é muito profundo, inquietante e esclarecedor.


ah, eu tb acelerei, mas peguei dois livros grandes, então a quantidade é menor. mas ando amando as leituras. fiquei curiosa com pequenas chances, na festa do livro da usp comprei um do louis, está na fila a ler. estou lendo casa da alegria de edith wharton e gostando muito. beijos, pedrita
ResponderExcluirJá vou anotar o livro da Edith Wharton, para uma próxima leitura.
ExcluirParabéns pela decisão de retomar as leituras! Fiquei interessada no livro da Natália Timerman. Da Joan Didion já li dois livros: 'O ano do pensamento mágico' e 'Noites azuis', nos quais ela fala também de situações familiares associadas a doença e morte. Do Louis Édouard eu li o 'Monique se liberta', que aborda o mesmo assunto desse que você leu (a mãe do autor, as circunstâncias da vida dela, etc.).
ResponderExcluirBeijo
Gostei bastante do livro da Natália Timerman na parte dos cuidados paliativos, e da união da família em torno do pai. É um tema atual e muito interessante.
ExcluirMuito bom ler e reativar as leituras. Ando lendo pouco, poupando os olhos,rs... Lindo fds! beijos,chica
ResponderExcluirParecem bem densas e interessantes as leituras. E o melhor ainda reforçar e incentivar o hábito!
ResponderExcluirForam mesmo, Pri. E ter renovado o hábito foi ótimo. O problema é que não há livro que chegue, pois tenho lido muito depressa.
Excluirque bacana Heloisa, ótimas indicações para lermos...abraços
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