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Criança preocupada?

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Alerta: conversa de vovó. Para registro. As crianças sempre nos surpreendem. Fazem e dizem coisas que achamos que estão fora do seu alcance. Outra noite, recostadas na minha cama, eu e a Isadora conversávamos. De repente, ela me disse: - Sabe, vovó, às vezes eu fico tão preocupada com você. - Por que, minha netinha? - Ah, porque você fica muito sozinha. Passa os dias sem companhia, e quase não sai de casa. - Não tem problema, minha linda. A vovó já está acostumada. E a vovó sempre arranja muita coisa para fazer e se distrair. Na verdade, nunca imaginei que ela pudesse ter esse tipo de preocupação. Ou outra preocupação qualquer.   Criança preocupada? Não imaginava essa possibilidade. É que, passando todas suas férias comigo, ela observou que grande parte dos dias da semana eu fico só. E é isso mesmo. Pois, embora acostumada, muitas vezes até eu acho que estou ficando muito tempo só.  

O que fazer?

Estou sufocada. Todo ato cruel, todo ato desumano, atinge toda a humanidade. E a diminui. Estamos todos diminuídos. Um jovem preso, sem roupa, a um poste, depois de atacado. Um cinegrafista, em trabalho, assassinado por efeito de um morteiro atirado por manifestante (s) em protesto. A violência está generalizada. A cultura do ódio segue firme. E nós, o que podemos fazer para tentar barrar a escalada da violência, para calar a cultura do ódio? Não se trata, somente, da violência física. Normalmente, chega-se a essa, depois de muita deformação, depois de muita violência moral. É a agressividade nas palavras, tão dissseminada, são as ofensas gratuitas, é a empáfia, a arrogância. É o linchamento moral. E o que podemos fazer? Sem dúvida, todos temos algo para fazer. Muitas vezes, sem perceber, estamos contribuindo para a cultura do ódio. Sem qualquer cuidado, sem qualquer exame ou pesquisa, acreditamos em fatos que outros divulgam, e passamos para a frente. Es...

"New look"

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Há algum tempo deixei de usar blusas sem mangas e camisetas cavadas. A manga pode ser bem curta, tipo manga japonesa, ou na forma de uma aba, mas sempre está presente. Acho que isso se deve à vaidade. Não uma vaidade exagerada, mas uma vaidade saudável, para me enxergar arrumadinha.  Coisas da idade. Blusas cavadas, e até bermudas, só nas caminhadas pela praia ou em casa. Mas esse calor exagerado, que nos envolve desde o mês de dezembro, está alterando minha noção de vaidade, e me fazendo adotar um novo visual. Temperaturas diárias acima de 30 graus, próximas de 40, com sensação térmica superior a isso. Dia e noite. Noite e dia. Adeus mangas e manguinhas. O pior é que, assim como os aparelhos de ar condicionado, as camisetas regatas, e as blusas cavadas, sumiram do comércio. Com dificuldade, encontrei algumas, mas no sistema de olhar e comprar. Sem escolha de cor, ou de modelo.                     ...

Riscos e medos

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A velhice não chega de uma hora para a outra. Sabemos disso. Ela vai se insinuando, e cada dia avança um pouquinho, mas a gente não percebe. Até que, de repente, começa-se a notar sinais. Já não se anda tão depressa, já não se lembra com presteza de determinados fatos, já não se tem muito entusiasmo por determinados programas. E, o pior, começa-se a ficar com determinados receios. Medo de cair. Daí a cautela ao andar na rua, para não se ser surpreendida por algum desnível, ou buraco. Medo de ser assaltada. Cautela nas caminhadas, quando se tem que carregar bolsa. É melhor uma bolsa pequena, a tiracolo, cruzada na frente.  E tantos outros cuidados ... Mas, por outro lado, não se pode sucumbir aos receios. É preciso, também, estar alerta para evitar exageros. Será que isso tem mesmo algum risco? Será que dá para esquecer a idade e agir com segurança? Tudo isso eu pensei ontem cedo quando, em São Paulo, resolvi me aventurar na 25 de março. Estava querendo ...

Fim de férias

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(Alerta: conversa de vovó). As férias da Isadora estão terminando, e preciso encerrar esse capítulo também no blog. Nas últimas férias escolares, as do mês de julho, ela havia me dito: - Vovó, nas próximas férias vou ficar com você todo tempo. Falou e cumpriu. Assim que terminaram suas aulas, ainda em dezembro, ela veio com sua bagagem para Santos. E aqui ficou. Recebeu muitas vezes a visita de sua mamãe, mas não falou em voltar para São Paulo. Agora, no final, está querendo passar seus três últimos dias de férias na sua casa, e para lá iremos hoje. E é incrível como todo esse tempo passou rápido. Não conseguimos fazer tudo que pretendíamos, mas foi muito gostoso. Tomamos bons banhos de mar, tomamos muito sorvete … Aproveitamos muito a beleza da praia e os lindos crepúsculos. O iPad da vovó quase gastou, de tanto uso. O trailer da Barbie permitiu muitas brincadeiras. Com a Priscila, a Isadora deu boas circuladas pela ciclovia. A vovó ...

Férias verdes

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Fugindo do calorzão que tem feito em Santos, e para aproveitar os últimos dias de férias da Isadora, viemos passar uns dias no campo. Também encontramos calor, muito calor. Mas só ao ar livre, e nas horas de sol. Dentro de casa, e à noite, uma temperatura gostosa. O lugar é lindo. Uma antiga fazenda de café, que preservou as áreas de vegetação nativa, e que foi transformada em hotel. Ambientes gostosos, amplos. Paisagens maravilhosas. Muito verde, muita placidez. A piscina fica num local privilegiado, rodeada de vegetação. Árvores frondosas garantem sombra em algumas das suas partes, em horas diferentes do dia. Eu, que fujo do sol exagerado, consegui passar boas horas na piscina na parte da manhã, escolhendo o lado sombreado. Optando por mesa nos terraços, sempre tínhamos uma linda paisagem à frente, na hora das refeições. Muita calma, muita gostosura. As atividades da Isadora, ficam para o próximo post...

Confusão

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Confesso que me senti perturbada. E o incômodo foi tão profundo que chegou a ser fisico. Lendo os jornais do dia, vejo a seguinte manchete:   “ Homem e mãe. Nascido mulher, 1º homem a dar à luz na Argentina relata o caso inédito e diz estar desempregado” . Ao lado da manchete, uma foto, em tamanho grande, retratando um casal. O homem, barbado e com barriga de gravidez de oito meses, e a mulher, devidamente maquiada, de mão dada com o marido. Avancei um pouco na leitura e soube que se trata de um casal transexual. O homem nasceu mulher, e a mulher nasceu homem.  Diante do sonho da paternidade/maternidade, resolveram ter um filho. E, assim, deram vida à menina Gênesis Evangelina. Não consegui ler a matéria até o fim. (Imagem ilustrativa encontrada na web. Matéria na Folha de São Paulo de 20/01/2014).