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De geração a geração

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Há coisas que não se perdem. O tempo passa, as diversas gerações se sucedem mas, de repente, ouve-se uma criança dizer:  “Vamos ver quem chega primeiro? O último é a mulher do padre". ”Ou, então, "uni, duni, tê, salamê minguê, um sorvete colorê”, uni, duni, tê" . E, ainda, “vaca amarela ….” E também muitos outros versinhos e vozes de comando, que estavam presentes na nossa infância, lá atrás. Achei uma graça quando a Isadora começou a usar essas e outras repetições. É aí que se mostra forte, a renovação que sentimos na convivência com as crianças. E que se percebe, ainda que de leve, a permanência  do tempo. Outras coisas que não se perdem são as artes manuais. Até pode ser que não sejam muito intensas nos dias de hoje, onde há predomínio quase que absoluto da tecnologia. Mas que elas existem, e permanecem, não há dúvida. E, quando são descobertas pelas crianças de hoje, fazem sucesso. Foi o que aconteceu com minha netinha. Ela me vê fazendo cr...

Compartilhar o que é bom

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A leitura dos jornais estava me fazendo mal. Passei a ler superficialmente, detendo-me em poucas matérias e poucos assuntos. Assistir o noticiário na televisão, também se tornou insuportável. E, daí, o facebook, cheio de maldades, agressividade, ódio mesmo, compartilhamentos de inverdades, incentivo de protestos, falta de cuidado e de responsabilidade nas comunicações. Existe o lado do bom do encontro com amigas, que muitas vezes estão distantes. Existe o lado bom de poder seguir páginas do nosso interesse. No mais, muita desinformação, muita falta de amor. E maledicência pura. Em altíssimo grau. Maledicência? Será que essa palavra ainda existe nos nos nossos dicionários? Será que é conhecida do “grande público”? Nos meus tempos de infância, e juventude, sempre ouvíamos que nunca deveríamos ser maledicentes. Mas isso faz tempo. Hoje, parece que, o que importa é falar mal. É o oposto da norma “fazer o bem, sem olhar a quem”. Agora, o que vale é “fa...

Prazeres da mesa - Peru. Lima.

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Esse último mês de abril foi de recesso. Exames como ressonância magnética e tomografia do joelho e tornozelo, médico, repouso relativo. Quando estava pronta para começar a agitar e retomar todas as atividades, gripe com faringite forte. Com tudo isso, fiquei meio “borocochô”. E não fiz grandes coisas. Hoje,  mexendo em  fotos e no blog, até me assustei: quase não escrevi. Daqui a pouco, as lembranças da viagem a Lima, e de outros eventos dos últimos dias, vão começar a esmaecer. Então, mãos à obra. Já falei sobre algumas curiosidades de Lima, mas deixei para comentar sua culinária em separado. Geralmente, quando viajo para o exterior, não me preocupo muito com os roteiros grastronômicos. Mas, dessa vez, incentivada por amigos, e leituras, resolvi me dedicar a conhecer a culinária peruana, que vem tendo um enorme sucesso nos últimos tempos, e aparece como uma grande atração turística do país. Pescados ou Mariscos (frutos do mar), batatas e milho, têm...

E agora, Sr. Doutor?

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"É como suspeitei. Realmente, você não vai poder disputar a Copa do Mundo". Foram essas as palavras do meu irmão Osvaldo, ao receber o resultado de uma ressonância magnética a que eu me submetera. - Você teve rompimento dos ligamentos cruzados anteriores do joelho. Não vai dar para jogar. E tudo porque, num movimento mal executado, eu torci o tornozelo e o joelho direitos. Cada um tomou uma direção, e eu tive uma queda leve. Isso aconteceu durante o vôo de Lima para São Paulo, no último dia 2 de abril. Precisei descer do avião numa cadeira de rodas, porque teria dificuldades para andar todo o imenso trajeto do aeroporto. Fui a um hospital com Pronto Atendimento e, depois de radiografias, saí com a recomendação de tomar um anti-inflamatório, fazer sessões de fisioterapia e, se entendesse necessário, procurar um ortopedista para fazer uma ressonância magnética. A radiografia servira somente para a pesquisa de eventual fratura, mas a ressonância é que servir...

Fruta na fila

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É um perigo ficar muito tempo em casa, com fruta pedindo para ser aproveitada. Fruta, não. Frutas. Acabo indo para a cozinha e, depois, consumindo doces que não estavam programados. Mas que é uma delícia, é. Ganhei caquis e bananas, que amadureceram rapidamente. Perdê-las? Não. Pensei rapidinho e decidi : bolo de banana com aveia e açúcar mascavo. E os caquis?  Musse. Mas logo pensei : estou sozinha e a musse vai acabar ficando ressecada, a não ser que eu coma muito. Ainda se fosse fim de semana ... Seria uma ótima sobremesa para o almoço de domingo. Resolvi : vai sair um sorvete. Tomo um pouco, e o restante fica no freezer aguardando outras bocas. E foi o que fiz. Muito simples, aqui ficando o registro: Sorvete de caqui 6 a 8 caquis 1 lata de leite condensado 1 lata de creme de leite 1 lata de leite de vaca caldo de meio limão (aproximadamente 1 colher de sopa). Bater tudo muito bem no liquidificador. Levar ao freezer. Mais ...

Curiosidades em Lima - Peru

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Chegamos há pouco de uma semana muito gostosa em Lima, cidade que não conhecíamos, e que, a par das suas belezas, tem curiosidades muitas curiosidades. Em Lima não chove. Isso é o que nos dizem os que vivem lá, e os que já viveram. Achei isso muito curioso pois, mesmo sem chuva, há verde e flores por todos os lados. Questionei o fato com um motorista e ele me disse que as regas das plantas e parques são diárias, por meio de caminhões que rodam pela cidade durante a madrugada. Não pude conferir a informação. Mas fiquei imaginando a dificuldade desse tipo de rega, por toda a cidade. No hotel me disseram que a umidade relativa do ar, que pode chegar a 90 ou 95%, garante a hidratação das plantas. E que, no inverno, há dias em que ocorrem garoas, que os peruanos chamam de garuas. Mas que chuva, mesmo, não acontece. Muito curioso. Quem nasce por lá, e por lá fica durante toda sua vida, com certeza não consegue imaginar como é uma chuva ao vivo. E as cria...

Nova aventura

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Coloquei a “Helo Tur” em funcionamento e, nos últimos dias, passei debruçada em pesquisas a respeito de um novo destino turístico. Não fica tão distante, mas também não é tão perto, a ponto de afastar algumas preocupações, como a do uso de meias elásticas durante a viagem de avião. Já está  mais do que provado o perigo de se ficar quase que imóvel durante as horas da viagem. Sendo assim, os cuidados que a idade pede, não podem ser esquecidos. É preciso manter o entusiasmo e o interesse por viagens, passeios e novas descobertas. Mas também é preciso ter em mente que não se deve correr riscos. E foi por isso que, quando estivemos na Turquia, não nos interessamos pelo passeio de balão. Deve ser lindíssimo, mas a idade realmente é uma barreira. Isso é ruim? Não, claro que não. Na ocasião, pudemos ver e visitar muitos lugares também lindíssimos. Tudo sem estresse. Não há dúvida que existem coisas que têm limite para ser feitas. Ou se faz mais cedo, ou não se faz...