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Passado ou futuro?

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O Berto e eu costumamos ler jornal logo no início do dia. É um hábito que trago desde a infância, e que já foi muito valorizado e intenso. Até pouco tempo, eu lia dois jornais inteirinhos. Costumava dizer que até os editais de casamento, publicados pelo jornal local, eram objeto da minha leitura. De repente, a leitura passou a ser quase uma tortura. Notícias péssimas, fatos distorcidos, jornais sem compromisso com a verdade. Cortamos a assinatura de um jornal de grande circulação, e mantivemos somente o jornal local, que passou a receber uma leitura superficial. Só para termos noção dos “rumos” e acontecimentos da nossa cidade. Hoje cedo, uma chamada de primeira página, acompanhada por foto do cantor, assinalou que: “Djavan lança, em Santos, a turnê Vesúvio”. Li em voz alta, comentando com o Berto que, pela foto, tinha dificuldade em imaginar a idade do Djavan.  Então, ele me perguntou: quando ele lançou a turnê? Essa é uma questão qu...

Gripe, leitura e esperança

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Estou meio distante do blog, tudo por conta de uma gripe. Gripe acompanhada de sinusite. Chegou meio devagar, dando sinal pela garganta. E, de repente, foi um mal-estar geral. Dificuldade para respirar, tosse e muita, muita secreção. Não teve jeito. Apesar de fugir de remédios fortes, tive que entrar no antibiótico. E em todo um arsenal de cuidados. Inalação, xarope, soro nasal. Dormir com a cabeça mais elevada, evitar ar condicionado. Nunca me dei bem com gripe. Será que alguém se dá? Mas sei que alguns se recuperam após três ou quatro dias de repouso, e eu sempre precisei de mais. Agora, então, entrada nos oitenta, parece que uma semana é insuficiente. Já são duas semanas de resguardo, tratamento, e ainda não me sinto totalmente bem. Ainda bem que a indisposição não atrapalhou minhas leituras e pude prosseguir com o desfrute dos livros que ganhei no final do ano. Comecei e terminei a leitura da “Minha História”, da Michelle Obama. Gostei bastante. ...

Bimestre intenso

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Janeiro e fevereiro, de muito calor e muita chuva. Calor com temperaturas beirando os 40 graus, e com sensação térmica superior. Chuvas pesadas, acompanhadas por ventanias e causando alagamentos e estragos. Muito tempo dentro de casa, fugindo dos desconfortos do verão. Com isso, a leitura rendeu bastante.  Terminei a leitura de um livro já iniciado, e li outros quatro. Assisti a três bons filmes, Roma, Green Book: O Guia, e Bohemian Rhapsody, e a uma peça teatral: O Jardim das Cerejeiras, de Tchekhov. Presenciei a um show musical maravilhoso,  melhor dizendo, a um concerto, Violões de São Paulo, um fantástico encontro de cinco dos melhores violonistas brasileiros: Alessandro Penezzi, Daniel Murray, Paulo Bellinati, Swami Jr. e Ulisses Rocha. Todos de um virtuosismo impressionante. E ainda viajei durante oito dias, por mar, e caminhando um pouco por terras uruguaias e argentinas. Foram dois meses ricos em programação. Permeando toda essa programação, a ...

Peras ao vinho

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Muitas vezes fazemos uma receita durante um certo período e, depois, a esquecemos.  Deixamos de fazer, sem nenhum motivo, e adotamos outras. Parece, mesmo, que não é muito comum manter a fidelidade nessa área.  Ora porque surge um novo ingrediente, uma nova forma de usar um conhecido, ou então algum pouco usado entra na moda. Sim, os ingredientes culinários também entram na moda.  E lá vamos nós experimentar novas receitas. É evidente que existem algumas que permanecem inatingíveis. São tradicionais e dificilmente são deixadas de lado. Outras, usadas eventualmente, acabam sofrendo esquecimentos. Foi o que aconteceu com a minha receita de Peras ao Vinho. Há tempos não a usava, embora seja simples e tenha um ótimo resultado. Ontem, bastou perceber na geladeira umas peras meio esquecidas, para lembrar na mesma hora dessa sobremesa deliciosa. Em dois tempos estava em ação e, logo depois, no meu almoço de domingo, estava saboreando...

Longevidade

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Esse termo tão pouco usado, passou a aparecer em um ou outro texto que fala sobre as vidas longas, mas parece que ainda não encontrou apoio por parte da população idosa.  Nem mesmo por parte daqueles que usualmente comentam sobre a velhice. Talvez isso ocorra porque o termo adequado para nomear alguém que tenha longevidade seja estranho.  Longevo. O vocábulo não é nem um pouco bonito, e parece não ser delicado referir-se a alguém qualificando-a como uma pessoa longeva. Já imaginou ser chamado de longevo, ou longeva? Até parece um palavrão. Um pouco mais leve que macróbio, é verdade. Mas também tem sua feiura. Embora feio, seu sentido, principalmente quando a longevidade está de braços dados com a boa saúde, é muito bom. Ser longevo, ou longeva, vivendo bem, com saúde, autonomia e alegria, é o que a maioria das pessoas quer para si.  Falo a maioria, porque há pessoas que afirmam não querer ter vida longa. Não querem correr o risco, principalm...

Palitos vilões?

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Serão vilões, os palitos de dentes? De um lado os cirurgiões-dentistas, dizendo que eles não servem para higiene bucal, e que podem causar danos às gengivas. De outro, a etiqueta social, afirmando em críticas ácidas que é deselegante usar palitos à mesa. Um e outro podem ter razão relativa.  Mas, como resolver um problema momentâneo, mais que um problema, uma aflição por ter ficado com uma partícula de alimento entre os dentes, durante um jantar muitas vezes cerimonioso? Dependendo do prato servido, não é difícil que um pedaço de carne, ou até um resquício de folha, fiquem presos entre os dentes. E parece que as folhas sempre escolhem se localizar nos dentes da frente. Além do desconforto, a preocupação.  E agora, posso sorrir? Penso que esse problema ocorre mais com aqueles entrados na velhice. Escrevo pensando neles, e em mim. Os jovens, com certeza, não têm condições de avaliar, em sua inteireza, essa situação desagradável.  Com a idade, muitas ...

Panquecas americanas

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Fico muito animada quando me deparo com uma receita sem glúten e que, de imediato, me parece saborosa. Logo penso: vou fazê-la na primeira oportunidade. A idade traz dessas coisas. Com o passar do tempo, vamos nos sensibilizando com algumas substâncias e tendo que evitá-las, ou até eliminá-las da alimentação. Hoje, faço o possível para evitar tanto o glúten, como a lactose. Deixo para consumir, sem deixar de lado o cuidado, só quando estou em algum lugar que não oferece outra opção.  E é por isso que vibro quando encontro alguma boa receita. Conheci há poucos dias um blog muito simpático, o Casal Mistério , com receitas e viagens. Dando uma "folheada" nele, vi uma foto apetitosa de panquecas americanas, sugeridas para o café da manhã. Era quase o final do dia e resolvi que não esperaria o café da manhã para prová-las. Elas teriam papel importante no lanche da tarde. E como tiveram. São deliciosas, e feitas em dois tempos. Talvez fiquem mais gostosas ...