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Carnaval

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Tanto riso, tanta alegria, Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando pelo amor da colombina No meio da multidão. Carnaval era alegria, colorido, marchinhas, confetes e serpentinas. Carnaval era sol, era luz, era calor. E era música, muita música. Dias antes da festa, os rádios transmitiam as novas músicas para o carnaval do ano. Eram tão repetidas que, quando chegavam os dias do carnaval, os foliões podiam cantá-las, intercaladas com as antigas e eternas marchinhas. Hoje, nem o clima acredita em carnaval. Chove desde ontem à noite, praticamente sem parar. Onde estão as crianças fantasiadas? Onde os blocos? Onde as marchinhas? As serpentinas e o confete? ... Pedacinho colorido de saudade, Ai, ai, ai, ai Ao te ver na fantasia que usei, confete, confesso que chorei. Adendo: Assim que publiquei o texto, percebi que havia exagerado um pouco. O carnaval mudou, mas persiste. Só que, em lugares marcados. Quem quiser vê-lo, deve ir atrá...

Velhice sem pressa

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Com esse título não estou querendo dizer que ninguém deve ter pressa para chegar à velhice. Mesmo porque acho que deve ser muito difícil encontrar alguém que queira que o tempo passe depressa, para logo chegar à velhice. O que na verdade estou querendo dizer com "Velhice sem pressa" é que a pressa não combina com a velhice. Para vivermos com riscos diminuídos, não podemos ter pressa. Está dentro de um carro, chegou ao seu destino e vai precisar sair dele? Saia com calma. Sem pressa. Coloque os dois pés no chão, fique ereto. Agora sim. Está pronto para começar a caminhar, sem pressa. Vai subir, ou descer, uma escada? O corrimão existe para ajudar. Segure nele e desça, ou suba, sem pressa. Você chegará sem correr riscos desnecessários. Está terminando o banho e não quer atrasar para um compromisso? E, numa falha da memória, você esquece da sua idade e, como se jovem fosse, resolve apressar a saída do banho, para ganhar tempo?Esquece até das barras de segurança...

Costura criativa

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Desde outubro parece que estou com uma ideia fixa: costura criativa. Nem mesmo sabia que minha nova atividade recebia esse nome tão simpático.  Costuras diversas, aproveitamento de retalhos, criações com objetivos práticos, combinação de cores e estampas, arteterapia. Com tecidos variados, máquina de costura, zíper aos metros, tábua de corte, réguas quadradas e retangulares, manta acrílica, cursores, e muito mais, passei a me envolver com bolsas, bolsinhas, porta-celulares, nécessaires e jogos americanos.  Isso, por enquanto, porque a imaginação já está se jogando para vários outros modelos e utilidades. E com a costura, meu vocabulário se enriqueceu com palavras como matelassar, quiltar, refilar. A delícia do trabalho, o prazer da peça pronta são bem grandes.  Mas também há o cansaço depois de algumas horas debruçada na mesa, para cortes, e na máquina, para as costuras. Marinheira de primeira viagem, acredito que nã...

Natal

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Do Natal ingênuo, com a figura simpática, mas bem pouco vista do Papai Noel, ao Natal agitado, com a figura quase intimidante do Papai Noel. Na infância, a simplicidade. Uma lembrança, colocada sobre os sapatos ao lado da cama, indicava que o Papai Noel havia passado por ali. Um livro, um pequeno jogo, um tercinho com pedras bonitas. Uma simples lembrança trazia felicidade. E o Natal tinha a grande marca da religiosidade. O presépio na Igreja, o presépio montado com detalhes, e ocupando quase que uma sala inteira na casa de um tio. A Missa do Galo à meia noite. Depois, o Natal dos filhos, que também colocavam os sapatos ao lado da cama, esperando a passagem do velhinho do dia 24 a 25 de dezembro. E o bom Papai Noel escolhia os presentes, que poderiam ser cavalinhos, fogões com panelinhas, jogos, roupas, bonecas e até um balanço que, como não podendo ser colocado sobre os sapatos, ficava no quintal esperando que suas crianças acordassem.  O presép...

Desafio alucinante

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Quando preenchi meu perfil, ao criar esse blog há quase doze anos, me descrevi como uma pessoa que gosta de desafios. Realmente, a vida tem me mostrado que o desafio, no plano das atividades, me motiva, me fortalece, me empolga. Nos últimos dois meses, resolvi enfrentar um novo desafio, o de usar máquina de costura e aprender a confeccionar bolsas de tecido. Minha máquina estava guardada há quase seis anos, depois de um curto período de uso. Ganhei da filha e neta no Natal de 2013, enfrentei o desafio de fazer dois ou três vestidinhos para a Isadora e guardei-a. Pouco entendia de costura e não encontrei ninguém para me orientar. No atropelo do tempo, com os anos se acumulando,  fui me distraindo com  outros trabalhos manuais. O último foi o resgate do bordado, que havia aprendido nos tempos do colégio. Pesquisei um risco, comprei o material e, consultando a memória e aulas virtuais, terminei meu bordado.  Pronto o bordado, a dúvida. Como utilizá-lo? Nu...

Éramos nove

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Éramos nove, cinco homens e quatro mulheres. Entre o mais velho e o caçula, 18 anos de diferença. Anos que fizeram diferença só durante algum tempo. Logo, todos convivíamos na igualdade. A diferença da idade, sumiu. Carlos era o quinto, vindo logo depois de mim.  Levado, enquanto criança, e corajoso, agindo muitas vezes como um "galinho de briga". Inteligente, trabalhador, dedicado, generoso, rígido, teve grande sucesso profissional. Lembro que no Natal do seu primeiro emprego, chegou em casa como um verdadeiro Papai Noel. Ainda era solteiro, mas com muitos sobrinhos. Para a mãe, trouxe uma máquina de tricô Lanofix, verdadeira coqueluche da época. Para a criançada, diversos tipos de brinquedos. Brincalhão, irreverente, ótimo piadista, provocava muitas risadas na sua plateia familiar. De repente, um AVC, quase o derrubou. Estava se recuperando, e despertando esperanças. Mas veio outro AVC, logo seguido por uma tragédia aérea que lhe levou o filho do mei...

Novos ares em fim de semana

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Esse ano, que está quase no seu final, não me propiciou muitas oportunidades de viagens ou lazer. Exposições, limitadas quase que exclusivamente à  maravilhosa mostra das obras da Tarsila Amaral, no MASP. Poucas idas ao cinema. Nada de concertos, teatros, ou shows. Mas, de repente, antes do seu encerramento, eis que parece que os ares mudaram, e tive um agradável fim de semana em São Paulo, também com boas perspectivas para os próximos dias.  De sexta a domingo, o tempo foi suficiente para aquisições com vistas a um novo passatempo, almoço em restaurante peruano, teatro e, ainda, um Festival do Café. A sorte foi que, mesmo sem planejamento anterior, conseguimos participar de tudo, com facilidade. São Paulo oferece uma variedade enorme de programas, e é ótimo poder aproveitar as ocasiões. Foi o que fiz, aproveitando  para comprar material que me será muito útil em novos tipos de trabalho manual. Logo contarei sobre eles. O comércio, em São Paulo, é...