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Aprendendo com os jovens

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Não sei quando a gastronomia japonesa passou a ser adotada rotineiramente no Brasil. O que sei é que os imigrantes japoneses, no início do século XX, chegaram ao nosso país e mantiveram, entre eles, seus costumes e culinária. O que sei, também, é que nos meus tempos de menina e de jovem, não se ouvia falar em comida japonesa, e muito menos em restaurantes japoneses. Talvez, nas grandes capitais, já existisse algum restaurante com seus sushis, sashimis e que tais, iniciando a curiosidade, e a motivação dos locais, para a experimentação dos pratos até então considerados esquisitos. Aos poucos, contudo, o interesse pela comida japonesa foi aumentando, e se mantendo principalmente entre os jovens.   Não poderia ser diferente.   Os jovens, em tudo, descobrem o “novo”, não têm receio de provar e se atiram de cabeça a situações diferentes. E foi assim com a culinária japonesa. Provaram, gostaram e espalharam esse gosto por muitos. Eu, mesma, aprendi a ...

Quem me lê?

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Quem escreve, e publica, pretende que seus escritos sejam lidos. Porém, como conseguir leitores? Algumas divulgações entre pessoas próximas, têm certo resultado. Mas é um grupo pequeno e, quando se acompanha o número visualizações de determinados posts, o que se vê é que se tem um número bem maior de possíveis leitores. Há algum tempo, a plataforma do blog abria um espaço para inscrições de seguidores, com seus nomes e fotos. Nessa época, apareciam mais de trezentos seguidores do meu blog.  Que alegria. Como me encontraram? Será que todos ainda me seguem? Desconfio que não, pois as redes sociais absorveram grande parte daqueles que se interessavam por blogs. Uma coisa é certa. Depois que se publica um texto, ele pode chegar a lugares inimagináveis, e atingir pessoas de diversas formações e idades. Curiosa para saber qual o caminho percorrido pelos leitores até me descobrirem, fui pesquisar as estatísticas do blog . No setor "origens de tráfego” to...

Pode falar?

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Em tempos em que a comunicação à distância é extremamente avançada, contraditoriamente ela se realiza, muitas vezes, com cuidados excessivos para evitar desconfortos. Há muitos anos, ligações telefônicas entre cidades  levavam horas para se completar. Havia a intermediação de uma telefonista que, ao receber o pedido de uma ligação interurbana, avisava o número de horas de espera pela ligação.  Com o progresso da tecnologia, vieram as ligações diretas. Já se conseguia, embora com custo alto, chamar-se instantaneamente alguém em outra cidade ou país, unicamente com o uso do teclado. Era uma alegria completar uma ligação, sem qualquer dificuldade, e poder ouvir a voz de alguém que estava distante. Com a internet, a evolução atingiu algo até então inimaginável. Ligações sem custo, conversas instantâneas com pessoas em qualquer distância, podendo-se não só ouvir a voz, como ver-se a imagem. Alegria dobrada. Mas, no dia a dia, sinto que a comunicação perdeu muito da...

Surpresa embaraçosa

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Pelo interfone da entrada do prédio, me identifiquei ao porteiro, informando que iria ao apartamento da Dona Lourdinha. Prontamente ele liberou o portão, e eu e minha irmã Lourdes entramos no prédio. O funcionário nos esperava, avisando que podíamos subir. Perguntei: nono andar, não? E ele: sétimo andar. Comentei com minha irmã que sempre tinha um pouco de dúvida em relação ao andar. Subimos, as portas do apartamento já estavam abertas. Estranhei uma escultura logo na parede da entrada (decoração nova?), mas havia uma moça nos esperando e nos encaminhou para a sala. Ao entrar, não atinei para o local. Parece que havia me desligado de todo o entorno, enxergando somente um grupo de senhoras sentadas em sofás, num dos ambientes da ampla e linda sala. Comentei com minha irmã: Será que a Dinha ia receber algumas amigas e nada me disse, quando avisei que iria visitá-la? Bom, nessa altura, já havíamos dado alguns passos, e parado ao lado dos sofás. Olhei, e n...

Tapa-buraco

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Os tempos estão tristes. Notícias desalentadoras, expectativas sombrias. Quero escrever, mas nem sempre surge uma ideia leve. De repente, parece surgir uma motivação. Faço uma receita nova de bolo, e logo penso: vou publicar. E não posso deixar de lembrar de fase relativamente recente do nosso país, em que muitos jornais publicavam diversas receitas de bolo em páginas destinadas a comentários sobre economia, política ou assuntos gerais. Às vezes, a receita entrava no meio de uma matéria, outras vezes ocupava um espaço reservado para texto menor, e era interrompida sem conclusão.   Eram os tempos difíceis da ditadura, em que a censura cortava tudo aquilo que entendia que não deveria ser divulgado. E os jornais, preenchiam os espaços com receitas de bolo. Pois bem. Vou apelar para receitas de bolo. Sempre coloquei, nesse meu espaço, receitas que considero interessantes. Pães, bolos, sobremesas doces de família.  Mas agora, elas vão assumir, de vez em qu...

Fazendo a festa

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Volta e meia minha netinha Isadora vem passar o fim de semana comigo. E, com ela, sempre estão presentes as ideias de comidas diferentes daquelas do dia-a-dia. Se eu perguntar qual será o cardápio, ela primeiro fala em comida japonesa. E foi o que aconteceu no último fim de semana.   Mas, daí, eu dei um corte: não, chega de comida japonesa.   Que tal um “fondue"? A sugestão foi aceita de pronto. Fomos atrás das nossas pouco usadas panelas de fondue e, em seguida, até o supermercado para a busca dos ingredientes. O jantar de sábado foi um sucesso.   Para facilitar, compramos para o fondue de queijo uma mistura pronta, de queijos suíços. Deu muito certo, e adorei o ritual do consumo ritmado dos pedacinhos de pão italiano, envoltos na massa quente de queijos. Para mim, já estava completo. Mas como estávamos com duas jovenzinhas, a Isa e sua amiga Elena, não poderia faltar o fondue de chocolate. As duas participaram de ...

Melhor amiga

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13 de agosto.   Essa data me remete ternamente para o passado, e lembro da minha melhor amiga dos primeiros anos do ginásio. Éramos duas meninas tímidas e magrinhas, que se conheceram aos 10 anos, tiveram convivência diária no colégio, durante três anos, e depois se separaram por circunstâncias da vida. Karen, minha melhor amiga desses anos longínquos, ficou marcada na minha memória, e é lembrada todos os anos, no dia do seu aniversário. Eu morava em São Paulo, na Rua Eça de Queirós, e a Karen residia na Rua Joaquim Távora, na Vila Mariana. Nossa casas eram separadas por algumas quadras, e estudávamos no Colégio Bandeirantes, também na Vila Mariana, a poucos metros de distância da minha casa. Nos meus dois primeiros anos de São Paulo, estudei no Colégio Madre Cabrini, no semi-internato. Passava o dia inteiro na escola. Quando terminei o curso primário e sem idade para ir para o ginásio, precisei fazer um ano do curso de admissão ao ginásio, já no Bandeira...