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Imitando ciabatta

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Um pão francês bem feito, fresquinho e crocante, é quase que inigualável. Mas, por vários motivos, entre os quais a presença de glúten, ele nem sempre encontra lugar na mesa. A substituição, contudo, não é fácil.   Só pesquisando bastante consegue-se uma boa receita para lanches e cafés da manhã. Meu último experimento na área dos pães sem glúten, foi usando farinha de grão de bico. O pão ficou bem saboroso e com boa consistência.  Embora não muito bonito. Cortei em pedaços e deixei congelado, para poder consumir no dia a dia. Ao descongelar, levei ao forno, borrifando um pouquinho de água para lhe dar crocância. E assim, com farinhas diferentes, deixamos o trigo de lado e vamos encontrando novos pães. Pois ficar sem pão, é difícil. Pão de grão-de-bico, sem glúten 1 xícara (chá) de farinha de grão de bico 1 1/2 xícaras (chá) de farinha de arroz 3/4 de xícara (chá) de polvilho doce 3 colheres (chá) de goma xantana 1/2 envelope de fer...

Difícil é improvisar.

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Há algum tempo, conseguia-se fazer programas com mais facilidade. No meu caso, não só porque a idade era menor, mas também porque era mais fácil conseguir-se lugares em espetáculos e até hotéis. Hoje, tudo tem que ser feito com muita antecedência.  Viagens, dependendo da época, precisam ser resolvidas pelo menos com três meses de antecedência. Caso contrário, passagens serão difíceis, ou muito mais caras, e hotéis preferidos poderão estar lotados. Espetáculos musicais, teatros, shows, também exigem planejamento. Ingressos devem ser comprados com antecedência. Às vezes, durante a semana, surge a vontade de fazer uma viagem de fim de semana, ou de ir a algum teatro ou show. Provavelmente, será difícil. Sem reservas, só por sorte. Parece que, com isso, a vida fica muito esquematizada. Ou se decide tudo com antecedência, assumindo compromissos que não se sabe se poderão ser cumpridos, ou se corre o risco de ficar de fora, na hora de se aproveitar o tempo. Isso porque ...

Desesperança

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Num dos dias do mês de setembro, o mês da prevenção ao suicídio, o jornal da minha cidade trouxe, em uma das chamadas de capa, o seguinte título: Idosos lideram índices de suicídio na região.   Fiquei abismada. A constatação, decorrente de pesquisa realizada por instituto conceituado, é assustadora. E, i nfelizmente, é real. Já ouvimos várias vezes que "envelhecer, não é para os fracos”. Sim, envelhecer, e viver a velhice, é difícil. Exige energia, coragem. São as perdas, de parceiros, familiares e amigos, são as limitações, de locomoção, visão e audição, as angústias das doenças e da dependência. É o isolamento social, a solidão, a falta de afeto. E, em grande número de casos, as dificuldades econômicas, justamente em fase em que as despesas com medicação e atendimento médico são consideráveis, e  em que o conforto, que representa gasto, é imprescindível.  Enfrentando todos, ou alguns desses fatores estimulantes de sentimentos ...

Aprendendo com os jovens

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Não sei quando a gastronomia japonesa passou a ser adotada rotineiramente no Brasil. O que sei é que os imigrantes japoneses, no início do século XX, chegaram ao nosso país e mantiveram, entre eles, seus costumes e culinária. O que sei, também, é que nos meus tempos de menina e de jovem, não se ouvia falar em comida japonesa, e muito menos em restaurantes japoneses. Talvez, nas grandes capitais, já existisse algum restaurante com seus sushis, sashimis e que tais, iniciando a curiosidade, e a motivação dos locais, para a experimentação dos pratos até então considerados esquisitos. Aos poucos, contudo, o interesse pela comida japonesa foi aumentando, e se mantendo principalmente entre os jovens.   Não poderia ser diferente.   Os jovens, em tudo, descobrem o “novo”, não têm receio de provar e se atiram de cabeça a situações diferentes. E foi assim com a culinária japonesa. Provaram, gostaram e espalharam esse gosto por muitos. Eu, mesma, aprendi a ...

Quem me lê?

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Quem escreve, e publica, pretende que seus escritos sejam lidos. Porém, como conseguir leitores? Algumas divulgações entre pessoas próximas, têm certo resultado. Mas é um grupo pequeno e, quando se acompanha o número visualizações de determinados posts, o que se vê é que se tem um número bem maior de possíveis leitores. Há algum tempo, a plataforma do blog abria um espaço para inscrições de seguidores, com seus nomes e fotos. Nessa época, apareciam mais de trezentos seguidores do meu blog.  Que alegria. Como me encontraram? Será que todos ainda me seguem? Desconfio que não, pois as redes sociais absorveram grande parte daqueles que se interessavam por blogs. Uma coisa é certa. Depois que se publica um texto, ele pode chegar a lugares inimagináveis, e atingir pessoas de diversas formações e idades. Curiosa para saber qual o caminho percorrido pelos leitores até me descobrirem, fui pesquisar as estatísticas do blog . No setor "origens de tráfego” to...

Pode falar?

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Em tempos em que a comunicação à distância é extremamente avançada, contraditoriamente ela se realiza, muitas vezes, com cuidados excessivos para evitar desconfortos. Há muitos anos, ligações telefônicas entre cidades  levavam horas para se completar. Havia a intermediação de uma telefonista que, ao receber o pedido de uma ligação interurbana, avisava o número de horas de espera pela ligação.  Com o progresso da tecnologia, vieram as ligações diretas. Já se conseguia, embora com custo alto, chamar-se instantaneamente alguém em outra cidade ou país, unicamente com o uso do teclado. Era uma alegria completar uma ligação, sem qualquer dificuldade, e poder ouvir a voz de alguém que estava distante. Com a internet, a evolução atingiu algo até então inimaginável. Ligações sem custo, conversas instantâneas com pessoas em qualquer distância, podendo-se não só ouvir a voz, como ver-se a imagem. Alegria dobrada. Mas, no dia a dia, sinto que a comunicação perdeu muito da...

Surpresa embaraçosa

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Pelo interfone da entrada do prédio, me identifiquei ao porteiro, informando que iria ao apartamento da Dona Lourdinha. Prontamente ele liberou o portão, e eu e minha irmã Lourdes entramos no prédio. O funcionário nos esperava, avisando que podíamos subir. Perguntei: nono andar, não? E ele: sétimo andar. Comentei com minha irmã que sempre tinha um pouco de dúvida em relação ao andar. Subimos, as portas do apartamento já estavam abertas. Estranhei uma escultura logo na parede da entrada (decoração nova?), mas havia uma moça nos esperando e nos encaminhou para a sala. Ao entrar, não atinei para o local. Parece que havia me desligado de todo o entorno, enxergando somente um grupo de senhoras sentadas em sofás, num dos ambientes da ampla e linda sala. Comentei com minha irmã: Será que a Dinha ia receber algumas amigas e nada me disse, quando avisei que iria visitá-la? Bom, nessa altura, já havíamos dado alguns passos, e parado ao lado dos sofás. Olhei, e n...