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Blog renascido

Nesses tempos difíceis, em que precisamos nos ocupar de forma a manter o equilíbrio mental, não basta só uma atividade. É preciso se ocupar bem, para preencher todo o tempo de um dia após o outro. Já estou em casa há duas semanas, sem por o pé sequer nos jardins do meu prédio. E tenho alternado diversas ocupações. Nessa busca, resgatei um blog antigo, de receitas simples, o que vem a calhar nesses dias. Temos que fazer comidinhas com aquilo que temos em casa. Não há como ficar fazendo compras a toda hora. Foi o que escrevi no post publicado ontem. Acontece que não coloquei o link desse novo-velho blog, e aqui estou para isso. Ressalto que as receitas, que colocarei lá, serão simples. Receitas de uma cozinha rápida e fácil. Então, mais uma vez, faço o convite para que visitem o blog renascido "Um, dois ... feijão com arroz". Seu link é helofeijaocomarroz.blogspot.com

Um, dois ... feijão com arroz

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Esse é o nome de um blog que criei há quase onze anos, mas que ficou sem andamento. Agora, senti que era hora de reativá-lo e faço o convite para  que você vá visitá-lo. Hoje publiquei o primeiro texto dessa nova era, que começa assim: "Pois é. O coronavírus, verdadeiro tsumani, chegou de repente, arrasando a rotina de, praticamente, todo mundo. Aqueles que passavam o dia fora de casa, almoçando em quilos ou restaurantes, aqueles que mantinham cozinheira em casa, que se reuniam com amigos para churrascos, que saíam com a família nos finais de semana, para almoços especiais, estão todos dentro de casa. A rotina desfez-se, mas os hábitos e necessidades se mantêm, e outra rotina tem que ser estabelecida. É preciso se alimentar. É preciso tomar café da manhã, almoçar e jantar." E, no final, "Resgatando esse blog, uma das minhas ideias é compartilhar algumas receitas de cozinha fácil e rápida. Que qualquer um poderá fazer.  Penso que, assim,...

Isolamento social

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Viver um dia de cada vez. Viver sem pensar em tempo. Organizar o dia para os trabalhos domésticos, a música, a leitura, os trabalhos manuais e outras atividades de lazer. Não pensar no fato de que essa rotina poderá se estender por muito tempo. Afastar essa ideia. Sim, porque, a partir de agora, não vamos pensar em tempo. Simplesmente vamos viver o dia. Pensei nisso tudo hoje numa das primeiras manhãs do meu isolamento. Talvez não tenha dormido o suficiente e levantei tensa, ansiosa. Percebi o risco que nossa saúde mental e psicológica estará passando nesse período difícil. E concluí que é preciso uma estratégia para atravessar tempos difíceis, nunca vivenciados. De início, concluí que uma estratégia é essa: viver o dia.  Fazer o melhor possível, organizando uma nova rotina. A rotina do isolamento social.  Procuremos aquilo que está ao nosso alcance e que pode nos ajudar a viver cada dia com tranquilidade e bem-estar. Hoje é o meu décimo dia de isolament...

Coronavírus

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A sensação de pertencer a um grupo de risco é completamente desconfortável. E é como estou me sentindo há poucos dias. Reconhecida a pandemia do coronavírus, o perigo passou a estar presente, em tese, em todos os lugares. Saiu da China, chegou a vários países da Europa, Oceania e Américas. Está ao nosso lado. Está nos rodeando. Até há pouco, eu me sentia relativamente tranquila. Mas, com as leituras, as explicações científicas e os acontecimentos, a tranquilidade foi diminuindo. E o motivo é estar exatamente no grupo de maior risco, o dos maiores de 80 anos. Contudo, não estou em pânico. E, sim, preocupada. O que assusta é a rápida contaminação e progressão da doença, De um dia para o outro, a mudança do quadro é alarmante. E eu, que achava que poderia continuar a sair, cuidadosamente, fiquei convencida que é necessário ficar quieta em casa. Os entendidos aconselham o isolamento. Só dessa forma estaremos nos cuidando e colaborando para que a progressão da doenç...

Carnaval

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Tanto riso, tanta alegria, Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando pelo amor da colombina No meio da multidão. Carnaval era alegria, colorido, marchinhas, confetes e serpentinas. Carnaval era sol, era luz, era calor. E era música, muita música. Dias antes da festa, os rádios transmitiam as novas músicas para o carnaval do ano. Eram tão repetidas que, quando chegavam os dias do carnaval, os foliões podiam cantá-las, intercaladas com as antigas e eternas marchinhas. Hoje, nem o clima acredita em carnaval. Chove desde ontem à noite, praticamente sem parar. Onde estão as crianças fantasiadas? Onde os blocos? Onde as marchinhas? As serpentinas e o confete? ... Pedacinho colorido de saudade, Ai, ai, ai, ai Ao te ver na fantasia que usei, confete, confesso que chorei. Adendo: Assim que publiquei o texto, percebi que havia exagerado um pouco. O carnaval mudou, mas persiste. Só que, em lugares marcados. Quem quiser vê-lo, deve ir atrá...

Velhice sem pressa

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Com esse título não estou querendo dizer que ninguém deve ter pressa para chegar à velhice. Mesmo porque acho que deve ser muito difícil encontrar alguém que queira que o tempo passe depressa, para logo chegar à velhice. O que na verdade estou querendo dizer com "Velhice sem pressa" é que a pressa não combina com a velhice. Para vivermos com riscos diminuídos, não podemos ter pressa. Está dentro de um carro, chegou ao seu destino e vai precisar sair dele? Saia com calma. Sem pressa. Coloque os dois pés no chão, fique ereto. Agora sim. Está pronto para começar a caminhar, sem pressa. Vai subir, ou descer, uma escada? O corrimão existe para ajudar. Segure nele e desça, ou suba, sem pressa. Você chegará sem correr riscos desnecessários. Está terminando o banho e não quer atrasar para um compromisso? E, numa falha da memória, você esquece da sua idade e, como se jovem fosse, resolve apressar a saída do banho, para ganhar tempo?Esquece até das barras de segurança...

Costura criativa

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Desde outubro parece que estou com uma ideia fixa: costura criativa. Nem mesmo sabia que minha nova atividade recebia esse nome tão simpático.  Costuras diversas, aproveitamento de retalhos, criações com objetivos práticos, combinação de cores e estampas, arteterapia. Com tecidos variados, máquina de costura, zíper aos metros, tábua de corte, réguas quadradas e retangulares, manta acrílica, cursores, e muito mais, passei a me envolver com bolsas, bolsinhas, porta-celulares, nécessaires e jogos americanos.  Isso, por enquanto, porque a imaginação já está se jogando para vários outros modelos e utilidades. E com a costura, meu vocabulário se enriqueceu com palavras como matelassar, quiltar, refilar. A delícia do trabalho, o prazer da peça pronta são bem grandes.  Mas também há o cansaço depois de algumas horas debruçada na mesa, para cortes, e na máquina, para as costuras. Marinheira de primeira viagem, acredito que nã...