Natal

Do Natal ingênuo, com a figura simpática, mas bem pouco vista do Papai Noel, ao Natal agitado, com a figura quase intimidante do Papai Noel. Na infância, a simplicidade. Uma lembrança, colocada sobre os sapatos ao lado da cama, indicava que o Papai Noel havia passado por ali. Um livro, um pequeno jogo, um tercinho com pedras bonitas. Uma simples lembrança trazia felicidade. E o Natal tinha a grande marca da religiosidade. O presépio na Igreja, o presépio montado com detalhes, e ocupando quase que uma sala inteira na casa de um tio. A Missa do Galo à meia noite. Depois, o Natal dos filhos, que também colocavam os sapatos ao lado da cama, esperando a passagem do velhinho do dia 24 a 25 de dezembro. E o bom Papai Noel escolhia os presentes, que poderiam ser cavalinhos, fogões com panelinhas, jogos, roupas, bonecas e até um balanço que, como não podendo ser colocado sobre os sapatos, ficava no quintal esperando que suas crianças acordassem. O presép...